Crítica: The Resident confronta razão e emoção no episódio 3×02

O que fala mais alto? 

Se existe algo que predomina as tramas de The Resident, esse algo é o dinheiro. Afinal, a série gira basicamente sobre o sistema médico norte-americano, e como ele é movido pelo interesse financeiro de grandes corporações. Mas e quando a razão e emoção entram em cena? O que vence? Basicamente, este segundo episódio tratou sobre isso.

Passado volta para assombrar em The Resident

As tramas dos pacientes, em suma, tiveram essa dualidade a explorar. A principal acabou sendo a do Dr. Austin, que se deparou com seu pai biológico, Lamar, no hospital. Logo ele, um médico que sempre foi tão racional, acabou se enquadrando num cenário de um turbilhão de emoções. Primeiramente, ele ainda guarda ressentimentos por ter sido abandonado por seus pais biológicos. E segundo, por não ter sido procurado em momento algum. Esse retorno poderia ser questionável, se não fosse por um enfisema que atinge o seu pai, e que por ser genético poderá atingir AJ.

Além disso, as coisas fogem totalmente do controle quando o médico torna-se o único candidato possível a realizar a cirurgia. A trama de AJ foi interessante porque, primeiramente, Lamar disse que estava morrendo – o que não era verdade. Logo, isso pode ter sido apenas um pretexto para uma aproximação dos dois. Segundo, que mesmo com o envolvimento emocional, AJ topou fazer a cirurgia, e o momento que ele explica isso ao pai foi um dos grandes pontos do episódio. Ele sabe sua capacidade e desde pequeno sabe que é bom em tudo o que faz. E, talvez, isso possa de fato causar algum certo arrependimento nos pais, de terem dado um filho tão bom quanto ele.

No fim, a cirurgia foi um sucesso, mas Lamar disse que seria bom se o médico buscasse sua mãe biológica. E ainda ressaltou que ela é uma boa pessoa. Sem responder nada, AJ fica balançado e, honestamente, acho que vem muita história boa por aí…

Publicidade na pauta de The Resident

Outro aspecto interessante no episódio foi a questão da publicidade. O Dr. Bell, ao falhar em trazer gêmeos siameses para o hospital, acabou se deparando com um caso cancerígeno extraordinário – e completamente difícil. Mas mal sabia ele que o caso já estava nas mãos do Dr. Cain, levando todo esse questionamento para o Chastain. O fato é que o tumor era praticamente inoperável, mas pelo caso ter partido de um programa de TV, a publicidade poderia ser positiva.

A Dr. Voss, sempre sensata, foi contra a cirurgia, mas o emocional envolvendo os filhos adotivos da paciente mexeu com ela. Ela acabou indo na onda do Dr. Bell e do Dr. Cain, que realizaram a cirurgia. Acabou sendo um sucesso, para a mídia. Mas a verdade é que não se sabe se ela vai acordar. Esse dualismo foi interessante, principalmente para mostrar que Voss está apta a ficar no caminho tanto de Bell, quanto de Cain. Só temo que isso a prejudique e que, de alguma forma, ela seja demitida do Chastain. A personagem é uma das melhores da atração e veio crescendo gradativamente, conquistando seu espaço. Aqui, somos TeamVoss.

E quando o egoísmo entra em campo?

Aqui, temos o exemplo de Mina, que se deparou com uma grande amiga, Adaku, recuperada de um câncer – e que acabou de engravidar. Acontece que Adaku, ao engravidar, deu brecha para as células cancerígenas voltarem, e isso incomodou Mina. A médica fez de tudo para alertar a amiga, levou-a para os exames, mas no final tudo soou meio egoísmo da parte da médica. Afinal, ela estava fazendo isso por medo de vê-la morrer. Mas e o sonho de Adaku em ser mãe? Onde fica? Uma dualidade complicada, que acabou encontrando um meio termo no final, quando Mina resolveu apoiar a amiga.

O mesmo pode-se dizer de Nic em relação à clínica gratuita. Ela quer ajudar pacientes necessitados, mas está ignorando o peso no orçamento do hospital. Tudo bem que aqui, concordamos que os pacientes mais carentes necessitam deste tipo de atendimento. Mas estaria o Dr. Bell e a diretoria do hospital sendo imprudentes ao terem fechado a clínica? Esse orçamento prejudicaria, de alguma forma, o Chastain?

O que seria interesse é ver Nic correndo atrás por métodos convencionais, conseguir ter a clínica funcionando, e não a arrombando e fazendo chantagens com o Dr. Bell, através da TV. De qualquer forma, ela conseguiu o que queria. Mas será que isso terá impacto na história?

Apenas para não deixar passar em branco, esse episódio também contou com um momento bem “fofo” de Conrad e Nic, em que eles resolvem morar juntos. Finalmente! E o mais legal é que eles conseguiram a casa que viram na temporada passada, com direitos as tão exigidas galinhas. Quer melhor casal que este?

Além disso, completo. Todavia, palavras. FOX. The Resident.

The Resident conseguiu se manter sólida e interessante, apresentando um ótimo segundo episódio. Como dito na review passada, a temporada promete fortes emoções. Ficaremos ligados por aqui! Então, deixem seus comentários e digam o que estão achando dos novos episódios.

Até a próxima!

Nota do Episódio8.5
Crítia do segundo episódio da terceira temporada de The Resident, intitulado “Flesh of My Flesh”. Episódio foi exibido nos EUA pelo canal FOX.
8.5
Anderson Narciso

Anderson Narciso

Mestre em História, apaixonado por mídias, é o editor responsável e idealizador do Mix de Séries. Eterno órfão de Friends, One Tree Hill e ER, acompanha séries desde que se entende por gente. No Mix é editor de colunas e de notícias, escreve a coluna 5 Razões e resenha a série Gotham.

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