Ted Sarandos, Netflix

Chefão da Netflix fala de guerra com novos streaming e anúncios na plataforma

O chefão da Netflix comenta sobre assuntos polêmicos

O chefe do área de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, discutiu uma série de assuntos com o CEO da Liberty Global, Mike Fries, durante sua participação na SerieFest em Denver na última sexta-feira (21). Sendo assim, os executivos falaram sobre a competição com a Disney assim como o futuro da Netflix.

Num dos momentos mais interessantes do painel foi uma rodada de fogo em que Sarandos teria que responder ‘comprar, segurar ou vender’. Onde ‘vender’ significa que você acredita no projeto; ‘segurar’ que é muito cedo para dizer qualquer coisa; ‘vender’ que não parece um projeto com boas perspectivas. Sendo assim, o ‘exercício’ começou com Mike questionando Ted sobre a Disney+.

“Eu diria que é ‘segurar’,” respondeu Sarandos. “Mas eu diria que eles são excepcionais em contar histórias. [O CEO da Disney, Bob Iger] formou um time incrível para fazer negócios. Eles estão num novo espaço, mas eles já estiveram nessa posição diversas vezes,” completou. Noutro momento, eles discutiram sobre as perspectivas da Netflix.

Competição, competição e competição

Ainda sobre a competição, ele foi questionado sobre o que esperar de outras empresas entrando no mercado de streaming, como Apple, NBCUniversal e WarnerMedia. “O que é interessante sobre todos esses serviços é que muitos deles não têm a mesma programação,” disse Sarandos. “Nada que está na Disney+ estará na Netflix e tudo o que está na Netflix não estarão nos serviços da Comcast e da WarnerMedia. Por isso é um momento único,” disse.

Por essa razão, mesmo que existam pesquisas que indicam resistência dos consumidores a ideia de pagar por mais de três serviços, Ted afirmou que ‘acredita que é possível que eles adicionarão mais ofertas no intuito de acessar conteúdo,’ completou.

E as propagandas? Elas vão existir na Netflix?

Outro tópico discutido foram anúncios entre episódios de séries, ou melhor a falta deles. Durante a conversa, Sarandos reafirmou que a empresa não tem planos de incorporar anúncios no negócio ou que algum dia investirá em esportes ao vivo. “Ambas as propostas não fazem parte do propósito da Netflix,” disse. Quanto ao preço crescente do serviço, o executivo não mostrou-se preocupado.

“Honestamente eu não penso em termos de preço, mas em termos de valor,” disse Sarandos. “Então se as pessoas estão recebendo valor pelo dólar, eles deveriam acompanhar um e outro de forma próxima, sugeriu. Dada a qualidade da programação da Netflix nos últimos anos, o valor da Netflix ‘ainda é muito barato’,” disse.

Além disso, mostrou-se otimista ao ser questionado sobre a independência da Netflix no futuro. Para ele, a Netflix não dependerá de conteúdos de outros estúdios em até cinco anos. “Eu apostaria nisso,” respondeu.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.