Arrow – 5×06 – So It Begins

Imagem: IMDb

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O Arqueiro Verde formou um novo grupo de recrutas. Church está fora do caminho. Chegou a hora então da verdadeira trama da quinta temporada começar. So it begins!

Durante cinco ótimos episódios, vimos o terreno ser preparado aos poucos e com cuidado para o verdadeiro vilão do ano colocar seu plano em ação. Começando com a morte de Tobias Church, Prometheus começou a agir. E seu principal objetivo é afetar seu principal alvo: o Arqueiro Verde. E seu primeiro passo é derrubar o orgulho, a honra e o psicológico do grande herói de Star City.

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O que Prometheus tentou com muito sucesso nesse primeiro ataque foi trazer à tona o passado negro que hipocritamente Oliver tentou esquecer/esconder. A reação dos novos recrutas, principalmente o demonstrado por Evelyn/Artemis, é condizente a situação. E o grupo voltou ao principal ponto trabalhado em sua formação lá nos primeiros episódios: confiança. O sentimento adquirido por seu líder foi abalado após as revelações. Missão cumprida para Prometheus.

Os roteiros conseguiram encontrar um excelente saída para fazer toda a conexão entre a primeira e a quinta temporada da série, numa forma de fechar todo um ciclo e também de homenagear toda a trajetória da história até aqui. Todo o mistério por trás da identidade de Prometheus e sua conexão com o passado de Oliver Queen tem sido uma das melhores tramas da série. Fazer com que o vilão recrie a lista que impulsionou Oliver a ser o vigilante que é hoje, e usando armas criadas a partir da junção de todas as flechas usadas por ele durante os últimos anos, foi um ponto mais do que acertado pela equipe de roteiristas.

Despistar os fãs ao ligar a identidade de Prometheus a Quentin Lance (pois sabemos não ser ele) foi também um grande acerto para o personagem, que vem sofrendo uma queda desde a morte de Laurel na temporada passada. Durante muito tempo, Quentin lutou contra os vigilantes na cidade, e a morte da Canário Negro seria um motivo relevante que o levaria a agir da forma com que Prometheus tem agido. Mais uma conexão aos primórdios da série e que poderá muito bem ser desenvolvida nos próximos episódios.

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Da mesma forma que no presente, o Arqueiro esteve cara a cara com seu novo inimigo. Nos flashbacks, vimos Oliver finalmente ficar frente a frente com a pessoa que o motivou a ir para a Rússia: Konstantin Kovar. Terem escalado o lendário Dolph Lundgren para interpretar o personagem mostrou mais uma vez o cuidado que a produção está tendo para subir o nível dessa temporada. A trama dos flashbacks nessa temporada tem sido tão boa quanto à trama principal no presente, o que não acontecia desde a segunda temporada.

Com a aproximação do 100º episódio, as homenagens a série já começaram a serem feitas. A lista de assassinatos de Oliver, a conexão aos antigos sentimentos de Quentin em relação aos vigilantes, e a cena de treinamento com a bolas de tênis foram ótimas lembranças da primeira temporada da série. Apesar de não fazer tanto tempo assim, essas pequenas recordações já começam nos dar aquela leve sensação de nostalgia.

Mesmo com todos os acertos, nesse sexto episódio, vimos os roteiristas cometerem suas primeiras falhas na temporada. E não tem como deixar passar pois incomodaram demais. Começando pela cena do tumulto. Nada ali fez sentido. Uma coisa é a cidade ficar amedrontada, tomar cuidado ao sair à noite nas ruas, entre outras medidas que costumam ser tomadas. Outra coisa é os moradores saírem armados e atirando a esmo. Atirando para o nada! Sério, ainda não acredito que essa cena existiu. Foi vergonhoso ver toda a equipe do Arqueiro acalmando os cidadãos que corriam para todos os lados e impedindo os atiradores que a todo momento atiravam sem um alvo à vista.

A segunda cena causou menos incômodo e me deixou dividido. Toda a sequência no metrô foi muito boa. O ataque do Prometheus, seu embate com Artemis, tudo muito bem trabalhado e coreografado. O problema aqui está em dois pontos. Primeiro: O Arqueiro chegou para ajudar Artemis numa velocidade que só se ele fosse o Flash conseguiria. O metrô estava em alta velocidade pela cidade, sendo que o Arqueiro estava posicionado em um outro local. Segundo: foi bem conveniente o metro estar vazio, tendo apenas o condutor em seu interior, não é mesmo? Mais uma saída fácil encontrada pelos roteiristas para poderem explodir o metrô. Apesar disso, como disse antes, toda a sequência foi muito boa.

Embora contenha alguns pequenos furos de roteiro, So It Begins deu sequência aos ótimos episódios dessa nova temporada. Arrow ainda tem um longo caminho pela frente e vai ser preciso cuidado para não cometerem velhos erros. Mas pelo o que já nos foi apresentado, a série já nos deu bons motivos para continuarmos a acompanhando fervorosamente.

PS: Felicity voltou a ser a velha Felicity que me tirava boas risadas, como no momento em que ela faz o chamado pelo sistema de som dentro do esconderijo.

PS 2: As piadinhas ou frases de efeito de Curtis me lembra muito os momentos vergonha alheia que a Speedy causava na quarta temporada.

PS 3: David Ramsey, o John Diggle, foi confirmado como convidado da Comic Con Experience 2016. Estou na torcida para que ele quebre a tradição dos membros do elenco da série que cancelam suas participações no evento como nos anos anteriores. Se isso acontecer, poderei ver o Diggle de perto. \o/

EASTER EGGS:

– Nos flashbacks, fomos apresentados a Ishmael Gregor, também conhecido como Sabacc. Nos quadrinhos, o vilão tem poderes demoníacos e possui chifres. Assim como mostrado na série, o personagem tem conexão com a máfia russa.

– Os endereços citados no início do episódio são os nomes de Jim Aparo e Kelley Puckett. Aparo trabalhou em The Brave and the Bold, Adventure Comics, Aquaman e no próprio Green Arrow. Já Puckett trabalhou em Batman e esteve envolvido na criação de alguns personagens, como Connor Hawke.

– Felicity fez duas referências nerds nesse episódio: uma a série Babylon 5 e outra ao filme Zodíaco.

– A flecha contendo um paraquedas e a flecha na ponta da arma foram referências às histórias do personagem. Nos quadrinhos que precedem a história do jogo Injustice: Gods Among Us, Oliver dispara perfeitamente uma flecha dentro do cano da arma de Arlequina, exatamente como mostrado nesse episódio de Arrow.

– Nesse episódio, vemos Thea mencionando Seattle, que nos quadrinhos é a atual cidade onde o Arqueiro Verde vive.

– Nessa mesma cena, vemos Quentin Lance cintando a arena dos Rockets. Uma referência ao time fictício de baseball dos quadrinhos, Star City Rockets. O dono da equipe era ninguém menos que Robert Queen, o pai de Oliver.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

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