Westworld – 1×09 – The Well-Tempered Clavier

Imagem: HBO/Divulgação

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“Lidar com a verdade é muito difícil, por isso a maioria dos humanos prefere não acreditar, prefere a mentira, a doce ilusão. É muito mais fácil fingir que não enxergamos. Todos nós temos medo da verdade, de descobrir o que no fundo todos já sabíamos” – Robert Ford

Um episódio de estourar os miolos (se é que entendem a referência). Estamos há um passo de descobrir muitas coisas e continuar confirmando as teorias levantadas pela maravilhosa internet e seus infinitos fóruns. É bom ver que nossas análises seguem realmente o que os autores pensam para o seriado, mas será muito decepcionante se não houver novos fatores surpresas para nos fazer vibrar em frente a tela. Não que isso não tenha acontecido neste último domingo, mas vamos refletir um pouco melhor sobre estes pontos.

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Bernard é de fato a imagem e semelhança de Arnold. Seu enfrentamento com Maeve o fez querer buscar as verdades sobre sua essência, o seu verdadeiro eu. Com isso, ele vai para cima do Dr. Ford em busca de respostas, para seguir o conselho da cafetina de não ter mais meias verdades. Ao encontrar o que tanto procurava, ele também encontrou (ao que parece) o seu fim. Essa foi a segunda grande confirmação de teoria que esperávamos. Faltam apenas outras duas – Will ser o Homem de Preto e existir duas linhas do tempo, para fecharmos o ciclo de descobertas.

Dolores teve um papel de maior destaque, uma vez que Maeve saiu um pouco de cena. Não sei vocês, mas sinto que o final dela não será um dos mais felizes não… ela está avançando rápido demais e bem debaixo do nariz do Ford…, mas, voltemos para Dolores. Ela e Will foram pegos por Logan e obrigados a sofrer por conta de sua própria loucura. Aliás essa é uma excelente palavra para elucidar o ataque dele para recuperar sua donzela. Achei que a cena seria mais bárbara e foi ótimo nos terem poupado disso. Afinal, o destaque estava por vir e focado totalmente nos bastidores.

Imagem: HBO/Divulgação

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O rei dos bastidores é Robert Ford, talvez o personagem mais odiado. Odiar Ford é odiar um pouco de nós mesmos. Em suas falas cheias de filosofia ele sempre deixa no ar uma analogia sobre o pensamento humano e, lamentavelmente, independente da época, ele está coberto de razão. Os humanos podem matar por muitos motivos fora a sua própria sobrevivência. A diferença é que ele assume isso e deixa claro que nele não se deve confiar. Temos alguém pronto para tentar tirá-lo de sua nova narrativa, mas teria Charlote todo esse poder? Já que o HP parece apoiá-la, talvez ela chegue mais longe na tentativa, mas dificilmente terá êxito.

Essa nova narrativa será o desfecho desta temporada esplêndida. As perspectivas são muito boas. Vamos saber melhor esse lance da Dolores ter matado o Arnold e como isso impactou na Dellus. Já que Ford tinha poder sobre ela, teria ele mandado a anfitriã cometer o homicídio, ou novamente seremos pegos por figuras de linguagem no que diz respeito a essa morte? Quero ser surpreendido e o episódio de encerramento que deve ter 90 minutos de duração promete chacoalhar a audiência!

NUANCE 1 – “The Well-Tempered Clavier” é uma das composições de J.S. Bach, criada no intuito de ajudar jovens músicos em seus estudos (referências na abertura da série).
NUANCE 2 – Quem está por trás do piano? De quem é a voz de comando? Será mesmo Ford? Estudarei mais sobre essa possibilidade…
NUANCE 3 – Tudo que é pré-programado só sai do roteiro até o momento em que chega ao seu criador… isso pelo menos por enquanto.

SEGUREM OS FORNINHOS PARA O QUE ESTÁ POR VIR!!!

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