Daredevil – 2×03 – New York’s Finest

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Imagem: Arquivo pessoal

 

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Quando o terceiro episódio desta segunda temporada for lembrado, será principalmente pela conversa travada entre o Demolidor e o Justiceiro. Acontece que o confronto mais intenso entre os dois até então, na verdade, é verbal. Nenhum soco, nenhum chute. Só perguntas e respostas. Indagações e muita coisa no ar. E não há o que reclamar do diálogo entre os “heróis” de Hell’s Kitchen.

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E se uso heróis entre aspas é porque a dupla suscita justamente a questão: o que é ser herói? Além disso, qual o tipo certo de herói? Com Demolidor e Justiceiro, temos dois opostos de um objetivo similar. Algo que já havia acontecido, em maior ou menor grau entre Matt e Wilson Fisk. Desta vez, temos o Daredevil como o cavaleiro branco vermelho do bem, que prende, mas não mata. Do outro lado, temos Punisher, o negro, que mata sem pensar duas vezes. Os dois atingem os objetivos. O caminho que muda.

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E aqui vale ressaltar: que excelente atuação tem entregado o Jon Bernthal. Como comentei no texto com minhas primeiras impressões, nunca fui fã do ator. Disse, inclusive, que suas performances em séries de The Walking Dead e Mob City me soaram duvidosas. Mas calma. Não me critique, fã do Jon. Eu não acho o cara ruim, eu só acho que em seus papéis anteriores ele tinha muito mais talento para investir do que investiu. Simples. A prova de que ele é capaz está aqui, em Demolidor. E novamente faço a comparação: ele me lembra muito Tom Hardy em seus momentos mais insanos como em Bronson, ou mesmo O Regresso.

É preciso elogiar, também, a brilhante sacada dos roteiristas em reunir diferentes tramas em uma só. Assim, é ótimo ver Grotto envolvido na discussão entre Demolidor e Justiceiro. Assim, parece bem claro que a segunda temporada de Daredevil não pretende enrolar durante muito tempo nas mesmas ideias, renovando-se sempre que possível.

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Por fim, vale apontar o excelente plano sequência que faz referência à intensa briga do corredor na primeira temporada. Desta vez, a sequência sem cortes é ainda maior e mais insana, percorrendo variados andares de um prédio e envolvendo ainda mais atores e dublês. O ensaio para a cena deve ter sido complicado, mas o resultado é positivo. É bem verdade, porém, que alguns cortes “ocultos” não parecem tão ocultos e dão um tratamento final estranho à cena. Além disso, por ser tão rápida e intensa, a câmera algumas vezes perde o foco ou acaba com enquadramentos ruins. Mas isso é papo bobo se comparado ao excelente episódio e a sequência como um todo.