Dicas: 7 séries que estrearam em março e que você precisa assistir

O mês de março foi o mais movimentado da TV em 2019. Em meio a tantas estreias, separamos sete novidades que você não pode perder.

Confira agora as Dicas do Mês do Mix de Séries:

 

Imagem: Netflix/Divulgação

1 – After Life (Netflix)

Nota: 92
Status: renovada

A Netflix teve a melhor série em Janeiro (Sex Education), em Fevereiro (Boneca Russa) e agora domina novamente no mês de Março com After Life. A curiosidade aqui, além de serem todas produções originais da mesma plataforma, é que as três são comédias. O gênero está tendo um ano maravilhoso, recheado de projetos gostosos de assistir, que não só fazem rir, como também trazem ideias relevantes aos nossos tempos. After Life é uma joia, surgindo como uma das melhores criações de Ricky Gervais. Repleta de gags visuais e piadas de fazer chorar de rir, a série ainda emociona e toca direto no coração do público. Com apenas seis capítulos, After Life é imperdível!

 

Imagem: Netflix/Divulgação

2 – Love, Death & Robots (Netflix)

Nota: 89
Status: indefinido

Em entrevista recente, David Fincher, um dos produtores de Love, Death & Robots afirmou que é preciso repensar o modo de se fazer séries hoje em dia. É preciso pensar fora dos limites estipulados anos antes, por produtores de conteúdo e públicos que já não refletem os anseios da contemporaneidade. Por isso, ele acredita que um episódios precisa ter o tempo que precisa para contar uma história, e apelar ao artifícios necessários para se chegar ao ponto desejado. Love, Death & Robots é uma animação adulta que sintetiza a ideia: os capítulos variam de 5 a 15 minutos e contam histórias diferentes, criadas por equipes diferentes e utilizando métodos diferentes. O resultado é um dos projetos mais ambiciosos e bem feitos da Netflix. Imperdível do início ao fim.

 

Imagem: Sky/Divulgação

3 – 8 Tage (8 Days) (Sky)

Nota: 88
Status: indefinido

Série alemã que surpreende pela qualidade técnica e pela robustez do roteiro, 8 Tage deveria estar fazendo barulho. Superior à grande maioria das estreias dos últimos meses, 8 Dias parte de um ponto gigante, épico, para contar histórias sobre pessoas comuns. Na trama, um meteoro está a 8 dias de distância da Terra. Cairá ma Europa, deixando um rastro de destruição. Nesta perspectiva de terror absoluto, a população se vira como pode, tentando abandonar o continente para salvar as suas vidas e daqueles que mais amam. A série pincela problemas maiores (como a questão dos imigrantes, aqui representados por aqueles que buscam abrigo em países que não serão atingidos pelo meteoro), mas se destaca realmente na jornada de cada personagem.

 

Imagem: Hulu/Divulgação

4 – The Act (Hulu)

Nota: 86
Status: série limitada. Deve ganhar nova temporada focando em outra história.

Reviver crimes modernos e famosos está na moda. De O.J. Simpson aos documentários da Netflix, muitos são os casos sinistros que ganham versões em audiovisual que buscam, além de entreter, algumas respostas sobre o que pode ter acontecido de verdade. A polêmica de Dee Dee e Gypsy, trágicas mãe e filhas, é um prato cheio para qualquer roteirista. Envolto em situações absurdas e surpresas dignas da camada mais tensa da deep web, o caso chega às telas da Hulu como um drama de primeira linha. No elenco, Patricia Arquette brilha, mas quem rouba a cena é mesmo Joey King, irreconhecível no pele de Gypsy Blanchard. Pesada, mas bem escrita e belamente filmada.

 

Imagem: Cartoon Network/Divulgação

5 – DC Super Hero Girls (Cartoon Network)

Nota: 80
Status: indefinido

Os quatro primeiros episódios de DC Super Hero Girls, lançados de uma só vez, formam um belo filme de média metragem. É um acerto da DC enquanto produtora de audiovisual, mais uma prova de que no campo das animações, o selo ainda manda muitíssimo bem. A apresentação das personagens é ótima, sem ser atropelada; a ação é divertida e bem orquestrada e os gráficos são muito bons. O resultado final promete divertir os adultos e principalmente a molecada. Não é um desenho que cai na bobagem de “animação para meninos ou meninas”. Trata-se de um projeto que busca a inclusão, acalentando o coração de todos aqueles que gostam de super heróis e não querem deixar a criança interior morrer.

