UnReal – 2×07 – Ambush

UnReal Ambush MAIOR

Imagem: AV Club

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É normal que assim que você termine de assistir esse episódio, fique com aquela sensação de – “Eles realmente fizeram aquilo?” ou “Eles falaram sobre isso e foram tão longe assim?”. Porque está bem difícil de assistir televisão com essa capacidade nessa Summer Season, por mais que ela tenha trazido algumas joias ao mundo. Porém, se você tiver um olhar mais aberto e colocar Ambush” em perspectiva com o mundo de hoje, mais precisamente, a sociedade americana vai ter ainda mais espanto pela disposição (e ousadia) e UnReal em mostrar certas cenas.

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UnREAL Ep. 207 - "Ambush" - Day 01 of 07, Mai 6, 2016, Burnaby, BC, Canada

Imagem: Entertainment Weekly

Logicamente, não lhes direi qual é porque perderia esse frescor do momento, mas quero que pense e reflita sobre tudo o que aconteceu neste episódio. Seriam tais acontecimentos uma forma explícita e audaciosa de criticar a sociedade da mesma forma que Beleza Americana fizera em 1999? Ou uma ferramenta para tapar alguns buracos e jogar a atenção do telespectador para outras coisas? Seja qual foi a intenção dos roteiristas, UnReal trouxe, mais uma vez, televisão de qualidade e aquela responsável por promover mudança ou fazer as pessoas comentarem sobre determinado assunto.

Todavia, até que chegássemos nesse grand finale, o texto nos confessou que gosta de um guilty pleasure tanto quanto a gente. Tal confirmação veio com a chegada, ou melhor, o retorno de Adam, um dos nossos personagens preferidos da primeira temporada que ressurgiu para fazer nada mais do que embelezar a tela da sua televisão e/ou computador, porque mesmo que a intenção fosse criar uma certa instabilidade entre Rachel e Coleman, isso passou longe. Mesmo com o insucesso, pelo menos, tivemos aquele apelo sexual de volta em UnReal.

Gosto, e muito, dessa oportunidade que estão dando para Quinn de ficar um pouco mais “humana”, mesmo que você possa me lembrar que é sexista a intenção de “romantizar” uma mulher. Entretanto, acredito que a proposta é válida porque coloca a personagem aliada com uma figura misteriosa, sombria e de certa forma maquiavélica como John Booth, o presidente do canal responsável pela produção de Everlasting.

É verdade que estamos nos encaminhando para o final da temporada e que a comparação com o ano anterior é inevitável. Entretanto, é visível a vontade dos roteiristas em não só continuar escancarando o lado perverso da televisão e dos reality shows, mas sim o da sociedade e mostrar o quão sub-humanos estamos em tempos difíceis do mundo. Será que é preciso uma série de televisão nos mostrar isso? Jornais e telejornais não são… suficientes?

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