Crítica: Ginny & Georgia não é a Gilmore Girls da Netflix – e isso é bom

Crítica Ginny & Georgia
Imagem: Divulgação.

Série vale a maratona, no fim das contas!

Ginny & Georgia foi uma das mais recentes adições da Netflix no catálogo da plataforma. E logo quando ela estreou, muita gente começou chamando-a de “Gilmore Girls da Netflix”. Mas, ao assistir a série, a sensação que fica é, “Não, ela não é a Gilmore Girls da Netflix”. E isso é bom!

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A comparação tornou-se um tanto óbvia quando Ginny & Georgia se propõe a contar a história do vinculo de mãe e filha – esta, adolescente – e as barreiras que cada uma enfrenta. Tudo regrado a muitas falas rápidas, referências nerds e pitadas de humor.

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Sim, é a mesma premissa de Gilmore Girls. Só que talvez esta seja apenas a camada superficial da série da Netflix, que na verdade tem intenções que vão bem além dela.

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Mesma dinâmica, nova era

Talvez, esta seria a história, caso Gilmore Girls fosse produzida na década de 2020. E, por conta disso, Ginny & Georgia se distancia muito dela.

A série da Netflix é adolescente em certo ponto, mas bastante adulta em outros cantos. Aliás, ela mostra como que a geração de hoje está bem mais antenada, pra frente, e talvez sem limites.

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No primeiro episódio, vemos a dupla chegando na nova cidade, e descobrimos que além dela, existe um garotinho que é meio irmão de Ginny, filha de outro relacionamento de Georgia.

A dupla tem uma conexão invejável, embora Ginny seja rebelde em grande quantidade. No entanto, sua rebeldia é um tanto justificável pelo comportamento sempre questionável de Georgia. Com elas mudando sempre de cidade, a personagem parece carregar alguns segredos – que envolve até a morte de seu ex-marido, que deixam a personagem em uma esquina nebulosa para o espectador.

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Georgia é o tipo de personagem que a gente quer gostar – mas sabemos que vamos no decepcionar. Porém, ao mesmo tempo, o carisma da atriz Brianne Howey é contagiante. Embora, em alguns momentos, a mesma coisa não pode ser dita de Antonia Gentry (interprete de Genny).

Imagem: Divulgação.

Aprofundando as personagens

Se tem algo que Ginny & Georgia acerta, e que muitas séries da Netflix não se dão o trabalho de fazer, é aprofundar as dores das personagens. Porque fica nítido, desde o início, que elas carregam seus conflitos de outrora. Mas isso, ao mesmo tempo, reflete no comportamento atual delas, e no eventual choque de personalidades.

E, enquanto vamos desbravando a vida de Ginny, deslumbrada por ser popular na nova escola, entendemos como que Georgia era na mesma idade que a filha tem hoje – e que levaram a sua gravidez precoce. Consequentemente, todo o seu comportamento aventureiro – e de golpista – que colocaram em dúvida seu caráter.

Mas, depois da metade da série, tudo vai se encaixando. Logo, um episódio chave explica o comportamento da personagem e, na verdade, bate o peso na consciência pelo julgamento. Tanto por parte do espectador, quanto de Ginny – que por vezes, culpou a mãe de ser a “pior mãe do mundo”.

Aliás, nem só de mistérios e tramoias se resumem as dinâmicas da dupla. A relação de Georgia com o prefeito Paul (Scott Porter) poderia ser extremamente envolvente – se não houvesse um partidão como Joe, o dono do bar, dando mole para ela. Esse triângulo, mal resolvido, anima o espectador fã de conflitos a seguir.

A mesma coisa aconteceu com Ginny, que embora tenha um relacionamento com Hunter, ao mesmo tempo, tem uma baita química com Marcus – a quem, particularmente, vai minha torcida.

Acrescente a isso, doses de conversas adolescentes, cenas que envolvem bebidas e sexo, e um tom de humor ácido, que atribui à Georgia, o título de personagem mais sarcástica do momento.

A série ainda se dá ao trabalho de explorar, de forma interessante, questões de raça, gênero, preconceitos e inclusão. Ginny & Georgia pode até parecer bobinha, mas, no final, ela vale uma maratona.

Todos os episódios da série já estão disponíveis na Netflix.

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