Designated Survivor – 2×09 – Three-Letter Day

Imagem: ABC/Divulgação

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Após perder muito tempo definindo sobre qual rumo tomar entre ser uma versão moderna de The West Wing ou um Family Ties às avessas, temos Designated Survivor voltando aos trilhos de uma forma lenta, mas enfim, produtiva, agregável e notável. Com Home trazendo absolutamente nada de coerente ou aproveitável para o futuro ou para conclusão da quarta temporada, observa-se em “Three-Letter Day” que o objetivo é um só – o Winter Finale.

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Levando em conta os problemas de Designated Survivor, não há o menor problema em preocupar-se primeiramente com o curto prazo. Trabalhar o terreno para que o Winter Finale seja surpreendente, de qualidade e que encerre esse primeiro ciclo é necessária para que se possa corrigir problemas e determinar o que há do futuro. Me refiro, fundamentalmente, ao que esperar da Primeira Dama, Alex Kirkman, que desde o início da temporada já se mostra avulsa, desnecessária e que não contribui em absolutamente nada para o desenvolvimento da série. Em “Three-Letter Day”, vimos que o último fio de relevância presente na personagem foi rompido com sua sugestão ao próprio marido, o Presidente dos Estados Unidos, no caso, de interromper uma investigação e consequentemente obstruir justiça. Assim que perdeu o escrúpulos, Alex também perdeu sua essência e senso de justiça que lhe fizeram chegar até aqui.

Pode parecer uma visão poética acerca de um diálogo que mais serviu para cutucar o atual Presidente dos Estados Unidos acerca dos limites do seu poder, seja no legislativo, judiciário ou no próprio executivo com a figura do Departamento de Justiça, do que trilhar 0 futuro da personagem. Entretanto, gostaria de ressaltar ainda que essa trama não vem sendo esticada à toa desde o início da temporadas com petições, com uso do Conselho da Casa Branca. Há sim, um fim para essa história e ela virá, esperançosamente, no Winter Finale.

Em outras situações, observamos um ritual interessante de uma Casa Branca – perdões presidenciais. É verdade que ultimamente eles vem sendo aventados como uma maneira de Donald Trump obstruir justiça e proteger seus afilhados, ou ex-afilhados, mas em circunstâncias normais eles aparecem num momento que uma administração vai se encaminhando ao final como uma espécie de legado. A introdução dessa ideia nesse momento pode parecer como um contraponto com a realidade ou com forma de informar ao telespectador que Kirkman pode estar se lançando à reeleição em breve.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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