Bloodline – 3×08 – Parte 31

Bloodline
Imagem: Rod Millington/Netflix/Divulgação

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Seguindo dois episódios com cargas dramáticas impressionantes e longe de qualquer coisa que já tenha visto em séries de televisão, Bloodline usa Parte 31 para preparar terreno do que está por vir, finaliza o ciclo de alguns personagens desnecessários, abre algumas pontas e traz umas reviravoltas que nunca pensei seriam possíveis de acontecer.

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Imagem: Netflix/Divulgação

Confesso que mesmo esperando a condenação de O’Bannon, queria que o roteiro tivesse dado a oportunidade dos atores envolvidos naquele núcleo em encerrar aquele ciclo e, quem sabe, oferecer uma plataforma para discutir o sistema judiciário americano e a quantidade de condenados inocentes que as penitenciárias abrigam.

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Acredito que por mais implícita que essa mensagem possa ser, nunca é demais usar um produto de entretenimento para debater questões sociais tão importantes não só para os Estados Unidos, como também para o estado da Flórida, um dos mais problemáticos nessas questões. Tal trama foi colocada de lado, evidentemente, para que o roteiro seguisse construindo a tensão em torno do futuro dos Rayburn.

John está cada vez mais paranoico com a própria sombra, enquanto Kevin continua a criar problemas para si mesmo, Meg segue desaparecida e Sally se mantém na posição de limpar a sujeira deixada pelos filhos. Não acredito que esse retorno repentino de Nolan Rayburn contribua para alguma coisa, na verdade o personagem nunca serviu para uma história importante, desde quando entrou na Season Finale da primeira temporada.

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Com aquele gancho no final, tenho certeza que me surpreenderei muito com os dois últimos episódios da temporada e da série. Espero, entretanto, que ao invés de investirem em reviravoltas mirabolantes e conclusões o roteiro possa trazer uma conclusão aceitável e que faça jus a jornada que fizemos até aqui.

Catarinense e bacharel de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.