 

Imagem: FX/Divulgação

6 – What We do in the Shadows (FX)

Nota: 78
Status: indefinido

Baseada no longa homônimo, What We do in the Shadows chega ao FX com a promessa de ser uma das comédias mais bacanas do ano. E não decepciona. Ainda que o elenco seja totalmente diferente do visto no filme, o grupo não decepciona e com muito carisma conquista o público. As piadas funcionam e o estilo de mockumentary é orgânico, sem chamar atenção para si. O grande barato é que, por mais absurdo que as situações sejam, as suposições são bastante críveis; em outras palavras, é perfeitamente possível que vampiros vivessem exatamente daquele jeito caso existissem. Não é um humor para todos, mas merece uma chance até que o espectador se habitue às extravagancias. Roteiro esperto e qualidade técnica no ponto.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

7 – Coisa Mais Linda (Netflix)

Nota: 76
Status: indefinido

3% é uma das produções mais importantes da Netflix, já que foi uma das pioneiras na conquista do audiovisual estrangeiro pelas mãos da plataforma. Hoje, com sua bandeira cravada nos principais países produtores de conteúdo, a Netflix segue ousando. O novo passo no Brasil foi a criação de Coisa Mais Linda, projeto caprichadíssimo que promete acabar de vez com o preconceito para com as produções nacionais. De encher os olhos, a direção de arte vibra aliada a uma fotografia deslumbrante. Isso sem falar nos belos figurinos e na trilha sonora embalada pela bossa nova. O elenco segura as pontas e não decepciona, adotando uma abordagem muito mais orgânica do que aquela vista em 3%, cuja inexperiência do elenco quase pôs tudo a perder.

Já que você está por aqui, confira outras estreias do mês de março.

Imagem: Netflix/Divulgação

Northern Rescue (Netflix)

Nota: 54
Status: indefinido

Northern Rescue talvez seja a tentativa da Netflix de se aproximar do formato seriado da TV aberta norte-americana. Com toda cara de drama barato, a série falha na melancolia, na construção dos personagens, na técnica e no elenco. Nenhum ator funciona em cena, sejam os insuportáveis jovens ou os apáticos adultos. O cenário poderia ajudar, e a história, apesar de batida, poderia render algumas questões familiares interessantes. Fica no meio termo, com uma frieza considerável, e sem despertar o interesse do público.

 

Imagem: Amazon Prime Video/Divulgação

The Widow (Amazon Prime Video)

Nota: 57
Status: indefinido

O piloto de The Widow tem pouco mais de quarenta minutos, mas parece durar uma eternidade. E isso nunca é bom sinal para um episódios de estreia. O capítulo inicial até propõe o início de uma investigação interessante, mas oferece poucos elementos que façam a dedicação valer a pena. Buscando por urgência, a série acaba não despertando interesse ou preocupação do público. Como diversos programas desta lista, The Widow pode encontrar seu público e ressoar, mas deve ser assistido com cautela. Num mês cheio de estreias como março, talvez seja melhor dedicar seu tempo a um projeto melhor.

 

Imagem: HBO/Divulgação

Leaving Nerverland (HBO)

Nota: 74
Status: indefinido

Depois de ter chamado atenção na época de seu lançamento, o documentário que explora as acusações de abuso sexual envolvendo Michael Jackson parece ter esfriado. O impacto do projeto só será sentido com tempo, mas suas implicações devem ser vistas e analisadas com bom senso. Trata-se de uma produção pesada, que conquistou a crítica, mas dividiu o público. Não é nosso dever dizer o que e verdade ou mentira, o que é certo ou errado. É preciso, contudo, assistir ao documentário, mesmo que você seja fã do cantor ou que acredite cegamente nas acusações. É um programa complexo, cujo objetivo não é demonizar uma figura, mas jogar luz em um caso cujas feridas ainda estão abertas.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

The Order (Netflix)

