Um outro lado de A Feiticeira

A feticeira

 

Era 17 de setembro de 1964 quando o primeiro episódio de Bewitched, ou como conhecemos aqui no Brasil A Feiticeira, estreou. Com comédia leve, o seriado conta a história do casal Samantha e James Stephens, interpretados por Elizabeth Montgomery e Dick York respectivamente, um casal normal, que se encontra, se apaixona e se casa, como já diria o narrador no começo do primeiro episódio, se não fosse pelo fato de Samantha ser uma bruxa.

Para ser bem honesta, nesses meus 25 anos nunca tive muita paciência para assistir a série. Talvez seja essa coisa de geração de não gostar muito de se aventurar em clássicos. Mas eu o fiz para escrever esta coluna, e, para ser mais sincera ainda, eu gostei. Ri de situações bobas, que se fossem produzidas por qualquer canal aberto atual tornaria algo forçado que deixaria sem graça, mas não A Feiticeira, com seu roteiro cheio de gracejos que fazem qualquer espectador rir, até hoje.

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Assim alguns 40 anos depois Hollywood resolve trazer Samantha de volta. Dessa vez em forma de regravação dentro de um filme. Explicação: a história do longa metragem The Bewitched é em volta do ator Jack Wyatt (Will Ferrell), que está em decadência no âmbito profissional,  e por isso resolve fazer o remake da série. O personagem de Ferrell, que fará James – o marido dedicado – na atração, aproveita para “descobrir” uma nova atriz para interpretar Samantha, que será Isabel Bigelow (Nicole Kidman), uma feiticeira que resolve viver sem as facilidades que a magia proporciona,  mas ninguém sabe disso. Obviamente.

Momento sinceridade dois: eu já havia assistido o filme alguns anos atrás, porém não gostei, até porque Will Ferrell não é um dos meus atores favoritos e a Nicole, bom, são apenas alguns filmes que eu tolero (pronto, falei!). Então, juntando tudo isso quando assisti a primeira vez me deu uma profunda #preguiça de toda a produção. Mas o fato é que eu era uma total ignorante no assunto (não que agora eu seja expert) e achei muito fraco. Porééééém, agora que resolvi dar uma segunda chance para The Bewitched em geral, vou dizer que gostei do filme. Ainda mais porque conta com Michael Cane, como pai de Isabel, que tem momentos fantásticos, por exemplo, ele aparecendo nas embalagens de produtos no mercado tendo uma conversa de “pai para filha” com a personagem de Kidman.

Enquanto estava assistindo ao longa me deparei  com um pensamento “fizeram uma história em que uma outra personagem pudesse se identificar, de fato, com a história de Samantha”. Afinal, quem nunca viu um filme/série e se identificou com determinada história contada? E, talvez (só talvez), não haja ninguém que tenha visto certa semelhança com a arte e sua realidade quando visto The Bewitched, mas Isabel, sim! A bruxa que larga toda sua vida para viver longe de tudo que já presenciou, com pessoas novas, lugar novo e sem sua magia. Sem ninguém para guiá-la, Isabel ao começar a interpretar Samantha e ter suas próprias desilusões com a vida pensa “o que Samantha faria”.

Mas nem tudo são flores. Por se tratar de uma adaptação e uma produção teoricamente jovem, não dá para se esperar algo de extremamente inovador, porém é de decepcionar ao ver que há referências de filmes da mesma época, principalmente, do filme Todo Poderoso, estrelado por Jim Carrey e Morgan Freeman. Um exemplo disso é a cena em que Isabel está brava com Jack no meio da gravação da série e faz com que ele diga “It’s my dog and I’ll die if I don’t get it back” diversas vezes e de forma engraçada, exatamente como o personagem Bruce (Carrey)  fez com o âncora Evan Baxter, interpretado por Steve Carell, que também está no longa de A Feiticeira como o Tio Arthur.

Já que foram citados atores secundários vale lembrar aqui que a atriz Kristin Chenoweth, que faz a vizinha de Isabel, Maria, também já interpretou uma bruxa: Glinda, no musical Wicked.

Para quem se inspirou para ver a série só uma coisinha: cada temporada tem em torno de 30 episódios. Assistir tudo em um dia é só para fortes MESMO!

 

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Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

6 comments

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  1. Avatar
    Mari Grizotto 6 agosto, 2014 at 04:57 Responder

    Ah eu gostava quando passava na tv aberta, apesar de dublado, vc consegue se divertir assistindo. O filme não é terrivel, mas tb não é uma obra prima, quem sabe um dia a gente nao consegue ver um filme sobre a historia da serie ou da Elizabeth Montgomery ne?
    HAHAH Wicked me persegue, eu fiquei grande fã do musical esse ano e fiquei feliz pela lembrança q vc fez no final do texto, e Kristin Chenoweth é uma diva uma linda uma fofa e a melhor interpreta da Glinda no musical em todos esses anos…

  2. Avatar
    Mari Grizotto 6 agosto, 2014 at 04:57 Responder

    Ah eu gostava quando passava na tv aberta, apesar de dublado, vc consegue se divertir assistindo. O filme não é terrivel, mas tb não é uma obra prima, quem sabe um dia a gente nao consegue ver um filme sobre a historia da serie ou da Elizabeth Montgomery ne?
    HAHAH Wicked me persegue, eu fiquei grande fã do musical esse ano e fiquei feliz pela lembrança q vc fez no final do texto, e Kristin Chenoweth é uma diva uma linda uma fofa e a melhor interpreta da Glinda no musical em todos esses anos…

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