Crítica: 4ª temporada de Elite fracassa ao recomeçar

Quarta temporada de Elite foi a mais fraca de todas

Critica Elite 4 temporada

Se tem uma coisa que precisamos concordar, é que Elite fez história na Netflix. Não para menos, se tornou um fenômeno da cultura pop.

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A série sobre os alunos privilegiados (alguns nem tanto) de uma escola prestigiada da Espanha se popularizou de forma instantânea. Elenco atraente, personagens cativantes e ótima trilha sonora. Histórias recheadas de drama, reviravoltas, mistério e sexo marcaram as três primeiras temporadas. Mas, com o sucesso, vem a responsabilidade de entregar ao público algo novo, sem deixar de lado tudo aquilo que fez a série dar certo.

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Quando a terceira temporada terminou, Elite ganhou fôlego para mais duas temporadas. E isso com certeza animou os fãs, fazendo a série quebrar a maldição do cancelamento depois de três temporadas. Mas, após assistir os novos episódios, fica evidente que a série apresenta sinais de desgaste. Com isso, ela entregou sua temporada mais irregular.

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A quarta temporada chega com a missão de dar um “reset” na série. Bem como apresentar novos personagens e estabelecer um novo cenário para o drama teen.

Inicialmente promissora, não demora muito para tudo desmoronar. Os novos episódios nada mais são que uma coleção de cenas de sexo, muito álcool e tramas bobas. E, ainda, personagens perdidos em um roteiro fraco.

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Elite 4 temporada
Imagem: Divulgação.

Novos rostos, novos problemas e muito sexo!

Com a saída de alguns membros do elenco original, a série precisava apostar em novos rostos para suprir o vazio deixado pelos antigos personagens. E estes novatos não demoraram para se estabelecer. Com isso, logo descobrem que em Las Encinas todos os absurdos podem acontecer.

É o início de um novo ano (o último para alguns detalhes). Mas a promessa de um tempo tranquilo na escola logo se dissolve quando Benjamin (Diego Martin) chega para assumir a direção da escola trazendo seus filhos.

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O novo diretor tem o objetivo de salvar a escola depois dos últimos escândalos, na antiga gestão. Mas sua missão começa a ser questionada à medida que conhecemos mais sobre sua família e como ele lida com seus filhos. Benjamin chega para colocar a escola nos eixos. Mas sua família acaba trazendo mais drama e problemas para a vida dos alunos veteranos.

Ari (Carla Diaz) carrega características de três grandes personagens, Marina, Carla e Lu. Com toda essa personalidade é evidente que ela chamaria atenção de Samuel e Guzman. Enquanto Mencia (Martina Cariddi), a filha rebelde, chega para se envolver com Rebeka, ocultando uma parte complicada de sua vida, Patrick (Manu Rios) chega para causar e não demora muito para se colocar entre Ander e Omar. Formando assim um trisal um tanto quanto problemático.

Ainda há espaço para a chegada de um príncipe. Phillipe é a oportunidade de Cayetana viver seu conto de fadas moderno, mas os segredos dele podem destruir seus sonhos.

Elite tropeça para entregar o que tem de melhor

Se antes o roteiro abordava questões sociais e dilemas sobre a vida dos personagens, agora parece que o tema principal é explorar a sexualidade. Deixando, assim, todas as outras questões em segundo plano.

Da mesma forma, o excesso de cenas quase explícitas causam impacto. Mas soa apelativo demais. O roteiro falha na construção do mistério da temporada. Não há elementos suficientemente interessantes para fazer o público especular sobre o que aconteceu na festa de Ano Novo. As cenas de flashforward são desconexas. E, igualmente, não acrescentam em nada ao mistério.

As novas tramas em sua maioria são previsíveis. E isso acaba fazendo o público se desconectar da história. A partir do primeiro episódio é possível prever como cada um vai se encaixar. Bem como qual sua função dentro da história.

Elite Lupin Lançamentos Netflix Junho 2021
Imagem: Divulgação.

Alguns conflitos, aliás, são forçados e previsíveis

Cayetana parece ser a personagem que melhor se desenvolve nesta temporada. Já os novos personagens parecem representar uma versão distorcida daqueles que se despediram na temporada anterior.

Outro aspecto que causa incomodo é o fato do roteiro ignorar a jornada dos personagens veteranos ao longo de três temporadas. Dessa forma, promovendo uma destruição de personalidades. Assim, Guzman parece regredir a seu antigo comportamento. E, do mesmo modo, a sua rivalidade com Samuel é mal desenvolvida. A força da relação de Ander e Omar é quebrada rápido demais e sem um motivo concreto. Igualmente, Rebeka que era uma personagem forte, aparece a maior parte do tempo fragilizada.

Considerações finais

É seguro dizer que Elite entrega sua temporada mais desinteressante, desperdiçando talentos e oportunidade de contar novas histórias. O desenvolvimento falho das tramas deixa evidente como os personagens estavam perdidos e desmotivados, sem nenhum objetivo. É difícil estabelecer conexão com a vítima da temporada. A maneira como tudo acontece é pura conveniência do roteiro, então, a grande revelação acaba sendo decepcionante.

Ainda que nem tudo tenha sido terrível, os poucos momentos interessantes não apagam os problemas da quarta temporada. E ela se encerra com saldo inferior, se comparada com suas temporadas anteriores. Com um final totalmente sem emoção, nos despedidos de mais dois personagens veteranos. Bem como de um mistério desinteressante.

Portanto, Elite precisa trabalhar muito para recuperar seu público na já confirmada quinta temporada. Fica a dica!

Leia também: Elite: 4ª temporada tem preocupante caso real na Netflix

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REVER GERAL
Nota da Temporada