Nota: 75
Status: renovada

Gigante do jeito que é, a Netflix pode explorar diversos formatos e abordagens. Não é como a HBO, por exemplo, que tem uma marca bem definida. A plataforma de streaming experimenta várias pegadas: se Northern Rescue é uma aproximação aos dramas familiares de canais abertos, The Order é um passo em direção ao formato desenvolvido pela The CW. Com elenco jovem, mais preocupado com a beleza do que com o talento, a série mergulha na fantasia com diversos arquétipos e muitas tramas fáceis e envolventes. No fim, a mistura funciona, e não é difícil terminar a primeira temporada, que se desenrola num bom ritmo. O sucesso parece ter sido grande, pois já foi renovada para o segundo ano, e nós voltaremos para assistir.

Imagem: Cartoon Network/Divulgação

Costume Quest (Cartoon Network)

Nota: 73
Status: indefinido

Seguindo a linha das animações da nova geração, Costume Quest mistura fantasia com humor nonsense e animação 2D caprichada. Na trama, um grupo de crianças descobre uma loja com fantasia mágicas: ao vesti-las, você se torna aquilo que a roupa significa. É a chance do grupo salvar o mundo e se envolver em intrigas e perigos. É botinha e tem chance de crescer. Não parece ser o próximo sucesso do Cartoon, tampouco criar um movimento de fãs ardorosos. Bom passatempo para amantes de animações leves, mas que não subestimam nem o público jovem nem o adulto.

 

Imagem: Starz/Divulgação

Now Apocalypse (Starz)

Nota: 58
Status: indefinido

Alguém inventou de chamar Gregg Araki de autor ou gênio e isso subiu na cabeça do sujeito. Agora, ele acha que qualquer coisa que faça pode ser digna de aclamação. Now Apocalypse é uma bobagem autoindulgente que acredita ser muito maior do que realmente é: uma comédia sem graça cheia de jovens apáticos que passam metade dos capítulos nus e/ou transando. Na trama envolvendo fim de mundo, o roteiro até tenta enfiar umas alegoria na goela do público, mas a casca é muito fraca para suportar qualquer ideia mais elaborada. Na esteira do “neon”, que tem ganhado cada vez mais adeptos, Now Apocalypse é mais um que se preocupa demais com a estética do elenco e a trilha eletrônica e esquece todo o resto.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

Se eu não tivesse te conhecido (Netflix)

Nota: 57
Status: indefinido

O erro de Se Eu não Tivesse te Conhecido, espanhola original da Netflix, é esticar o piloto de inutilidades apenas para deixar o “plot twist” para o final do capítulo. Para quem não sabe, a série gira em torno de um homem que perde a família em um acidente; ele então recebe a chance de viajar para outras dimensões e ter uma vida nova. O programa é sobre isso e as viagens interdimensionais são o cerne da ideia; o problema é que o primeiro capítulo força um desenvolvimento torto. Ao invés de construir o personagem e criar camadas para sua personalidade, o show mergulha na monotonia e só engata quando é tarde demais.

 

Imagem: Hulu/Divulgação

Shrill (Hulu)

Nota: 71
Status: indefinido

Shrill se destaca ao trazer uma mulher gorda no centro da trama sem, com isso, tratar apenas do peso da personagem. A série entende, portanto, que obviamente há muito mais para ser tratado do que apenas dietas, roupas que não servem ou constrangimentos sociais. Shrill traz uma jovem mulher no alto de sua juventude adulta, vencendo barreiras na trabalho e na vida pessoal. É uma comédia sóbria, sem muitos arroubos cômicos ou dramáticos. Encontrará seu público com facilidade e pode agradar a longo prazo.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

Turn Up Charlie (Netflix)

Nota: 67
Status: indefinido

É difícil se acostumar com um ator trabalhando num gênero diferente. Idris Elba, por exemplo, fez a carreira em projetos de ação e dramas pesados, como A Torra Negra Luther. Vê-lo na comédia, se desdobrando para fazer humor, parece estranho no começo, mas logo se acostuma. Isso porque o ator tem veia cômica, e apesar de algumas cenas não funcionarem, Turn Up Charlie pode ser assistida sem qualquer dano ao cérebro. Na trama, um DJ aos trancos e barrancos para se sustentar ganha uma chance de ouro: ser uma espécie de babá da filha de um amigo bem sucedido. Fiapo de roteiro em uma comédia mais interessada nas situações.

