Game of Thrones – 5×06 – Unbowed, Unbent, Unbroken

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“Unbowed, Unbent, Unbroken” teve foco em vários plots, mas o de Winterfell é o que está mais gerou comentários por aí.

Vamos começar pela Arya. Confesso que estou achando sua história bastante sonífera, e olha que adoro a personagem. Esperava algo mais movimentado, como treinamento de guerra e tudo mais. Mas pelo visto, ela tem que aprender umas coisas antes, a ser ninguém. Ela tem que aprender o jogo das faces, que particularmente, achei muito chato. Acredito que a história vai se animar mais quando ela se transformar em outra pessoa. Vai ser louco!

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As cenas de Jorah e Tyrion acrescentaram pouco ao episódio. Tirando as piadinhas do Tyrion e o nervoso que dá ao lembrar que Jorah está com Escamagris e pode passar para o companheiro de viagem a qualquer momento, as cenas deles foram bem desnecessárias e aleatórias. Valeu pela participação do ator que interpretava Mr. Eko, personagem de Lost que eu adorava, e a lembrança do pai de Jorah, Comandante da Muralha, Mormont, que até deu uma espada para Jon, quem lembra?

Sobre Mindinho, o que se pode indagar é, ele está mentindo para quem? Cersei não sabe que ele atravessou metade de Westeros liderando um exército Arryn até Winterfell. Mas impressionante como ninguém viu e nem contou para ela, ou para alguém de Porto Real. Baelish sempre estrategista. Muitos planos. Não dá para confiar neste homem.

Em Dorne, as coisas foram bem fracas. Doran Martell quase não aparece, passando a imagem de um Zé Ninguém. As Serpentes de Areia também não estão tendo o destaque que mereciam. Já Jaime e Bronn acharam que seria tão simples resgatar Myrcella, ainda mais ela sendo bem burrinha e não ajudando o tio (aka pai) a fugir?! Ellaria é outra, pilhou tanto, mas nem lutou. Achei também que a segurança do jardim acharam o pessoal tão rápido. Tinham GPS? Achei que a cena, como um todo, deixou um pouco a desejar.

GOT é a única série que consegue comparar religião e puteiro, e mesmo assim parece algo comum de se falar. Em Porto Real, a Fé tem mandado em tudo, e o que tem perturbado a Corte é o julgamento de Loras, armado por Cersei. Adorei que vovó Olenna apareceu. Ela é muito divertida. Mas agora Margaery será julgada, e como assim o Rei Tommen não faz nada? Ele é um banana mesmo, hein?! Uma criança ainda, mas que precisava tomar uma atitude. Quanta diferença dele para o falecido Joffrey. Como estamos então? A Fé acima de tudo? Cersei está adorando esta bagunça.

Agora, vamos para a parte mais polêmica do episódio, o casamento de Sansa e Ramsay. Inicialmente, adorei a atitude dela no banho ao responder Miranda, que ficou super assustada. A voz grossa e profunda intimidou. Finalmente, Sansa deixou de ser sonsa! Eu achei o casamento lindo, cena bem feita, com a árvore coração – represeiro – ao fundo, onde Ned rezava sempre, a roupa mais clara de Sansa, os dizeres. Uma pena que a noite de núpcias foi nojenta daquele jeito. Cena tensa, Theon olhando. Até pensei que teria sido menos pior ter casado com Joffrey nesta hora. Eu esperava que Theon fosse fazer algo, mas ele apenas aguentou o sofrimento. Acredito que a cena foi necessária para vermos o sofrimento dele, para depois ele poder explodir, deixar de ser Fedor/Reek e ficar do lado dos Starks, que é sua família de criação. Cena pesada de estupro sim, mas nos livros foi bem pior, Theon participa, a série foi até sutil. Então parem de mimimi. Só porque não era a Sansa na história de George R. R. Martin (era Jayne Poole), então quer dizer que tudo bem? A violência não é maior só porque foi com a Sansa. Tudo bem, ela sofreu demais, mas isso só mostra a força que ela vem ganhando aos poucos ao longo da série, o amadurecimento, o amargo da vida já mudou muito a menina mulher. Tem gente que ainda não entendeu que tem que parar estas comparações com os livros. São temporadas de dez episódios, é impossível ser tudo igual. Como disse o próprio George, série é série, livros são livros, duas formas diferentes de contar a mesma história. E ainda bem que mudaram algumas coisas, senão a série vai chegar uma hora que vai dar spoilers dos livros. Vamos parar de reclamar, vai? GOT sempre foi desta temática de sexo e violência, se você não curte, não assista. Simples assim.

Eu gostei muito do episódio, me julguem. Filmaram do melhor jeito possível uma cena tensa, complicada. O foco foi no Theon, que era a razão da cena existir. Não tinha como fugir desta situação também, Sansa se casou com Ramsay, isso ia acabar acontecendo. Ela nunca conseguiria manipulá-lo assim de primeira. Interessante que aconteceu isso da mesma forma com Dany e Drogo e não houve tanta reclamação quanto agora. E Mindinho não sabia da situação. Ele não sabe que Ramsay é psicopata, mas apenas que os Boltons não são muito confiáveis, mas isso todos já sabem, desde o Casamento Vermelho. Enfim, polêmicas à parte, gostei bem mais deste episódio. A temporada tem melhorado. Confira a promo do próximo episódio:

 

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Paula Reis

Paula Reis

Advogada e concurseira de plantão, no Mix, é editora de reviews e colunas. É viciada em tudo sobre Game of Thrones e adora séries jurídicas.

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