Tyrant – 1×04 – Sins of the Father

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“Eu cansei de esperar por mudança. Eu estou fazendo elas acontecerem.” Esta é a frase que move Sins of the Father, episódio que permite que nós conheçamos um pouco mais sobre Abbudin e o legado de Khaledi sobre a liberdade da população.  Vimos o real conceito de cesura em um país calejado pela família Al Fayeed e uma população que não tem direito a liberdade de expressão, ficando omissa ao que acontece no mundo e sem saber a repercussão dos atos do governo dos Al Fayeeds.

O ponto forte do episódio veio logo de cara, em um flashback. Nele vemos o jovem Barry chegando a faculdade nos Estados Unidos após a repercussão mundial do ataque de gás à população de Ma’am, promovido por Khaledi Al Fayeed. É nessa cena que percebemos que as ações e o legado de seu pai o perseguem até mesmo em outro continente, além de ser o plot desse episódio: o aniversário de 20 anos desse crime civil cometido pelo pai de Barry.

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Bassam não seria Bassam se não visse isso como uma oportunidade de tentar mudar a forma de governo do país, tentar ganhar a simpatia dos cidadão de Abbudin, ajudar seu irmão e imaginar um futuro melhor. Após um ato sádico e triste de um cidadão de Ma’am, Barry tenta convencer Jamal de que deve falar com a população e  declarar que o ataque de gás promovido por seu pai foi de fato um crime e que isso nunca se repetirá de novo. Com a população revoltada, o plano de Bassam foi pelos ares e Jamal tenta lidar com isso da forma mais cruel possível. Depois de ver que a reação de Jamal era parecida com a de seu pai, Bassam decide promover um encontro de seu irmão com Ihamd Rashid, o líder do movimento anti-Al Fayeed. Acredito que esse encontro irá promover tanto bons diálogos como uma possível compreensão por parte de Jamal e de Ihmad. Infelizmente, teremos que esperar até a próxima terça.

O enredo convincente e os aspectos políticos simplificados fizeram com que o episódio desenvolvesse um bom ritmo e passasse voando. Em uma pequena – porém excelente – cena sobre as ações precipitadas de Jamal, vimos um ótimo diálogo entre o embaixador John Tucker e Jamal. Em um diálogo caloroso e com uma reação exaltada de Jamal, John emite uma ameaça com a frase “Como todas as coisas, a paciência é finita.”, em um tom frio e calculista. A dinâmica entre Justin Kirk e Ashraf Barhom funcionou muito bem nessa cena: um choque de dois opostos em todos os sentidos. Outra cena bastante agradável de assistir foi o encontro de Bassam com Fauzi (Fares). Apenas dois amigos conversando, um tentando alertá-lo e o outro tentando tirá-lo da rotina de herói.

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O que não funcionou bem nesse episódio foram os personagens secundários. De repente, Sammy tem um problema com sua paixão, o que resultou em diálogos clichês. Por outro lado, vemos uma face de Abdul que não conhecíamos: ele esconde sua preferência não por conta do medo e sim, por causa da ambição. Em um país como Abbudin, é complicado ser homossexual e ter oportunidades, se você não for da alta classe. Enquanto isso, Ahmed de repente provou ser a cópia de seu pai: fútil, grosso e machista, levando Nusrat e Emma a situações constrangedoras. Acredito que isso não vá  a lugar nenhum, a não ser que eles tragam de volta o plot Jamal-Nusrat do episódio piloto. Jennifer Finnigan é uma excelente atriz, mas nesse episódio Molly não conseguiu tanto destaque. Depois de ser ingênua e incapaz de compreender a situação de Abbudin, nesse episódio Molly estava com a voz da razão, sendo a esposa sábia que apoiou Barry por todo o seu caminho. É meio óbvio que a personagem só permaneceu em Ma’am para orientar o marido a uma determinada direção.

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Tyrant está em seu melhor quando se trata de políticas e ideologias, o que leva a intrigas e situações tensas e, muitas vezes, obscuras. Temos um núcleo político sólido, com ótimos atores e com um plot interessante. Isso é o que move a série e nos deixa mais ansiosos pelo próximo episódio, que promete ser intenso com o encontro de Jamal e Ihmad. O que nos resta agora é esperar.

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