 

Imagem: ABC/Divulgação

The Fix (ABC)

Nota: 57
Status: indefinido

É difícil enxergar The Fix além do piloto. O fiapo de premissa mal daria para preencher um filme de duas horas, mas parece suficiente para uma série inteira. Na trama, uma advogada falha em levar um acusado para trás das grades. Anos depois, surge uma nova oportunidade de prender aquele que ela acredita ser o culpado do crime que marcou sua carreira. The Fix é uma montanha russa de qualidade: em um momento, surge como um drama fraquíssimo, em outro, é um suspense decente que envolve com seus mistérios. No geral, é uma produção muito fraca para garantir o comprometimento.

 

Imagem: NBC/Divulgação

The Village (NBC)

Nota: 52
Status: indefinido

Sempre que uma série for um sucesso, diversos outros projetos surgirão tentando imitar o alcance. This is Us mostrou que dramas familiares na TV aberta e focado em vários personagens ainda dão pano para manga. Os criadores de The Village perceberam o mercado em alta e apostaram ali. Não que a nova série seja necessariamente sobre uma família, mas a pegada é claramente inspirada no sucesso da NBC. Do drama açucarado, com direito a plots twist tirados do nada, pouco se aproveita. É o tipo de programa que encontrará seu público, e talvez nem seja tão ruim, mas ficou longe de se conectar com este que vos escreve. Se for o seu tipo de série, vá em frente.

Imagem: Freeform/Divulgação

Pretty Little Liars: The Perfectionists (Freeform)

Nota: 54
Status: indefinido

spin-off  de Pretty Little Liars é aquilo que a série original já garantira: um drama jovem cheio de reviravoltas estapafúrdias, mistérios e um elenco bonito e longe do talento absoluto. The Perfectionists bebe nas mesmas fontes e rende a mesma vergonha alheia que o produto original já despertava. Não é terrível, mas é uma coisa voltada realmente para um público específico. Aqui, professores e alunos parecem ter a mesma idade, assassinatos são comuns, a riqueza impera e um quer ser o melhor que o outro. É o tipo de série que olha de cima pra baixo para seu público, quando, na verdade, está bem abaixo de muita coisa. Indicada apenas aos fãs do material de origem.

Imagem: TBS/Divulgação

Tacoma FD (TBS)

Nota: 68
Status: indefinido

Já assisti a algumas séries do TBS para afirmar que o canal até que se esforça e entrega uns projetos bacanas. Não espere nada de genial, mas geralmente são produções com elenco simpático e humor fácil. Não confunda a acessibilidade, entretanto, com simploriedade. Tacoma FD, por exemplo, não é besteirol, mas não se esforça muito para fazer humor. No fim, é um passo acima do sitcom básico e um abaixo das comédias de primeira linha. Está no meio termo, sem ofender ninguém, sem fazer muito alarde. Os shows do TBS são a síntese do próprio canal: inofensivos, mas confortáveis; sempre paramos para dar uma espiada quando estamos zapeando pelo catálogo.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

Osmosis (Netflix)

Nota: 39
Status: indefinido

Pior do que colocar sua marca em coisas ruins é colocar em produtos absurdamente mornos. Osmosis não desperta nada: não excita por ser bom nem irrita por ser ruim. A trama poderia ser um capítulo qualquer de Black Mirror, mas alguém resolveu esticar e fazer uma série inteira sobre o assunto. O resultado é um texto arrastado que ganha vida nas mãos do elenco mais esquisito que uma produção já reuniu no século XXI. Pior do que acender o ódio é despertar a indiferença, e Osmosis é a série mais “qualquer coisa” dos últimos meses.

 

Imagem: Netflix/Divulgação

Traitors (Netflix)

Nota: 63
Status: indefinido

O mundo da TV é mais brutal que o do cinema. Isto porque estreiam poucos filmes a cada semana. Destes poucos, um ou dois valem seu tempo ou despertam o seu interesse. Na televisão, atual, entretanto, a briga por audiência é ainda mais sangrenta. O mês de março, por exemplo, trouxe diversas estreias, como você pode ver neste post. Com tanta concorrência, é primordial que uma nova série traga algo novo para acrescentar e se diferenciar das demais. Traitors, por exemplo, é aquele tipo de programa que não é ruim, mas não tem nada que o diferencie de outros shows do gênero. A recriação de época é boa e o elenco é talentoso, mas talvez seja pouco para segurar a atenção do grande público.

