Adam Sandler está de volta com um de seus personagens mais icônicos em Um Maluco no Golfe 2, sequência direta do clássico de 1996. O filme estreou nesta semana na Netflix e reacende a chama da comédia esportiva com o humor peculiar de Sandler, participações especiais e uma crítica bem-humorada à transformação dos esportes em mero espetáculo.
A história de Um Maluco no Golfe 2 começa quando Happy Gilmore, agora aposentado e afastado dos holofotes, é forçado a voltar aos campos para pagar a escola de balé de sua filha, Vienna. A proposta pode parecer simples, mas logo se transforma em uma guerra contra o corporativismo e a artificialidade do novo cenário esportivo, representado pela polêmica liga Maxi Golf.
Com uma equipe formada por veteranos do golfe e novos aliados, Happy desafia o sistema implantado por Frank Manatee, empresário ambicioso que busca transformar o esporte em um show exagerado, com jogadores submetidos a cirurgias para melhorar o desempenho.
Shooter McGavin: de rival a aliado inesperado
Uma das maiores surpresas de Um Maluco no Golfe 2 é o retorno de Shooter McGavin, vivido por Christopher McDonald. Antagonista no primeiro longa, Shooter agora se junta a Happy em uma improvável parceria para proteger o que resta da essência do golfe.
Apesar de ter passado anos em um hospital psiquiátrico – culpa que ele ainda atribui ao próprio Happy –, Shooter demonstra sua paixão genuína pelo esporte e até consegue sua redenção ao acertar uma jogada decisiva na partida final contra os jogadores da Maxi Golf.
O retorno de Ben Stiller como Hal, o inescrupuloso antagonista do grupo de Alcoólicos Anônimos de Happy, também rende alguns dos momentos mais engraçados do filme. Hal finalmente é desmascarado como um fraudador e extorsionista, sendo preso em plena reunião de AA por agentes do FBI. A revelação de que sua assistente era, na verdade, uma agente infiltrada, oferece um dos ápices cômicos da trama.
Final emocionante e uma promessa de mais golfe no futuro
No final de Um Maluco no Golfe 2, após derrotar a Maxi Golf, Happy não apenas garante o futuro artístico de sua filha, mas também consegue recuperar a casa de sua avó, um restaurante para seu caddie Oscar, e até um carro de luxo para si mesmo. Tudo isso em um golpe de mestre contra o ganancioso Manatee, que acaba completamente desacreditado.
A cena pós-créditos mostra que Happy e Shooter estão disputando juntos o British Open, confirmando que o protagonista decidiu continuar sua carreira no golfe. A rivalidade amigável reacendida é um belo aceno para os fãs nostálgicos da franquia.
O fim da Maxi Golf e a celebração do golfe de verdade
O filme não deixa dúvidas sobre a derrocada da Maxi Golf. Relatórios noticiosos descrevem a liga como um “fracasso espetacular”, enquanto Manatee enfrenta escândalos envolvendo bebidas esportivas e má gestão. A mensagem final de Um Maluco no Golfe 2 é clara: o verdadeiro esporte está nos valores tradicionais, no companheirismo e no amor pelo jogo – não nas cirurgias ou no sensacionalismo.
Sandler mostra que ainda domina a comédia esportiva
Um Maluco no Golfe 2 acerta em cheio ao equilibrar comédia pastelão, crítica social e emoção familiar. Adam Sandler brilha em um papel que parece feito sob medida para ele, enquanto o roteiro oferece espaço para todos os personagens brilharem.
Mesmo após quase três décadas, Happy Gilmore continua sendo um símbolo da luta contra o sistema – com um taco de golfe na mão e o coração no lugar certo.