Uncharted: Filme com Tom Holland tem história desapontadora

As adaptações de videogames para o cinema já foram sinônimo de fracasso, mas nos últimos anos, esse cenário mudou. Filmes como Sonic e séries como The Last of Us e Fallout mostraram que é possível trazer narrativas envolventes e fiéis ao material original. No entanto, Uncharted filme lançado em 2022 e estrelado por Tom Holland e Mark Wahlberg, não conseguiu acompanhar essa tendência.

Dirigido por Ruben Fleischer e baseado na aclamada franquia de jogos da Naughty Dog, Uncharted tentou se firmar como uma nova grande aventura nos moldes de Indiana Jones e A Múmia, mas com todo o peso de um blockbuster moderno repleto de efeitos visuais.

O resultado, no entanto, foi uma recepção morna da crítica e de boa parte dos fãs, tornando-se mais um exemplo de adaptação de jogo que não capturou a essência da obra original.

Uncharted: Fora do Mapa teve um sucesso comercial moderado, mas sem impacto duradouro

Apesar das expectativas, Uncharted: Fora do Mapa arrecadou US$ 407 milhões mundialmente – um número que parece alto, mas que se torna menos impressionante quando se considera o orçamento de US$ 120 milhões (sem contar os altos custos de marketing). Para um filme que visava iniciar uma franquia, o desempenho ficou abaixo do esperado. Além disso, a recepção foi morna: no Rotten Tomatoes, a produção amarga apenas 41% de aprovação.

As críticas apontaram a falta de inspiração do roteiro, a ausência de química entre os protagonistas e a superficialidade da história. A adaptação pareceu mais preocupada em referenciar o jogo do que em construir uma trama envolvente por si só.

A crítica do site /Film resumiu bem: “[O filme] se apoia demais em piadas sem graça e em uma reciclagem sem inspiração do gênero de ação e aventura, tornando-se mais uma decepção na carreira de Holland fora da Marvel.”

Uncharted filme genérico, mas com momentos divertidos

uncharted filme historia desapontadora
Imagem: Divulgação.

Embora Uncharted tenha falhado em capturar a essência do jogo, ele não é um desastre completo. A produção se apoia em sequências de ação exageradas, o que pode render entretenimento descompromissado. O melhor exemplo disso é a cena final, em que dois navios piratas são içados por helicópteros no meio de uma batalha aérea. É um momento absurdo e completamente irreal, mas que entrega um espetáculo visual que, ao menos, diverte.

O problema é que esse tipo de exagero não compensa a falta de charme do filme. Ao contrário de A Múmia, que equilibrava ação, humor e carisma de seus protagonistas, Uncharted se perde em uma execução genérica e sem alma. Tom Holland até se esforça para dar vida a Nathan Drake, mas a sua interpretação não convence como a do aventureiro habilidoso e espirituoso dos jogos.

O inesperado sucesso no streaming

Mesmo com sua recepção inicial decepcionante, Uncharted conseguiu encontrar um novo público no streaming. Recentemente, o filme se tornou o título mais assistido no catálogo da Max nos EUA, provando que, apesar de suas falhas, ainda há quem se divirta com sua abordagem exagerada. Agora, ele está repetindo o mesmo feito na Netflix do Brasil.



Talvez o segredo esteja no fato de que, quando assistido sem grandes expectativas, Uncharted pode ser uma distração agradável. Para quem busca apenas um filme de ação leve, sem compromisso com fidelidade ao jogo, ele pode cumprir seu papel. Mas para os fãs da franquia que esperavam uma adaptação digna da grandiosidade de Uncharted, o filme acabou sendo mais um tesouro perdido em Hollywood.



Uncharted: Filme com Tom Holland tem história desapontadora
SOBRE O AUTOR
Matheus Pereira
Matheus Pereira é Jornalista e mora em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Escritor assíduo na época dos blogs, Matheus desenvolveu seus textos e conhecimentos em Cinema e TV numa experiência que já soma quase 15 anos. Destes, quase dez são dedicados ao Mix de Séries. Além disso, trabalha há mais de dez anos no campo da comunicação e marketing educacional, sendo assessor de imprensa e publicidade em grandes escolas e instituições de ensino.