As Novidades da Netflix de 16/04 a 30/04: o que vale a pena (ou não) assistir

Imagens, esq. p/ dir.: Jovem Nerd, Pizquita e Freeform

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Quinzena de poucos lançamentos na Netflix, mas com duas séries originais e outras duas pouco conhecidas pelo público. Já sabe, né? Vai abrindo um espacinho na grade…

Fonte: Jovem Nerd

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Depois de ser filme, Dear White People chega à Netflix como série original. Em dez capítulos, a produção revela-se como um dos projetos mais audaciosos da televisão recente, ao abordar temas atuais e importantes, sem, com isso, criar maniqueísmo barato. Sim, a série coloca o dedo na ferida, mas não não cria o cenário: “nós estamos certos, vocês errados”. A ideia é justamente o contrário, mostrando que os erros e as falhas de comunicação e interpretação estão por todos os lados, não importa quem você seja ou de onde venha. No processo, o show ainda diverte com um texto ligeiro, esperto até a raiz, e amparado por um elenco jovem talentoso. A estética visual também ajuda, fazendo com que Dear White People seja uma boa pedida não só pra maratona, mas para pensar.

Fonte: Pizquita

Britt Robertson cresceu muito como atriz. Depois de alguns papeis coadjuvantes e alguns projetos fracassados na TV e no cinema, a jovem tem a chance de brilhar como protagonista em uma série da Netflix. Pena que o programa não vale tanto a pena. O conceito é bacana, mas acaba se revelando simplista; os roteiristas tentam discutir sobre a jovem vida adulta moderna, aquele período que vem depois da faculdade e assola muita gente. Os debates ficam na superfície, distantes do que realmente é viver esse momento tão importante e assustador da vida. A série até ensaia uma rebeldia (“a fase adulta é onde os sonhos vão para morrer”), mas fica nisso. Não voa muito alto, não arrisca muito bem. No fim, é uma enorme oportunidade perdida.

Fonte: Variety

Feed the Beast é aquele tipo de série que surpreenderia caso fizesse sucesso. Bem escrita e com uma dupla de protagonistas talentosa e envolvente, o programa diverte e vai bem, mas parece que falta algo para que o show salte e voe alto. Na trama, depois de se endividar com a máfia, Dion tenta convencer Tommy a abrirem um restaurante, um sonho antigo da dupla. Mas pra que servirá o negócio? Para se afundar em mais problemas? A premissa até permite algumas reviravoltas bacanas, e uns momentos de impacto, mas falta à série aquele gancho imperdível, aquela vibe que te traz de volta semanalmente ou, no caso da Netflix, te prende numa maratona.

Fonte: Freeform

Um mistério a ser resolvido pode ser motivo suficiente para alguém criar uma série e para algumas pessoas começarem a assisti-la. Colocar elementos que levantem dúvidas sobre os personagens centrais também parece interessante. Mas e quando não há nada mais além disso? Nenhum personagem desperta curiosidade e até o mistério central, que deveria mover a trama, não tem brilho algum. O piloto é daqueles que são esquecidos minutos depois de seu fim. Caso você passe por ele e retorne para mais capítulos, conte sua experiência.

Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

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