A nova aposta da HBO Max, Dona Beja (título internacional Madam Beja), está dando o que falar fora do Brasil. Em veículos norte-americanos, a produção vem sendo comparada diretamente a Bridgerton, com um detalhe importante: descrita como uma versão mais sombria, mais quente e politicamente mais provocadora do fenômeno da Netflix.
A comparação surgiu após a estreia da novela da HBO Max, na semana passada. Para os críticos internacionais, Dona Beja surge como a opção ideal para quem está à espera da Parte 2 da 4ª temporada de Bridgerton na Netflix, mas busca uma narrativa menos idealizada e mais crua sobre desejo, poder e liberdade feminina.
Por que Dona Beja está sendo comparada a Bridgerton?

Segundo análises publicadas nos Estados Unidos, a semelhança vai além do figurino exuberante e da ambientação de época. Assim como Bridgerton, Dona Beja aposta em romance intenso, erotismo explícito e protagonistas que desafiam as regras sociais do seu tempo. A diferença é o tom.
Enquanto a série da Netflix flerta com o escapismo romântico, Dona Beja mergulha em temas mais densos. Inspirada na figura histórica real Ana Jacinta de São José, a trama acompanha a ascensão de uma mulher marginalizada pela sociedade que, após ser expulsa do convívio social, passa a usar o próprio desejo como instrumento de sobrevivência, vingança e poder. Em determinado momento da história, Beja decide abrir um bordel, o que dá à série um contorno bem mais ousado do que o visto em produções semelhantes.
A própria HBO descreve a personagem como alguém movida por desejo, liberdade, poder e revanche, elementos que colocam a série em constante conflito moral e social, algo que chamou a atenção da crítica internacional.
Produção ambiciosa e lançamento global
Outro ponto que reforçou a comparação com Bridgerton foi o cuidado visual. A produção criou mais de 3 mil figurinos exclusivos, um número que impressionou a imprensa estrangeira e reforça a aposta da HBO Max em um drama de época com padrão internacional.
Estrelada por Grazi Massafera no papel principal, Dona Beja chegou em cerca de 100 países e territórios, incluindo Estados Unidos, França, Espanha, América Latina e até mercados asiáticos, como Hong Kong.
Com essa recepção inicial, Dona Beja já começa sua trajetória sendo tratada como a “Bridgerton brasileira”, mas com identidade própria: mais escura, mais sensual e disposta a provocar desconforto. Se a comparação vai se sustentar após a estreia, o público internacional logo vai decidir.