UnReal – 2×10 – Friendly Fire [SEASON FINALE]

Episode 210 day 7 of 7

Imagem: Entertainment Weekly

 

É verdade que os críticos torceram um pouquinho o nariz para essa temporada de UnReal pelo simples fato de não ter trazido toda aquela força do primeiro ano. Até concordo com essa avaliação, principalmente pela falta de foco e concentração para trabalhar certos temas com a seriedade que alguns os assuntos mereciam. Talvez tenha sido pelo fato dos roteiristas terem exagerado na dose de ousadia e ambição, e faltado em mostrar o resultado que tais jornalistas esperavam. Entretanto, mesmo que a o primeiro ano seja realmente inalcançável, UnReal é uma série que merece ser saudada sempre que possível.

UnReal Friendly Fire MENOR

Imagem: Fan Pop

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Durante todos esses dez episódios, o drama nos falou de racismo, de violência policial, de objetificação das mulheres, de manipulação da televisão e de relações interpessoais de uma maneira que até a psicologia deveria estudar. Temas que você e eu mal temos a oportunidade de abordar, com a seriedade devida, nas nossas próprias vidas, imagem numa produção televisiva. Por isso que sempre tratei de elogiar essa vontade de pôr o dedo na ferida dos roteiristas, pois isso não torna qualquer programa respeitável, mas também digno da sua atenção.

promo do episódio anterior dizia que essa Season Finale seria épica por uma série de motivos. Posso lhes dizer com segurança que Friendly Fire cumpriu todas as suas promessas, desde uma resolução surpreendente das tramas paralelas, até mesmo a principal que apesar dela estar lá o tempo inteiro, de termos uma sensação que ela vai acontecer, nos captura de uma forma única e igual, que te paralisa por alguns minutos e te faz pensar até filosoficamente no que acabou de assistir.

Temos, felizmente, a oportunidade de ver uma mudança brusca e necessária no tom do episódio e no modo de agir dos personagens. Rachel luta até onde pode para suprimir aquele seu lado obscuro, que ela mesma tentou, durante a temporada inteira, ignorar ou pensar que tinha desaparecido de alguma forma, mas não, em Friendly Fire vemos a personagem extravasando e liberando seus demônios, seja isso para bom ou não. Em Quinn, temos algo semelhante, mas com a adição do conflito que tem no seu interior sobre a decisão de abandonar, talvez, sua última chance de ter um final feliz.

Todavia, essas personagens conseguem atingir o nível pretendido pelo roteiro pela enorme qualidade técnica que as atrizes trazem. Não serei atrevido ao ponto de limitar o trabalho de Shiri Appleby e Constance Zimmer a meros adjetivos, mas farei melhor  – imploro para que dedique um pouquinho do seu dia para assistir os vinte episódios de UnReal, tenho certeza que você vai me entender e até me procurar para agradecer.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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