American Horror Story: Cult – 7×02 – Don’t Be Afraid of the Dark

Imagem: YouTube/Reprodução

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Eu tenho interesse em me conectar com as pessoas, fazer contato com outras pessoas, construindo pontes, não muros. 

American Horror Story: Cult, continua em seu segundo episódio a tecer críticas sobre a situação política dos EUA e também utilizando do cenário de vitória do novo presidente americano, para poder tocar o terror dentro da série. O que mais tem me agradado com essa temporada, é que ela não é, digamos, um protesto contra Trump, algo criado com o intuito de fazer oposição ao presidente estadunidense, não. Até o momento, como eu já citei, a série tem utilizado do clima de incertezas que a vitória dele causou para poder desenvolver o terror/horror da temporada.

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Algo que chamou a minha atenção no episódio passado e que se manteve aqui é como Cult tem se mostrado a temporada de American Horror Story mais contida. Ao contrário das temporadas anteriores, que tinham um ar de grandiosidade, este ano as coisas tem se mostrado na medida e isso vai desde a ambientação ao elenco que, salvo engano, este é o ano em que ele possui a menor quantidade de integrantes principais. Até mesmo a abertura, que por sinal é maravilhosa e se tornou a minha favorita, tem poucos nomes.

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Outro aspecto que me deixa muito contente e que chama atenção é a quantidade de rostos novos que a série tem esse ano. Dos atores antigos que já participaram da série, no elenco fixo só temos Sarah, Evan e Cheyenne Jackson. Os outros membros são atores novos, como a já citada na review anterior Billie Lourd, a competente Alison Pill, dentre outros. Tudo isso, da trama contida ao elenco, colabora para essa sensação de “novo” que Cult tem, se comparada as temporadas anteriores, isso me agrada e muito. Sempre critico que as vezes fica aparente, que as histórias que AHS conta, serve aos seus personagens e não o contrário.

Parece que disposto a manter o elenco que ele gosta, Ryan cria personagens para esses atores e somente a partir dai começa a escrever a história ao redor deles. Por isso que tivemos em temporadas passadas, personagens totalmente aleatórios e tramas abandonadas pelo caminho. Nada me tira da cabeça, por exemplo, que se Jessica Lange decidisse continuar na série, apos a sua quarta temporada, provavelmente jamais viríamos temporadas como Hotel (seria uma benção do senhor se isso acontecesse) e Roanoke. Analisando as histórias dessas temporadas, não encontramos nenhum personagem que se encaixe no perfil de Jessica, ou pelo menos, se comparados ao tipo de personagem que ela interpretou nas quatro primeiras temporadas. Portanto, como Murphy jamais dispensaria a Jessica por conta própria, ele inventaria uma história que servisse a atriz. E sinceramente não sei até que ponto isso é bom.

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Um outro ponto positivo e que merece destaque, é como o roteiro está sendo eficiente na hora de colocar duvidas nas nossas cabeças. Ora, não sabemos se os palhaços que a Ally vê são reais ou não, se os que Oz vê é sonho ou realidade. Se quem matou os Chang foi o Kai Anderson ou os novos vizinhos. O roteiro está sendo muito competente ao trabalhar com essas dúvidas, o que não surpreende já que quem assina o roteiro é o Tim Minear, um baita veterano da série.

Contudo nem tudo são flores. Existem alguns pontos negativos que me incomodaram um pouco e que se continuarem pode comprometer a qualidade da série. O primeiro deles é quando Ally se depara com uma de suas fobias, nesse momento a atriz olha para câmera num close único, a câmera vai se aproximando do rosto dela e o que tem atriz da Ally vai se desfocando. Eu achei isso muito As Visões da Raven, sério, me lembra muito quando a Raven tinha uma de suas visões. Sei que isso também rolou no episódio passado, mas eu não comentei, porque achei que seria uma escolha narrativa da diretora daquele episódio, mas aconteceu aqui novamente.

Outro ponto que, não é que me incomode, mas que me preocupa é com relação ao ritmo, algo pelo qual AHS sempre sofreu. Com uma temporada mais intimista, temos poucos personagens para acompanhar, de forma que, esses dois episódios foram mais focados na Ally e seu sofrimento. Sinceridade? Já demonstro sinais de cansaço com isso. Ela se depara com uma fobia, enlouquece e chora. Se depara com uma fobia, enlouquece e chora. Percebam, eu não estou criticando a conduta da personagem, afinal, esse deve ser o sentimento e a reação de se sentir cercado, principalmente, quando é por aquilo que mais de amedronta. A crítica aqui vai para o fato de a dois episódios estarmos, praticamente, só vendo isso. Enquanto existem personagens com muito potencial que pouco da as caras.

Posso está sendo chato e exigente, mas apos uma estreia que me agradou e muito, Cult nos mostrou um segundo episódio cansativo. Tanto que a queda de audiência nos EUA foi significativa. Por mais estupendo que seja o trabalho da Sarah Paulson, neste momento eu estou torcendo para ver mais Kai e menos Ally. Até a próxima 😉

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Join the Cult #01: Além de serem personagens excêntricos e de terem sido usados para abordar a polêmica do desarmamento (que já havia sido abordado em Murder House, primeira temporada da série), eu não tenho muito o que dizer sobre os novos vizinhos.

Join the Cult #02: Esse episódio foi dirigido pela Liza Johnson, foi a primeira vez dela dirigindo um episódio da série, mas ela já havia dirigido Feud, dando seguimento ao projeto de representatividade do Ryan, colocando mais da metade dos episódios das suas séries para serem dirigido por mulheres.