A 13ª temporada de Chicago Fire chegou ao fim com o episódio “It Had to End This Way”, e a sensação deixada entre os fãs foi de um misto de satisfação, surpresa e frustração. Embora tenha entregado momentos marcantes — como a revelação da gravidez de Stella e uma suposta despedida de Carver —, o episódio final pareceu evitar decisões definitivas, preferindo jogar com possibilidades e manter várias portas entreabertas.
Com tramas emocionais e desenvolvimentos inesperados, o episódio 22 serviu mais como uma ponte para o que está por vir do que como um encerramento definitivo. A seguir, destrinchamos os principais acontecimentos e o que eles significam para o futuro da série.
A gravidez de Stella muda tudo para o casal Stellaride

Sem dúvida, o momento mais significativo do episódio foi a revelação de que Stella Kidd está grávida. A notícia chega como um marco de mudança para o casal Stellaride, que vinha lidando com questões de parentalidade ao longo da temporada, principalmente após acolher Natalie em sua casa.
Desde o início, a narrativa sugeria que Stella e Severide estavam amadurecendo a ideia de formar uma família. A gravidez, portanto, surge como uma culminação natural dessa jornada. Ainda assim, o timing surpreendeu. Durante a temporada, a personagem havia deixado claro que não se via como mãe biológica — o que torna a revelação impactante, mas também um pouco contraditória com o que foi construído antes.
O novo desafio para o casal será equilibrar a paternidade com uma carreira em uma das profissões mais perigosas que existem. Como lidar com o medo? Quem estará disposto a recuar para proteger essa nova vida? São perguntas que a 14ª temporada certamente deverá explorar.
Carver vai embora… ou não?

Outro ponto emocionalmente confuso do episódio foi a suposta despedida de Carver, que afirma estar se mudando para Denver após um reencontro romântico com Violet. A cena dos dois trocando “Eu te amo” e se beijando poderia muito bem ser um final digno de filme — se não fosse pela incerteza que a série deixou no ar.
Ao longo do episódio, o personagem retorna após a reabilitação, mas com uma expressão distante. O relacionamento com Violet parecia caminhar para algo mais sólido, mas termina com uma despedida agridoce. O problema é que a narrativa não dá clareza se estamos diante de um adeus definitivo ou de mais uma “pausa dramática”.
Se Jake Lockett realmente está de saída, a série optou por uma saída emocionalmente carregada, porém pouco conclusiva. Se, por outro lado, ele retornar, essa confusão pode ser justificada como uma escolha narrativa para dar profundidade ao personagem.
Ritter segue no 51, mas sem explicações
Enquanto rumores indicavam que Daniel Kyri, intérprete de Ritter, estaria deixando a série, o episódio final simplesmente ignora qualquer tipo de despedida. Ele aparece normalmente no batalhão, sem menções a uma possível saída ou transição de cargo.
Essa decisão deixou muitos fãs perplexos. A ausência de um arco de encerramento sugere duas possibilidades: ou a informação sobre a saída de Kyri foi precipitada, ou a produção preferiu manter a porta aberta para reverter a decisão em off.
De qualquer forma, a falta de uma explicação narrativa enfraquece o investimento emocional do público, que esperava pelo menos uma despedida digna para um personagem tão querido.
Herrmann e Mouch: uma amizade acima de títulos
Em contraste com os arcos inconclusivos, o episódio entrega um dos momentos mais bonitos da temporada com Herrmann abrindo mão da promoção para que Mouch possa avançar. O gesto, além de reforçar a amizade entre os dois veteranos, evidencia o espírito altruísta que sempre guiou Herrmann.
Ele não quer uma mesa, um cargo ou uma patente. Quer o batalhão, a rotina e a família que construiu em 51. Sua escolha tem implicações práticas, inclusive financeiras, mas fala alto sobre o que realmente importa para o personagem: a lealdade e o propósito.
Essa dinâmica deve render novos conflitos e emoções na próxima temporada, especialmente quando Mouch perceber a dimensão do sacrifício feito por Herrmann.
A trama de Pascal e o novo comando da 51
A investigação sobre Dom Pascal chegou ao fim — mas não sem causar estranhamento. Inicialmente tratado como culpado por suposta conexão com um caso de incêndio criminoso, ele acaba sendo inocentado após a revelação de que o verdadeiro responsável foi Vale, um amigo obcecado pela vítima.
A reviravolta traz algum alívio, mas é executada de forma apressada. Vale surge quase como um “vilão de última hora”, sem construção prévia. Mesmo assim, o impacto emocional da descoberta é sentido por Pascal, que permanece como chefe da 51.
Contudo, a maneira como Van Meter trata Severide ao longo do caso levanta dúvidas sobre sua integridade e abala uma relação construída ao longo das temporadas. O conflito com Severide pode ter desdobramentos mais sérios se o roteiro escolher explorar essa quebra de confiança.
Emergência da semana perde destaque
Em meio a tantas tramas emocionais e despedidas, a emergência da semana acabou ficando em segundo plano. Violet e Carver realizaram uma cirurgia improvisada com uma broca para salvar uma vítima — uma sequência tensa, mas que soou mais como um lembrete das capacidades técnicas da equipe do que um evento central da narrativa.
No fim das contas, serviu mais como pano de fundo para a tensão entre Violet e Carver do que como peça chave do episódio.
Um episódio de transição, não de conclusão
O episódio 13×22 não entrega grandes mortes ou encerramentos definitivos, como tantos finais de temporada da franquia One Chicago. Ao contrário, opta por manter quase tudo em aberto. Carver sai, mas não sai. Ritter continua, mas sem destaque. Stella e Severide ganham um novo futuro, mas sem sabermos como isso será equilibrado com o trabalho.
Essa indecisão pode ser uma escolha criativa para flexibilizar o roteiro da próxima temporada, especialmente em tempos de cortes orçamentários e redefinições de elenco. Mas, ao mesmo tempo, deixa a sensação de que a 13ª temporada terminou sem a coragem de se comprometer completamente com suas escolhas.
O que esperar da 14ª temporada de Chicago Fire?
Com vários personagens em pontos de virada e a promessa de novos desafios, a 14ª temporada tem material de sobra para recomeçar com força total — desde que saiba o que fazer com o que deixou para trás.
Veremos como Stellaride enfrentará a nova rotina como pais. Se Carver realmente ficará fora de Chicago. E, principalmente, se o Batalhão 51 continuará sendo esse porto seguro emocional para personagens e fãs.
Porque, no fim das contas, o que mantém Chicago Fire aceso há 13 anos não são só as chamadas de emergência — é a família que esses personagens construíram juntos. E enquanto ela estiver de pé, estaremos assistindo.