Utopia – 2×03/04 – Episode 3/Episode 4

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Nessas duas últimas semanas, a série nos entregou um episódio mais calmo e outro mais determinante e, ainda assim, ambos cheios de informações e avanços nas tramas. Como um episódio já rende bastante assunto e eu me atrasei com dois, irei facilitar a minha vida e falar sobre alguns assuntos por tópicos, até pra deixar a review um pouco mais ágil. Então, vamos lá.

Quem está do nosso lado?

Não existe lados. Apenas pessoas que ajudam e pessoas que não.

Essa frase dita por Arby no começo do episódio 3 (E também já dita por Jessica no 1×02) nunca teve tanto sentido como agora. Claro, sempre houve troca de lados e nem todos os personagens eram confiáveis, mas agora Utopia parece reforçar o quanto ninguém está a salvo. E nesses dois episódios tivemos vários exemplos disso.

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Arby que parecia ter se juntado ao “lado do bem” se mostra sorrateiro a entregar Donaldson e os outros para manter Tess e Amanda a salvo. E essa troca feita com Lee é interessante porque vimos quanto o personagem conseguiu criar afeição com aquelas pessoas, mas também continua sendo o assassino da season 1, como no momento em que ele entra no hotel para matar Ian e Becky. Aliás, Arby parece ter criado alguma empatia por Grant já que ele não levantou a arma contra o garoto. Sabemos que ele tirou três identidades falsas, duas pra Tess e Amanda e uma terceira ainda não revelada. Estou acreditando que essa identidade possa ser para Grant,  entretanto Arby perguntou pela Jessica durante os episódios, então pode ser uma para ela também.

Porém, a troca de lado mais significativa até agora foi a de Wilson Wilson. Admito que achei sem necessidade juntá-lo com Lee para procurar Ian e os outros no episódio 3 porque acabou não rendendo em praticamente nada. Entretanto, o episódio 4 consertou e nos mostrou Milner trazendo Wilson para a Network de forma definitiva. Ela foi certeira em fazê-lo conhecer Paul que acredita na causa e não importa com a morte de milhares de pessoas para salvar o mundo. Assim, muito bem pensado que Milner faça Wilson tomar a decisão de matar o irmão de Ian para que ele prove que pode viver com o peso das mortes em suas costas.

Em menor escala, temos Dugdale que entregou Bridget, a geek estereotipada, para ser atacada por dois homens. Contudo, descobrimos que sua mulher e Alice então nas mãos da organização, então sabemos que Michael ainda faz tudo por obrigação. Ainda assim, ele não entregou Jessica. Podemos dizer que, entre os três citados, ele é o único que ainda não cruzou uma linha tão extrema.

Anton é realmente Carvel?

Apesar da série ter dado como praticamente certo, ainda é difícil saber se Anton é realmente Carvel. Sim, todas as evidências apontam para ele. Os desenhos, o tanto que ele sabe sobre Deel, o fato dele conhecer Janus e ter aparentemente escolhido uma raça… Mas Anton é sobrevivente de holocausto na Segunda Guerra Mundial, o que vai um pouco contra ao que vimos no 2×01. Quando Carvel e Milner se conhecem, ela pergunta para ele se já esteve em um genocídio e ele responde que não. Carvel poderia ter mentido, mas ele não parecia ser um homem traumatizado por uma guerra como Anton é. Seu trauma acabou se desenvolvendo após trabalhar com Milner.

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Uma teoria que li por aí é que aqueles números de identificação tatuados no braço esquerdo de Anton (Esses números eram tatuados em pessoas que estavam em campos de concentração naquele período), pode ser na realidade a modificação de Janus. Isso faz sentido e Carvel possa ter criado “Anton” e fingido que é um sobrevivente do holocausto para ninguém desconfiar dele. Quem sabe…

Jessica e os outros…

Nessa temporada os roteiristas estão investindo em mais momentos estranhos para a personagem. A própria Jessica ficou mais estranha. O que explica por exemplo ela agindo como menina boba, pensando no Ian e tudo mais? Além de transar com ele pra abalar sua relação com Becky, ela tenta criar um laço estranho com Michael. Mas não podemos negar que a personagem está mais bad ass, escapando de clínica por uma saída de lixo com restos de corpos humanos ou desarmando Milner facilmente.

