Tyrant – 1×01 – Pilot

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Não podemos fugir para sempre de algo que faz parte de nós. Essa é a premissa de Tyrant. Com o roteiro e produção de Gideon Raff (Hatufim) e Howard Gordon (Homeland, 24 Horas) e o primeiro episódio dirigido por David Yates (Harry Potter), a série conta a história de Bassam Al Fayeed (Adam Rayner, de Hunted), ou simplesmente Barry, filho mais novo de um poderoso ditador do Oriente Médio. O país é ficticio, mas os problemas são reais. Conflitos internos, população insatisfeita com seu líder, carros bomba, estupro e submissão são temas recorrentes em Tyrant e no país liderado por Khalid Al Fayeed (Nasser Faris, de 24 Horas).

Cansado da maneira de agir de seu pai, Bassam resolve fugir de seu país e recomeçar uma nova vida nos Estados Unidos, deixando pra trás tudo o que aconteceu em sua infância. Depois de 20 anos, ele retorna ao país com sua nova família para o casamento de seu sobrinho, filho de seu irmão mais velho Jamal (Ashraf Barhom, de 300: A Ascensão do Império) . Esse retorno trás a tona uma série de memórias da vida de Bassam, despertando um lado sombrio do personagem em relação a uma série de acontecimentos que marcaram sua vida.

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Em flashbacks, vemos a infância de Bassam e Jamal nas mãos de um pai ditador, que claramente tinha certa preferência em tornar Jamal o seu sucessor. Alternando entre flashbacks e o tempo presente, Tyrant mostra como os acontecimentos anteriores afetaram a vida pessoal e profissional de Bassam, tornando-o um homem reservado e um marido de poucas palavras. Ao longo do episódio, percebemos que o real motivo de Bassam ter fugido era o medo de se tornar alguém pior que seu irmão, que seguiu os passos de seu pai. Jamal, ao contrário de Bassam, era o menino covarde que se tornou alguém cruel e violento, ao ponto de estuprar mulheres e bater na própria esposa. Esse era o medo de Bassam.tyrant3-new-homeland-arrives-tyrant-teaser-trailer-drops

Com esse constante medo, Bassam virou alguém incapaz de expressar seus sentimentos. Isso fica mais evidente em seu retorno, onde Molly (Jennifer Finningan, de Monday Mornings), sua esposa, afirma não reconhecer mais seu marido e teme que não consiga levar isso em frente. O núcleo familiar de Bassam é algo que precisa ser mais explorado na série, principalmente os filhos, Emma e Sammy (que tem uma história bastante interessante a ser contada).

Em contrapartida ao núcleo da família Al Fayeed, vemos os conflitos internos do país. Constantes ameaças terroristas e a forma como elas são contornadas mostram um país à beira do caos. Um país que conhece apenas a violência como única forma de solucionar os problemas. Violência essa vinda de Jamal, que fica encarregado de acabar com a ameaça terrorista do casamento de seu filho, e que acaba sendo apaziguado de uma forma mais racional por Bassam.

Tyrant pode não ter um elenco de peso, mas tem em mãos uma produção espetacular e uma história que certamente cairá nas graças dos espectadores. Agora é só esperar pelo próximo episódio para vermos como Bassam irá lidar com a enxurrada de acontecimentos que finalizaram o piloto.

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4 comments

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  1. Avatar
    Rubens Rodrigues 4 julho, 2014 at 16:07 Responder

    Foi um ótimo piloto, me deixou preso os 55 min (que passaram voando). Que episódio tenso! Espero que a temporada não decepcione.

    • Avatar
      Luana Siebra Andrade 4 julho, 2014 at 18:07 Responder

      Sim, Rubens! Bastante tenso. Acho que pela primeira vez, em muito tempo, um piloto conseguiu me prender do inicio ao fim.

  2. Avatar
    Rubens Rodrigues 4 julho, 2014 at 16:07 Responder

    Foi um ótimo piloto, me deixou preso os 55 min (que passaram voando). Que episódio tenso! Espero que a temporada não decepcione.

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      Luana Siebra Andrade 4 julho, 2014 at 18:07 Responder

      Sim, Rubens! Bastante tenso. Acho que pela primeira vez, em muito tempo, um piloto conseguiu me prender do inicio ao fim.

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