2×05 e 2×06 de Law & Order: Organized Crime acertaram em tudo

São poucas as séries que acertam mais no desenvolvimento do que no início. Mas Organized Crime é diferente.

The Good, the Bad and the Lovely, Law & Order - Organized Crime
Imagem: Virginia Sherwood/NBC
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O desenvolvimento extremamente irregular de Law & Order: Organized Crime é algo que sempre, repito, sempre me preocupou. Mesmo assim, essa segunda temporada tem superado o primeiro ano em todos os sentidos. Há mais intensidade, coerência e senso de responsabilidade. Não será mais possível se encostar na série original, vide Law & Order: Special Victims Unit, e responsabilizar a pandemia pelas suas limitações. A boa notícia é que o quinto e sexto episódio mostram que Organized Crime entrou, finalmente, nos eixos. Espero que não seja só fogo de palha.

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Em “The Good, the Bad and the Lovely” e “Unforgivable” temos a investigação da máfia albanesa chegando no seu primeiro grande momento. Com ajuda da unidade de vítimas especiais, isto é Olivia Benson (Mariska Hargitay) e sua equipe, Stabler (Chris Meloni) e Ayanna (Danielle Moné Truitt) descobrem a função de Flutura (Lolita Davidovich) no “negócio” da família. Além disso, as primeiras faíscas na família Stabler começam a aparecer na convivência com a vovó Bernadette (Ellen Burstyn).

The Good, the Bad and the Lovely, Law & Order - Organized Crime
Imagem: NBC / Divulgação

Duro de Matar

O roteiro finalmente compreendeu que Law & Order Organized Crime funciona não como um drama de ação, mas como uma ação dramática. Qual a diferença? As escolhas de prioridades. Não estamos em Succession tampouco em The Good Fight. A cena elegante e o diálogo rebuscados não importam, mas, sim a ação, os tiros, os socos e as explosões. Se a direção não souber como fazer funcionar, o episódio e/ou a série não funcionarão. É simples assim.

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A sequência de episódios, principalmente “The Good, the Bad and the Lovely“, traz a série na sua melhor forma. É uma sequência intensa, emocionante e deliciosa de acompanhar. Destaco, portanto, o trabalho de Terry Miller como diretor. Ele foi o primeiro assistente de direção de Duro de Matar, Duro de Matar 2, assim como Máquina Mortífera 2. Então, é um talento que vem florescendo e aparecendo desde a década de 1980.

The Good, the Bad and the Lovely, Law & Order - Organized Crime
Imagem: NBC / Divulgação

Flutuando em cena

Meu destaque negativo continua sendo o elenco de apoio. O roteiro não tem a menor ideia do que fazer com esses atores. É uma lástima ver tanto talento ser jogado de um lado para o outro, sem qualquer perspectiva ou profundidade. Temos Guillermo Díaz, já aproveitado pouco dos seus tempos de Scandal, que segue desnecessário. Se ele saísse da série amanhã, ninguém perderia nada ou sentiria falta. Já Danielle Moné Truit parece estar no elenco para cumprir alguma cota.

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Uma atriz negra interpretando uma policial lésbica está em cena, aparentemente, para ser limitada a sua cor e orientação sexual. Ela não possui outras narrativas que não incluem sua identidade. Entendo que é super importante e visionário tê-la em cena e, principalmente, no elenco regular. Mas cadê o filho expoente na música clássica? Por que não explorar o lado mãe da chefe Ayanna Bell? Ela não possui opiniões e dificuldades como o próprio Stabler? Esse esquecimento é horrível.

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É preciso corrigir esses problemas no elenco de apoio, mas fora isso, Law & Order: Organized Crime está no caminho certo.

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Nota: 4.5/5

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Meu nome é Bernardo Vieira, sou catarinense e tenho 24 anos. Sou bacharel em direito, jornalista e empreendedor digital. Escrevo no Mix de Séries desde janeiro de 2016. Sou responsável pelas colunas de audiência e Spoiler Alert, além de cuidar da editoria de premiações e participar da pauta de notícias. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.