A Netflix estreou recentemente o k-drama Um Amor no Paraíso (Heavenly Ever After), uma mistura curiosa de drama existencial, comédia sobrenatural e romance tardio.
O primeiro episódio já entrega um enredo inesperado: uma senhora que virou agiota para sustentar o marido doente, morre e precisa descobrir se vai para o céu… ou para o inferno.
Mas o que realmente acontece com Hae-Sook? E o que esperar do restante da temporada? A gente te explica.
Quem é Hae-Sook e por que ela virou agiota?
Logo no início do episódio 1 de Um Amor no Paraíso, conhecemos Hae-Sook, uma senhora aparentemente rígida, mas com um coração surpreendente. Ela trabalha como agiota para sustentar o marido, Nak-Joon, que ficou paralisado ainda jovem após um acidente. Para manter a casa funcionando, ela largou tudo e passou a emprestar dinheiro — sempre com a ajuda da fiel escudeira Young-Ae, uma mulher durona por fora, mas gentil por dentro.
Apesar da vida difícil, Hae-Sook tenta manter o bom humor e se mostra cuidadosa com o marido. Mas quando uma devedora a amaldiçoa, dizendo que ela merece o inferno por cobrar uma dívida no funeral do pai, Hae-Sook começa a questionar suas escolhas. É aí que ela decide ir à igreja, onde tem uma experiência bizarra: sonha com a morte tentando levar Nak-Joon — e acorda para descobrir que seu gato, Sonya, morreu. Coincidência? Talvez não.


A morte, o além e a dúvida: céu ou inferno?
Após a morte do marido, Hae-Sook tenta afastar Young-Ae, com medo de deixá-la de coração partido no futuro. Mas a assistente não a abandona. Um ano depois, Hae-Sook também morre, sendo recebida por um ceifador moderno e impaciente, que tenta explicar o processo da “passagem”.
No pós-vida, os mortos recebem uma pulseira que os mantém “ancorados” até o destino final. Hae-Sook é encaminhada para o trem da vida após a morte (sim, literalmente um metrô), onde os passageiros são sugados para o inferno ou seguem para o céu conforme seus destinos. A tensão é real, mas ela permanece sentada. Veredito: céu.
O “céu” funciona como aeroporto?
Sim. Ao chegar no céu, todos precisam deixar seus pertences e passam por uma triagem. Hae-Sook não leva nada e é entrevistada por um “atendente celestial”. Ela precisa responder duas perguntas:
- Com quem quer passar sua eternidade? — Ela escolhe Nak-Joon.
- Com que aparência quer reencontrá-lo? — Ela diz que quer parecer ter entre 25 e 30 anos, mas muda de ideia ao lembrar que o marido sempre disse que ela era mais bonita com a idade que tinha. Ela escolhe continuar com sua aparência de 80 anos.
O problema? Quando ela finalmente encontra Nak-Joon, ele escolheu rejuvenescer. Resultado: o reencontro romântico se torna uma situação constrangedora e divertida, com direito a brigas e possíveis mágoas.
O que esperar do próximo episódio?
A prévia do episódio 2 sugere mais confusões: uma antiga paixão de Nak-Joon pode aparecer, e Hae-Sook se sente enganada ao perceber que talvez os elogios do marido não eram tão sinceros assim. Além disso, a maior surpresa: o gato Sonya pode ter sobrevivido e voltado como um ser humano. Sim, é isso mesmo.
Vale a pena assistir?
Apesar de uma execução um pouco arrastada no início (o episódio tem 72 minutos), Um Amor no Paraíso compensa com um conceito criativo e um olhar tocante sobre culpa, velhice, segundas chances e o amor eterno — mesmo quando ele acontece entre almas que ainda estão descobrindo como descansar em paz.
Se você curte k-dramas com uma pitada de fantasia e alma, este pode ser seu próximo vício. E com a promessa de humor, nostalgia e reviravoltas no além, Um Amor no Paraíso já mostra que tem muito a dizer — até mesmo sobre o que vem depois da morte.