A Prime Video acertou em cheio ao lançar Um Bom Garoto (Good Boy), novo dorama protagonizado por Park Bo-Gum. A série, que mistura comédia, ação policial e drama emocional, estreou com intensidade surpreendente e conquistou de cara os fãs do ator — e também novos espectadores que buscam algo original no gênero. Nos quatro primeiros episódios, a trama já entrega perseguições, mistérios e uma morte impactante, tudo isso com uma estética vibrante e cenas memoráveis.
Na história de Um Bom Garoto, acompanhamos Dong-Ju, um ex-atleta olímpico que, após uma política pública de reintegração, torna-se policial junto com outros ex-esportistas. Essa nova equipe não é bem recebida pela corporação tradicional: os colegas veem os novatos como oportunistas que não merecem estar ali. Determinado a provar seu valor, Dong-Ju se dedica com afinco a um caso em andamento envolvendo o criminoso conhecido como Golden Bunny.
Paralelamente, conhecemos Han-Na, uma policial subestimada dentro da própria força. Bonita e carismática, ela é usada mais como vitrine publicitária do que como agente de campo — algo que a incomoda profundamente. Ex-namorada de Jong-Hyeon, atual auditor da polícia e rival direto de Dong-Ju, Han-Na também luta para conquistar seu espaço como profissional.
Caçada e tensão crescente
Nos dois primeiros episódios de Um Bom Garoto, Dong-Ju e sua equipe se envolvem numa perseguição intensa a Golden Bunny, que acaba levando o protagonista a se arriscar demais — inclusive sendo atropelado por um carro de vidros escurecidos. O motorista não revela sua identidade, mas um detalhe o entrega: um relógio sofisticado que Dong-Ju memoriza. É a primeira pista que liga o criminoso Min Joo-Young à teia que se formará nos episódios seguintes.
Enquanto isso, vemos Gyeong-Il, amigo de Dong-Ju e também ex-atleta, vivendo um drama pessoal. Com histórico de doping e agora dependente químico, ele acaba envolvido em um caso de atropelamento. Acreditando que deve dinheiro ou tem sua mãe em perigo, Gyeong-Il confessa um crime que provavelmente não cometeu. A tentativa de Dong-Ju de protegê-lo fracassa, e a tragédia se concretiza: Gyeong-Il é encontrado morto na prisão, com a mensagem “me desculpe” escrita com sangue na parede de sua cela. Oficialmente, é suic*dio. Mas Dong-Ju está convencido de que foi assassinato.
Drama com propósito em Um Bom Garoto

A partir desse momento, Um Bom Garoto muda de tom. O relógio visto por Dong-Ju reaparece entre os pertences de Gyeong-Il, revelando uma conexão direta entre a morte do amigo e o vilão Joo-Young, que aparece cada vez mais envolvido em uma rede de crimes que inclui tráfico de drogas, máfia russa e manipulação dentro da própria polícia.
Han-Na, por sua vez, descobre que o mesmo relógio fazia parte dos pertences de seu falecido pai — que, anos atrás, investigava um poderoso grupo criminoso. Isso adiciona camadas ao enredo e à personagem, que vive uma relação conturbada com a mãe e tenta preservar o legado do pai enquanto enfrenta o machismo institucional dentro da força policial.
O poder da ação emocional
Apesar do humor pontual e de cenas de ação estilizadas, como a icônica luta com tinta neon no episódio 2 ou o salto de Dong-Ju sobre o carro de Joo-Young no final do episódio 4, Um Bom Garoto brilha mesmo é no equilíbrio entre leveza e emoção. A dor de Dong-Ju pela perda do amigo, o sentimento de impotência diante de um sistema falho e a determinação em buscar justiça tornam a série muito mais do que apenas um procedural coreano.
A jornada desses atletas-policiais está apenas começando, mas o roteiro já planta elementos suficientes para desenvolver mistérios mais profundos, relações complexas e, possivelmente, revelações explosivas nos próximos episódios de Um Bom Garoto.