Crítica: Encontro sem grande tensão marca episódios 3×11 e 3×12 de Shooter

Imagem: Eddy Chen/USA Network

“Três pessoas mantêm segredo se duas delas estiverem mortas” – Bama, Red

Eu estou tentando de verdade e assistindo de coração aberto aos episódios finais de Shooter. Porém, é muito triste constatar: nada mais faz sentido na série.

Para se ter uma ideia, Julie e Harris se tornaram mais interessantes que os protagonistas. Essa coisa da Atlas foi tão chata e desgastante que a única coisa que aguardamos é um desfecho digno, cada vez mais longe de ser crível que aconteça. E os episódios 11 e 12 provam isso.

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De forma muito morosa, vemos Bob Lee pôr as mãos em seu verdadeiro inimigo nesta temporada. Porém, isso ocorreu de maneira desconexa e praticamente impossível de acreditar pela forma como foi construída. A contribuição do Harris nestes pontos é fundamental para dar alguma liga na trama, mas mesmo assim é lamentável ver a essência de atirador do Swagger ser arrancada assim sem chance de recuperação. E sobre este encontro caótico precisamos falar um pouco mais.

A morte do Ray Brooks talvez tenha sido a coisa mais digna que aconteceu em toda essa temporada

“É assim que um patriota morre”. E foi assim que o Brooks deu uma verdadeira lição para todos nós de como um vilão de verdade deve agir. Ele acreditou estar fazendo o certo o tempo todo, ou seja, morre como um herói para o seu ideal. Diferente do que podíamos esperar, não houve grande tensão em torno do encontro dele com o Bob Lee. Uma pena mesmo, já que desperdiçaram quase 70% da temporada com essa história.

Já com o trio maravilha (Nadine, Isaac e Harris), em sua “Nova Atlas”, só posso dizer que aquilo é mais perda de tempo. Sério mesmo que agora, AGORA, que a série vai acabar, estão querendo reverter o jogo? Não existe tempo hábil para comprarmos uma nova armação. A própria tentativa de acabarem com o Isaac mesmo, poxa, porque não deu certo? Explico: não acreditamos mais em nada. Tudo é reversível. Daqui a pouco capaz do Bama Júnior sair da cova.

Imagem: Eddy Chen/USA Network

Tudo caminhando para uma series finale fraca, mas com espaço para um final feliz para todos

Quando Nadine e Isaac interrompem a “terapia de casal” dos Swagger, Julie vê que o marido sempre escolhe ser um herói. Algo que casa perfeitamente com o personagem e não fazia mais sentido essa separação dos dois. Claro, também que com uma nova temporada o casamento dos dois não iria mais existir, né?

Por isso os finais felizes clichês devem dominar a series finale e trazer paz ao casal e a filha, amor entre Nadine e Harris e, quem sabe, algum tipo de redenção para o Isaac.

Próxima sexta, dia 14 de setembro, episódio final de Shooter. Vamos ver o que vão aprontar! Se não tiver tiros, explosões, mortes, choros e risos não será a minha série raiz que estará acabando. Será tudo menos isso.

Atirando para todo lado: “Eu sou um dos mocinhos” – Harris Downey em uma de suas tiradas mais legais do penúltimo episódio.
Atirando para todo lado 2: “Bem-vindo a Nova Atlas” – Nadine Memphis em, talvez, sua última tentativa de fazer isso tudo ter algum sentido.

 

Family Fire / Patron Saint

Nota do Episódio - 8

8

Review do décimo primeiro e décimo segundo episódio da terceira temporada de Shooter, série original Netflix, via canal USA, intitulados "Family Fire" e "Patron Saint".

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About Wellington Torres

Oi, eu sou o Well. Jornalista, amante de séries, animes e totalmente ligado na cultura geek. Responsável pelas reviews de 3% (Netflix), House of Cards (Netflix), Marvel's Iron Fist (Netflix), Shooter (Canal USA), Timeless (NBC), Once Upon a Time (ABC) e Westworld (HBO).