Crítica: Kim Raver salva o dia e tira o 2×12 de Designated Survivor do marasmo

Imagem: ABC/Divulgação
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Depois de um retorno apoiado no melodrama e recheado de sentimentalismo, The Final Frontier é um sopro positivo. Talvez porque o roteiro tenha decidido trabalhar com algo ainda pouco falado na televisão aberta – viagens espaciais. Porém mesmo gostando da proposta final do episódio, acredito que todo o mérito dessa leve melhora se deve a entrada de Kim Raver. O que me deixa fascinando, pois quando a atriz estava em Grey’s Anatomy sequer parecia ser tal especial como está por aqui. Não quero me empolgar demais até porque quero ver como eles trabalharão o tal envolvimento amoroso com o presidente.

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Ainda angustiado e sentindo saudades de Alex, Kirman mantém-se errático na tarefa de manter o país e o mundo seguros. Paralisou todas as missões internacionais. Abandonou velhos padrões de negociações e agora está brigando com membros da sua administração. Enquanto, isso Hannah novamente se alia a Damian (!) para encontrar respostas numa nova operação. Ao mesmo tempo que o caos impera na Casa Branca, há uma emergência vindo do espaço: o foguete que levava água para os astronautas foi hackeado. Imediatamente, e sem qualquer provas, o chefe do executivo decide chamar a Rússia para conversar e acusa-la do malfeito.

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Tal sinopse pode ser a mesma de Madam Secretary antes de entrar em pausa. A semelhança aparece porque eles tentam mais uma vez mostrar o que acontece quando um presidente decide abandonar normas e padrões e seguir com a intuição. Rompantes, decisões precipitadas e algumas paranoias fazem com que os assessores mais próximos questionem sua capacidade de servir o país.

Tudo bem, nós entendemos que isso é uma direta para Donald Trump e que todos estão preocupados. O problema é que além de já um tanto surrada, essa ideia não tem a menor coerência com a própria história que o roteiro propõe. Até porque o presidente acaba usando sua postura de estadista para resolver o problema com os russos. Não há porque vender Trump e entregar George H. W. Bush.

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Temos coisa boa sim.

Um ponto positivo que eu espero que eles venham a desenvolver é a dificuldade que Penny encontra em superar a morte da mãe. Vemos o presidente num breve diálogo com a professora (ou diretora) da menina indicando que ela está com sérios problemas na escola em razão do luto. É verdade que eu posso esperar sentado uma abordagem séria e madura sobre o assunto, mas é uma excelente oportunidade para o roteiro mostrar que consegue atacar em várias frentes ao mesmo tempo e tudo com qualidade. Mckenna Grace é ótima, vimos isso no excelente Um Laço de Amor, mas é preciso dar uma chance pra ela.

Sinto falta das coletivas de imprensa lideradas por Seth. Acredito que é um dos poucos momentos que nos divertimos ao mesmo tempo que percebemos o quão importante é o trabalho da imprensa. Continuo me preocupando com a falta de novidade vindo de Hannah e suas investigações. Assim como sinto falta de Emily no controle da sua própria história. Onde pode ser uma chefe de gabinete competente, mas também vulnerável e falha como todos os demais.

Catarinense e bacharel de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.