Imagem: Cartoon Network/Divulgação

Victor & Valentino (Cartoon Network)

Nota: 75
Status: indefinido

Investindo na cultura mexicana, Victor & Valentino é uma deliciosa animação do Cartoon Network que diverte e ainda apresenta ao público um novo universo. O primeiro episódio joga a audiência em nomes, costumes e humores mexicanos, fazendo a boa união de aventura e fantasia que tem dado certo nas animações modernas. Os personagens principais são carismáticos, o visual é colorido e criativo e a história é suficientemente boa para conquistar toda a família. Além disso, vale apontar que o programa parece não enveredar para o humor absurdamente nonsense de diversas animações recentes.

 

Imagem: Rai 1/Divulgação

The Name of the Rose (Rai 1)

Nota: 65
Status: indefinido

Releitura do clássico de Umberto Eco, O Nome da Rosa agora ganha um tratamento na TV, em formato de minissérie. Sai Sean Conery, que protagonizou a adaptação cinematográfica, e entra John Turturro. As maiores qualidades do programa vêm justamente do material original e da riqueza técnica da direção de arte e figurinos. De resto, há muito pouco para manter presa a atenção do espectador. O texto se arrasta e muito pouco acontece nos longos capítulos lançados. Parece uma adaptação extremamente referencial à obra literária, esquecendo que é, na verdade, um produto audiovisual e, por isso, carente de outra abordagem.

 

Imagem: Channel 4/Divulgação

Home (Channel 4)

Nota: 75
Status: indefinido

A ideia é ótima: uma família sai do aeroporto em direção ao conforto do lar. Chegando em casa, descem do carro e abrem o porta-malas. Lá está um imigrante, grande e simpático, perdido em meio a malas e roupas. Ele sai do carro e pede para que não chamem a polícia. Ele fugiu de seu país em crise e quer ajuda. A situação inusitada rende uma porção de ótimos momentos. Felizmente, esta não é uma série da ABC, e por isso as piadas não são tolas e óbvias. Trata-se de uma comédia consciente da delicadeza do tema central, que jamais deixa de nos lembrar que a situação talvez não seja tão engraçada, mas profundamente triste. Série de humor inglês que vale a pena ser conhecida.

 

Imagem: BBC Two/Divulgação

Motherfatherson (BBC Two)

Nota: 62
Status: indefinido

Série britânica com Richard Gere é sucesso garantido. Certo? Não. Motherfatherson é daquelas produções que abordam política, mas exageram na dose, deixando a parte interessante de lado e investindo apenas na chatice do meio. O mesmo diz respeito ao modo que o roteiro aborda a mídia: os momentos que Gere incorpora o lado “rei da comunicação” são ótimos, mas escassos. O resultado é um produto distante, frio, que não possui nem conexão entre os personagens nem com o público. Pode engrenar com o passar do tempo e conquistar uma fatia de público, mas não parece ter – ou mesmo querer – vida longa.

Imagem: City TV/Divulgação

Hudson & Rex (City TV)

Nota: 38
Status: indefinido

Hudson & Rex é tão estúpida, que some com um dos protagonistas logo nos primeiros minutos do piloto. Estamos falando, claro, do cachorro Rex. Única fonte possível de graça de uma série que beira o amadorismo, Rex é “sequestrado” e passa a maior parte do capítulo fora de cena. Ora, em uma série chamada Hudson & REX, o mínimo era que a relação do dupla fosse explorada. O elenco é sofrível (a vilã do piloto é absolutamente terrível), o roteiro enfadonho e o cachorro mal aparece. Ou seja: desperdício de dinheiro.

Além disso, completo. Todavia, palavras. Entretanto, brancas. Bem como, verdes. Além disso, completo. Todavia, palavras. Entretanto, brancas. Além disso, verdes. Todavia, necessárias. Além disso.

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Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

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