Crítica 4×02 de The Good Doctor seguiu abordando a pandemia

Crítica The Good Doctor 4x02

The Good Doctor recapitulou 2020 com um episódio cheio de emoções

Pautado em uma vertente emotiva e de continuação, a segunda parte do episódio Frontline de The Good Doctor trouxe conclusões e importantes discussões. Algumas mais sutis, outras mais escancaradas. Todavia, todas com um timing perfeito a tudo que estamos vivendo e ao que já vivemos. Antes mesmo de pensar em uma solução para o problema, devemos raciocinar como crescemos em relação a ele.

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O especial de dois episódios iniciais ainda está nas primeiras semanas de quarentena, por volta do segundo trimestre deste ano. É curioso ver, agora já no fim, como 2020 foi importante. Sim, foi um ano difícil, mas, teve seus momentos de glória e reflexão sobre o mundo. Seja de forma política, social ou cultural. Começo essa review enaltecendo a forma sutil e característica que o episódio tratou do movimento Black Lives Matter.

Não sei se todos perceberam, mas tivemos dois momentos em evidência: a conversa entre Lim e Deena sobre um possível protesto e a camiseta de Lim ao fim do episódio. Talvez tenha mais algum que passei despercebido, todavia, estes ficaram bem claros e necessários. O movimento teve um impacto importante no Brasil e no mundo, justamente na época do ano que o segundo episódio se passou.

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Perda pouco significativa, porém, bem representada

Já que mencionamos a enfermeira Deena logo acima, vamos falar de sua morte. Ou melhor, falemos de sua vida. A personagem bem recorrente na série não teve muito destaque nas últimas temporadas, mas seus últimos momentos foram interessantes. Primeiro que não houve, pelo menos em minha visão, uma comoção dramática sobre sua morte. Provavelmente pois, como já disse, não foi uma personagem muito participativa nos últimos anos. Mas também por terem levado sua ida com leveza, frente a realidade que vivemos.

Quando a série coloca Lim em evidência numa manhã ensolarada após diversas perdas, vemos a sensibilidade médica se fazer presente. Diversos foram e são os paciente perdidos para a doença. Ponto de extrema importância quando visualizamos o extremo oposto: a comemoração da superação.

O âmbito da saúde que vai além do curar

Ambos os casos que foram evidenciados no último episódio, de Park e de Shaun, tiveram desfechos satisfatórios. O de Shaun conseguiu trabalhar bem a questão do esgotamento médico. Uma frase de Deena nos faz ver como o perfil de cada médico se encaixa em sua especialidade. Para quem está acostumado com pacientes inconscientes a todo tempo, as vezes pode não ser simples dar a mão e entender o sofrimento.

Cirurgiões tendem a ser mais frios e menos pessoais, pois a profissão exige isso deles. Já os clínicos, passam seu aprendizado mais pautado no contato humano. Apesar disso, sabemos que a realidade não se aplica 100% nesse ideal. De qualquer forma, foi curioso ver Shaun explodir com a esposa de seu paciente e o aprendizado de ambos em relação ao trabalho. O dela em reconhecer as dificuldades que os trabalhadores da saúde vinham passando e o dele de se colocar no lugar da família de seus pacientes, com todos os medos e apreensões.

Imagem: ABC/Divulgação

Além de profissionais, seres humanos

Não podemos esquecer que nosso personagens também são humanos e possuem seus dilemas. Começando por Park que, pelo visto, continua firme no corpo clínico do St. Bonaventure. Gostei da análise de Shaun no início do episódio, sobre como o médico amava o filho e não a esposa. Não esperava essa avaliação tão detalhista dele. A união com Lea vem trazendo vida ao personagem e espero que se mantenha. Por mais que exista uma forte corrente contra esse relacionamento, ainda acredito que possam ser o melhor futuro.

Claire finalmente deixou seus pensamentos sobre Melendez irem embora. Lim, provavelmente por seus anos de experiência, conseguiu o fazer bem mais rápido. Entretanto, foi crucial o apoio de ambas para superar esse processo de luto. Assim como foi interessante ver o personagem por mais alguns momentos, mesmo que em imaginação. Finalizando, temos Reznick que se supera a cada dia e vem se tornando peça importante dentro do show. Arrisco a dizer que hoje a personagem consegue superar até mesmo o protagonista em matéria de desenvolvimento e destaque. Espero que possamos ver cada vez mais dela, principalmente dentro da área clínica.

Os novos desafios

Falando em evoluções, veremos um curioso momento que ocorre em todas as séries médicas por aí. A chegada de novos residentes. É comum que o tempo traga isso para a série e acredito que conseguiremos trabalhar um pouco mais do desenvolvimento de Shaun durante os últimos três anos. O personagem ainda tem como ser bem explorado e essa será uma curiosa forma de se reintroduzir a cirurgia dentro do contexto de pandemia.

E então, o que achou do episódio de The Good Doctor? Deixe nos comentários e continue acompanhando as novidades do Mix de Séries.

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Nota do Episódio9
9
Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

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