#CCXP – DIA 2 – Painel Jim Lee

Painel-Jim-Lee

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Apresentado por Marcelo Hessel, o painel de Jim Lee teve fãs da DC Comics e da Marvel Comics e do desenhista coreano naturalizado americano Jim Lee presentes. Lee desenhou a HQ mais vendida dos anos 90. A primeira edição de X-Men redefiniu a aparência do grupo a ponto de se tornar definitiva e influenciadora do desenho animado que popularizou o grupo.

Muito simpático e bem falante, Jim Lee comentou que é a segunda vez que ele vem no país. A primeira foi há 20 anos, quando veio ao Rio de Janeiro para outro evento sobre quadrinhos. Para ele, estamos vivendo a segunda época de ouro dos quadrinhos no mundo.

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Hessel repetiu algumas perguntas feitas à Frank Miller para Lee. A primeira delas foi o tipo de quadrinhos que o cartunista desenhava quando era criança. Jim afirmou que lia muitos livros, pois seus pais queriam que ele praticasse a Medicina. Porém ele acabou colecionando quadrinhos, e acabou com 350 diferentes tipos deles.

Lee também contou que descobriu que tinha talento quando começou a desenhar, com cinco anos de idade. Sua primeira fã foi uma professora, por volta dos dez anos, que ficou brava pois ele desenhava muito nos cadernos e livros. Ele se tornou profissional quando descobriu que as pessoas pagavam por isso. Ele se formou em psicologia para entender melhor as pessoas e expressões, e se tornar melhor em captar expressões. Para ele, os quadrinhos são sim um estilo de arte. Ele ainda brincou que tinha uma caixa com seus primeiros desenhos dos X-Men, achando que um dia valeriam muito, mas jogou fora.

Aliás, ele também afirmou que apesar de trabalhar na DC, ele gosta muito dos X-Men, e relembrou seu trabalho com Chris Claremont. Ele gostava muito da premissa de proteger uma sociedade que os odeia.

Sua rotina de trabalhou inclui de 10 a 12 horas para terminar uma página, e as coisas ficaram um pouco malucas quando começou a ganhar um bom dinheiro e viajar horas para uma reunião, mas acabou dando tudo certo e se adaptando a rotina.

 

 

Marcelo Hessel pediu um conselho para os novos artistas, que querem trabalhar com quadrinhos. Jim Lee falou para viajarem muito, pois isso muda a visão das pessoas. Também falou que é necessário conversar com outros artistas e nunca se acomodar.

“Nunca ache que você achou seu estilo, pois ele sempre muda, os quadrinhos estão aí a muito tempo, e tudo evolui, desde os poderes dos personagens aos uniformes ou a interação entre os personagens”. Para Lee, o melhor de escrever quadrinhos é escrever uma história que vai no final atingir tanta gente que vai se identificar com o enredo.

Passando para as perguntas do público, um homem quis dar um presente para ele, porém levou 20 anos para entregar. Lee brincou “você não tem correio? Porque não me enviou?”, levando todos as risadas. Outra pessoal perguntou o que ele faria se mandassem ele fazer um comic de Marvel x DC. Ele faria um Batman x Wolverine, para Batman ganhar.

O Mix teve a chance de fazer uma pergunta para Lee. Nossos colaboradores Estevão e Carol perguntaram ao desenhista se a criação de Fairchild, líder do Gen 13, era, desde o início, criar uma personagem feminista definitiva, antecipando todas as fortes mulheres que vieram depois. Lee respondeu: “Desde o início a ideia era criar algo diferente. Olhando para a composição do grupo, notamos que era muito inovador diante do que já existia. Mas a tendência das personagens que vieram depois não foi intencional.”

Para finalizar o painel, Jim Lee deu de presente uma arte original dele para um aniversariante, e deixou o palco muito aplaudido.

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