Os bastidores de The Sopranos: curiosidades por trás das câmeras

Imagem: HBO/Divulgação

Na última coluna Bastidores de 2017, nós decidimos falar de uma série que redefiniu a história da televisão quando foi lançada, que tornou o que a TV a cabo é hoje, lançou a moda deliciosa dos anti-heróis e certamente fez com que nós assistíssemos televisão de uma forma muito diferente. É claro que estou falando de The Sopranos (ou Os Sopranos em português), uma das jóias da coroa da HBO que também ajudou o canal a se firmar na temporada de prêmios e ser levado a sério.

Uma das razões pela qual escolhemos essa série para encerrar 2017 é o fato dela ser a razão pela qual nós escrevemos sobre Breaking Bad, sobre a complexidade de Frank Underwood em House of Cards e foi o responsável por fazer o telespectador olhar além dos maniqueísmo de bonzinho contra mauzinho. Enfim foi aberto espaço na televisão para um personagem, ou melhor, uma família que mesmo criminosa você consegue olhar além dos rótulos.

Nada de shorts

Depois que o piloto de Os Sopranos foi exibido, um homem “muito esperto” aconselhou James Gandolfini a nunca mais usar shorts novamente. O encontro rendeu, inclusive, um diálogo num dos episódios da quarta temporada da série, intitulado de For All Debts Public and Private, em que uma mafiosa de Nova York, Carmine, conta a Tony que ouviu falar sobre sua recente festa no jardim e que “ninguém usou shorts”.

Admiração

Imagem: Bett Mann/Corbis

Quatro membros de uma família mafiosa real do norte do estado de Nova Jersey, os DeCavalcante, foram secretamente gravados por agentes federais em 1999. Num dos diálogos interceptados, dois homens falavam sobre as similaridades entre as famílias DiMeo e Soprano. “Será que eles estão falando da gente?,” perguntou um dos mafiosos. “Você está lá sim. Eles mencionam seu nome lá,” responde outro.

De New Jersey para o mundo

Fachada da Pizza Land em Nova Jersey com homenagem a James Galdonfini à luz da morte do ator Imagem: Divulgação

Muitas pequenas empresas de Nova Jersey foram usadas como locações da série. Na vinheta de abertura, o telespectador consegue observar uma fatia de pizza que faz referência ao famoso restaurante Pizza Land. Como resultado da divulgação, eles começaram a receber pedidos de toda parte do país, inclusive da costa oeste.

Num dos episódios, uma loja real de esportes, a Ramsey Outdoor na cidade de Paramus, é retratada como uma empresa decretando falência. O problema é que os telespectadores pensaram que era verdade, forçando os donos a exibir comerciais na imprensa local avisando que sim, a loja estava aberta.

Dança comigo?

Imagem: HBO/Divulgação

Quando a HBO bateu o martelo e definiu The Sopranos como título do seu novo projeto, mas alguns executivos ficaram preocupados que muitos telespectadores pensariam que a série era, na verdade, sobre música.

Com isso eles decidiram fazer uma alteração no logo (ao lado) e inseriram uma arma para que os telespectadores soubesse que não, não era uma produção musical. A emissora também considerou alterar o título mais uma vez antes do lançamento para Made in New Jersey, mas (felizmente) não foi um consenso.

Fazer um filme?

Imagem: Craig Blankenhorn/HBO/Divulgação

Curiosamente, o projeto foi apresentado como um filme. David Chase inicialmente queria que The Sopranos fosse um filme, em que os roteiros que ele escreveu eram de um longa metragem cujo protagonista era um mafioso que fazia uma visita a um psiquiatra.

Felizmente, tais temas não foram deixados totalmente de lado, uma vez que Chase carregou-os para série em razão da insistência do seu agente que viu naquele texto um dos melhores personagens, que mereciam um espaço na televisão.

De acordo com Martin

Imagem: Reuters/Olivia Harris

Quando questionado se gostava de The Sopranos, o lendário diretor Martin Scorsese admitiu que tinha assistido apenas alguns episódios e que não se sentia qualificado para opinar, haja vista que essa era uma nova geração de mafiosos e bem diferentes daqueles que ele cresceu observando.

About Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.