Alô, planeta Terra chamando…

O dia das crianças foi no último domingo, e do nada me deu saudade de um dos meus programas preferidos naqueles tempos em que eu não tinha compromisso nenhum, a infância. E dessa vez a memória me levou para um dos maiores sucessos da TV Cultura, a série O Mundo da Lua.

 

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                                                 Imagem: Divulgação/TV Cultura (montagem equipe Mix de Séries)

Se você é mais novinho, pode até não conhecer a série, agora se você tem em torno de 20 e tantos anos, certeza que foi abalado pelo mesmo tipo de fanatismo que eu. O Mundo da Lua era uma série leve mas com um enredo bem amarradinho, que abusava da fantasia dentro de uma realidade igual a nossa. Afinal, quem de nós quando criança não teve os mesmos sonhos que Lucas Silva e Silva? Essa é a graça da infância, transformar o mundo real em algo muito mais interessante.

Produzido pela TVCultura entre 1991 e 1992, O Mundo da Lua foi gravado em São Paulo (em uma casa que ainda existe <3), e teve ao todo 52 episódios, que originalmente eram transmitidos aos domingos. A série também passou na Globo em 1992, devido ao grande número de atores da emissora no elenco. Mas o sucesso da série foi tão grande, e rendeu tantos prêmios, que foi exibida durante toda a década de 90.

 

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                                                   Imagem: Divulgação/TV Cultura

A série tinha como protagonista o já citado Lucas Silva e Silva, um menino tão inocente e tão comum como cada um de nós naqueles tempos áureos. Ao completar 10 anos ele ganhou do avô um gravador. Esse é o start para Lucas começar a viver sua vida do jeito que ele gostaria que ela realmente fosse: cheia de aventura, mistérios e personagens incríveis. Para isso ele usa o tal gravador, que o transporta para um mundo de sonhos como aquele que nós também vivíamos na nossa infância.

Os personagens eram incríveis, como o avô Orlando e a empregada Rosa (maravilhosa), e o elenco recheado de verdadeiras estrelas, como Antônio Fagundes (o pai de Lucas), Gianfrancesco Guarnieri (o já citado avô, que embarcava nos sonhos do neto), Mira Haar (a mãe) e Laura Cardoso, que aparecia esporadicamente.

Partindo de uma premissa simples, e trazendo histórias do cotidiano de uma família tão normal quanto a sua, O Mundo da Lua inova ao focar na perspectiva de uma criança para os fatos. Dando asas à essa imaginação que toda criança tem, mas que raramente vemos na TV. Fazendo isso a série se tornou universal e capaz de ser transmitida em qualquer época. Como um Chaves brasileiro exatamente no aspecto de sempre se manter atual (sem levar em conta questões de roteiro).

 

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                                                 Imagem: Divulgação/TV Cultura

Com uma linguagem que fala com todos os públicos, O Mundo da Lua é um programa obrigatório para quem sabe, e para quem não sabe que brasileiro também produz coisa boa. Uma série atemporal que nos remete a um tempo maravilhoso, e que não volta mais, ai que saudade!

Letícia Bastos

Letícia Bastos

Publicitária, social media, mangaká e dançarina em protestos. Também sou apaixonada por séries e admito que novelas são meu Guilty Pleasure. Apaixonada por comédias cult/pop/nerd, ainda pretendo fundar uma seita para os Adoradores de Arrested Development. Aqui no Mix sou editora de Realitys Show e escrevo as reviews de todos os realitys do mundo, como Masterchef BR, The X Factor UK e BR, The Voice US, AUS e BR, BBB e RuPauls Drag Race.

3 comments

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  1. Eduardo Nogueira
    Eduardo Nogueira 17 outubro, 2014 at 10:11 Responder

    Uma das melhores coisas que já foi feita na TV brasileira. Quanta nostalgia, a série ainda passa no canal a cabo TV Rá-Tim-Bum e sempre quando estou mudando de canal e vejo que está passando eu paro e assisto. Sempre sonhei em ter um gravador igual do Lucas Silva e Silva, achava a Rosa formidável, queria ter um avô igual ao Sr. Orlando e tinha até uma paixonite pela Monalisa. Ah sim, e torcia também para mais participações do tio Dudu e da tia Juju na história. Excelente texto, como sempre Let, você soube ponderar tudo na medida exata, e deu uma vontade imensa de assistir tudo de novo.

  2. Eduardo Nogueira
    Eduardo Nogueira 17 outubro, 2014 at 10:11 Responder

    Uma das melhores coisas que já foi feita na TV brasileira. Quanta nostalgia, a série ainda passa no canal a cabo TV Rá-Tim-Bum e sempre quando estou mudando de canal e vejo que está passando eu paro e assisto. Sempre sonhei em ter um gravador igual do Lucas Silva e Silva, achava a Rosa formidável, queria ter um avô igual ao Sr. Orlando e tinha até uma paixonite pela Monalisa. Ah sim, e torcia também para mais participações do tio Dudu e da tia Juju na história. Excelente texto, como sempre Let, você soube ponderar tudo na medida exata, e deu uma vontade imensa de assistir tudo de novo.

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