Uma chance de relembrar Everwood

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Como é bom relembrar uma época boa em que a TV ainda desfrutávamos de produções que mereciam estarem no ar. Eram séries únicas, que tocavam o público, e traziam a cada semana uma história diferente. Everwood teve a sorte de fazer parte de uma época que ainda sabia fazer televisão.

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A produção do saudoso canal WB estreou em setembro de 2002 e ficou no ar por quatro anos, sendo exibida aqui no Brasil com subtítulo Uma Segunda Chance. O programa foi responsável por trazer Treat Williams de volta à TV, ao interpretar um médico recém viúvo que troca a correria dos hospitais de Nova Iorque por um pequeno consultório de uma pacata cidade. Este era o Dr. Andy Brown, um médico que chega à cidade fictícia de Everwood, no Colorado, e começa a atender de graça a população. Isso acaba irritando o até então único médico local o Dr. Harold Abbot. Para completar, a mãe de Harold, a enfermeira Edna acaba indo trabalhar com Andy, o que inseriu boas doses de humor à disputa dos dois A briga entre eles se tornaria um ótimo bromance, criando um tom confortável de se assistir.

Everwood 3Mas Everwood tinha um outro ingrediente interessante. Era no seu público jovem que explorava as melhores histórias, e no elenco encabeçado pelos então adolescentes Gregory Smith e Emily VanCamp, o casal protagonista. Os atores que hoje são famosos por Rookie Blue e Revenge, respectivamente, antes deram vida a Ephram e Amy, que entre idas e vindas, vivenciaram todos os dramas que um adolescente americano pode vivenciar no colégio. E ainda, a difícil relação entre Ephram e Andy era também um dos carros chefes da série. Os dois não se davam bem, principalmente por conta da morte da mãe de Ephram. O relacionamento entre pai e filho se tornou um dos pontos chaves em que Everwood explorou suas histórias,

Ainda tínhamos Chris Pratt no início de sua carreira, quando nem imaginava fazer sucesso no cinema com Guardiões da Galáxia ou Jurassic World. Ele era apenas Bright Abbott, um jovem sarcástico mas que tinha um coração de ouro. Na terceira temporada ainda tivemos a adição de Sarah Drew, que com sua doce Hanna fez ainda o público gostar ainda mais de Bright. E também a entrada de um terceiro médico, o Dr. Jake Hartman, interpretado por Scott Wolf.

As locações em Utah compuseram um perfeito cenário, gélido e simples, que em todos episódios eram muito bem explorados. Everwood é o exemplo de série que provou não precisar de grandes orçamentos ou grandes estúdios para se fazer um programa de TV.

A série ainda tratou de temas delicados, representados por exemplo na pequena Delia, filha pequena do Dr. Andy, que tinha de lidar com a perda da mãe, a chegada em uma nova cidade, e o fato de gostar de se vestir de garoto, ao invés de uma garotinha requintada. Além disso, a garotinha se relacionava melhor com os garotos, o que trouxe comentários maldosos dos cidadãos locais. Delia ainda serviu de ponte para se explorar as primeiras descobertas da puberdade e claro, o primeiro amor.

 

Everwood

 

Gravidez na adolescência, doação de órgãos, amor na terceira idade e câncer foram também alguns dos temas tratados durante os quatro anos de Everwood, que agitaram o público antes de Amy e Ephram encontrarem seu final feliz. A música também era um importante plano de fundo na série, representada na paixão do protagonista adolescente com o piano. Belíssimas histórias foram tiradas dali, que entre um episódio e outro, se encontravam com as belíssimas narrações que abriam o show a cada semana.

A série infelizmente foi uma das vítimas do fim do The WB, tendo sido cancelada por conta da fusão com a UPN. O novo canal CW resolveu renovar One Tree Hill naquela ocasião, levando Everwood ao seu final. Foi uma pena, o show ainda era uma das peças únicas na TV, tendo inclusive sido indicada ao Emmy duas vezes. É uma daquelas séries que fazem falta, e que lembramos com saudade, principalmente por fazer parte do pacote de programas que o SBT explorou com exaustão em suas tardes de sábado. Fica aqui a nossa lembrança de uma série gostosa de se assistir sem compromisso, que nos remete a uma nostalgia incrível.

E você, também sente saudades de Everwood?

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

2 comments

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  1. Eduardo Nogueira
    Eduardo Nogueira 11 agosto, 2015 at 11:18 Responder

    Essa série era espetacular, sinto muita falta dela. Os temas abordados, os tabus, e as histórias emocionantes recheadas de lições para se levar na vida. Achei muito precoce o fim de Everwood, pois ainda tinha muita história pela frente, e por conta disso, achei a última temporada bem acelerada, para dar tempo de não deixar nada em aberto. Shippava loucamente Ephram e Amy, mas achei tudo muito rápido demais o tão esperado final feliz deles.

  2. Avatar
    Thais Araujo Quezado 7 maio, 2018 at 15:47 Responder

    vi alguns episódios perdidos na warner e no sbt mas resolvi maratonar a série esse ano. Séries assim fazem muita falta! Mas está sendo um deleite revisitar essa cidadezinha no meio das montanhas <3

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