UnReal – 2×06 – Casualty

UnReal Casualty MAIOR

Imagem: Entertainment Weekly

Quem gosta de assistir aos promos que a emissora divulga assim que um episódio termina (na tentativa de fazer com que o telespectador retorne na semana seguinte, o que não é muito difícil fazer quando fala-se de UnReal), percebeu que a Lifetime anunciou que Casualty” seria aquele que todos iriam comentar. É evidente, infelizmente, que houve um exagero por parte da emissora, que parece estar tão empolgada com o sucesso desta série quanto os críticos e o público, acostumado em assistir entretenimento do tipo de Little Women e suas derivações que vão desde Las Vegas até Atlanta.

UnREAL Ep. 206 - "Casualty" - Day 05 of 07, Mai 3, 2016, Burnaby, BC, Canada

Imagem: Spoiler TV

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Apesar dessa escorregada da edição, que com certeza flertou com o marketing do canal na concepção do vídeo, eles estavam certos de uma coisa – esse drama torna-se exatamente o tipo de programa que você não pode perder dessa temporada. Criou-se uma expectativa tão grande, que pensei que caíram novamente no pecado de prometer demais e não cumprir absolutamente nada, mas a boa notícia é que Casualty” é tão perturbador quanto Infiltration” e muito mais divertido.

O roteiro resolveu fazer uma crítica um tanto quanto leve demais no que está acontecendo nos Estados Unidos no momento, visto que projetou a figura de Beth Ann como àquela responsável por atrair a mais sólida audiência de Everlasting pelo simples motivo de ser tão racista quanto Paula Deen. E o que isso significa para o mundo real? É sabido que Donald Trump está onde está hoje porque um dia os três grandes canais de jornalismo 24h da TV a cabo (Fox News, MSNBC e CNN) viram no bilionário uma excelente oportunidade de faturar.

Por essa mesma razão, a história do episódio foi até o estado do Alabama para que Darius pudesse encontrar a família da sua “escolhida” e conhecer seus pais, o que gosta de fazer no tempo livre, se o creme de batatas é agradável e até mesmo se sabe atirar como um bom sulista que tem a bandeira confederada na varanda de casa. Porém, levando em conta tudo aquilo que aconteceu no final de Infiltration” fica claro que o tom de toda aquela reunião não será encantador, bem porque isso não dá audiência, não é mesmo?

A direção feita por Shiri Appleby perde o controle de toda a confusão sucedida por acontecimentos intensos, mas nada que tenha tirado o tom irônico que tal cena teve tanto para o reality show quanto para a própria UnReal. Não entendi muito bem a relevância daquele momento onde todas as quatro rejeitadas lavaram a roupa suja numa rodinha feliz, confesso que mesmo rindo em diversos momentos não me interessou justamente pela falta de expressão.

Constance Zimmer terá um difícil trabalho ao escolher o episódio que representará seu melhor trabalho para o Emmy de 2017, porque tivemos a atriz brilhando mais uma vez, sem deixar de mencionar a performance Shiri Appleby que realmente deu o seu melhor num dos piores e mais delicados momentos da sua personagem. Quanto a Michael Rady, espero ansiosamente para ver seu grande momento numa cena que favoreça seu trabalho.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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