Já Ian que nunca conseguiu se estabelecer como líder do grupo de verdade, até que conseguiu se tornar interessante por um ponto levantado por Becky sobre o fato dele estar tentando escapar do tédio. A ligação para Milner até poderia ser um ato falho, mas isso fica evidente quando ele consegue roubar a notícia que Anton viu no prédio da emissora.

Agora, o relacionamento dos dois continua tão desinteressante quanto na primeira temporada… Ian é um personagem que não faz muita coisa e Becky é por vezes irritante. Reviro os olhos quando eles começam a ter uma DR.

E Lee que mal apareceu no episódio 4, foi um dos destaques do 3. O personagem é um assassino tão implacável quanto Arby, entretanto mais sarcástico entregando cenas de humor negro como quando mata o chefe de Ian ou enfrenta Wilson com um pé de cabra, mesmo tendo uma arma apontada para si.

Falta mistério?

Aqui no Brasil, Utopia não é muito conhecida, poucos falam dela. Dessa forma, eu acabo acessando alguns sites estrangeiros e vendo as opiniões do pessoal da terra da Rainha. Uma das reclamações que eles andam tendo nessa temporada é que não existe mais o fator “Uau!”, ou seja, aquele twist que não esperávamos, já que agora nós somos Deus e sabemos exatamente o que o grupo de Ian vai fazer e também o que a Network vai fazer, sendo que na primeira temporada nós éramos pegos de surpresa pelas ações da organização.

Se eu concordo? Por partes sim. Como não sabíamos das motivações de Milner, a season 1 se mostrava mais misteriosa, onde a qualquer momento qualquer coisa poderia ocorrer com os protagonistas. No entanto, depois da revelação que Milner é Sr. Rabbit, seria difícil não explorar como a Network age e todas as conspirações que eles já participaram. No final das contas, essa temporada é mais sobre o acontecimento das coisas e não sobre desvendá-las.

A banalização da violência

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Ainda nos sites estrangeiros, havia muita gente reclamando da violência que a série alcançou, do fato dessa nova temporada estar mais agressiva do que antes, muito notável nesse episódio 4 que temos a morte de um pessoal. Acho que, quem vê a série desde o início já poderia esperar que a violência continuaria firme e forte. E a violência de Utopia é quase sempre um head-shot. Até agora não tivemos nada parecido com a tortura de Wilson, por exemplo (A tortura de Carvel não chegou nem perto). E como o próprio Anton/Carvel diz em certo momento do último episódio, “Famílias, crianças… Nós estamos horrorizados.” Para a Network, os fins justificam o meio.

Observações

– Acabei analisando várias coisas e não deu pra falar tanto sobre todo o plano da Network envolvendo Jimmy Deesh projeto L, sobre as cinco famílias ou sobre como o vírus será lançado para contaminar as pessoas. Por cima, devo dizer que gosto bastante desse plano. Apesar de algumas viagens (E isso é normal, estamos falando de Utopia), o plano é bem feito e gostei do uso de agentes dormentes (Aqueles que esperam pra entrar em atividade. Bom exemplo disso é a série The Americans) e também da gripe russa ser uma cópia da gripe de Hong Kong em 68. Isso acaba tornando toda a conspiração mais crível.

– A morte de Donaldson me pegou de surpresa. Não esperava que ele fosse tão cedo.

– Para quem reclamou que o Arby não colocava mais a mão na frente do rosto antes de matar alguém…
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– Por um momento eu achei que Jessica mataria Milner e Wilson teria que se tornar o novo Sr. Rabbit.

– Falando em Wilson, pessoas ficaram surpresas com a mira do personagem na cena final. Bom, dá pra pensar que ele teve aulas de tiros durante o tempo em que se juntou com a Network. Entretanto, na primeira temporada ele já sabia mexer com armas, então, né?

– Vejam o que eu achei nas internet da vida…
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Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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