UnReal – 2×03 – Guerilla

Torba

Imagem: Torba

 

Melhorando a cada episódio, UnReal nos traz nesse episódio a face de uma série que estava sempre lá, mas só agora teve coragem de aparecer. Mostrando o lado mais obscuro e sombrio de um reality show, Quinn rouba novamente a cena em uma das melhores cenas da personagem até agora e não, não estou me repetindo apesar dos elogios serem constantes. Além disso, também tivemos o roteiro mostrando uma excelente ideia que desenvolverá daqui para frente.

Pois bem, após a tentativa de Rachel em dar uma rasteira em Quinn e Chad não ter dado muito certo e o executivo insuportável do canal ter escolhido outra pessoa para comandar o programa, foi a deixa para a série dar boas vindas ao seu mais novo ator no elenco regular – Michael Rady, aquele que sempre esteve em produções de destaque, mas não tinha conseguido o espaço necessário para mostrar todo o seu elenco ao telespectador. Como Coleman, temo que ele ainda está bastante tímido frente atores que dominam as cenas com facilidade, mas tenho confiança de que ainda saberemos a que o personagem veio e também que não está aqui para ser um interesse romântico para Rachel ou um alívio sexual.

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Outra preocupação vem da falta de importância de Darius e, principalmente, Romeo em cena. Tenho plena consciência de que eles aparecem para endossar essa crítica de UnReal a falta de negros na televisão e nos reality shows, até porque em vinte temporadas The Bachelors nunca teve um negro a procura de um “amor”. Entretanto, acredito que os dois estão limitados nessa história pois não fazem outra coisa além de transar com as participantes de Everlasting. Os atores são bons, mas precisam de um roteiro que mostre seu talento e, principalmente, a que vieram pois o tempo de escalar atores bonitos para embelezar a tela, ficou no passado correto?

É possível que essa reação venha a partir dos acontecimentos do final de Guerilla, mas prefiro acompanhar primeiro para depois emitir um juízo de valor. Na linha contrária, está uma personagem que se destacou (pelos piores motivos) desde o primeiro momento que apareceu em cena – Beth Ann, interpretada com inteligência pela novata Lindsay Musil, que aparece não só para chocar e fazer o telespectador pensar, mas também para cutucar Donald Trump, isso mesmo que você leu, por ser chamada de “Donald Trump with boobs” (Donald Trump com peitos) e comungar de ideais da supremacia branca.

Posso parecer repetitivo, como pontuei anteriormente, mas o que Constance Zimmer nos apresentou em Guerilla foi algo tão bom, tão impressionante que ficou até assustador ou foi apenas esse que vos escreve que ficou boquiaberto com o diálogo entre Quinn e Brandi naquele quarto? Palmas para as duas e também para a direção do episódio, que novamente faz um trabalho espetacular.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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