Gotham: o que achamos do surpreendente piloto

Gotham

 

O episódio piloto de Gotham foi exibido na Comic Con, em San Diego, no último dia 26 de julho em um painel concorrido, junto com os pilotos de Flash, Constantine e o trailer da 3ª temporada de Arrow (confira nossa cobertura aqui).

Se você está esperando um seriado teen estilo CW ou um procedural chato, pode perder essa esperança. O piloto de Gotham mostrou que a série é um drama sólido, com pitadas certeiras de humor, que veio para agradar fãs de séries de máfia (e de Batman, claro).

Em um episódio mais centrado em apresentar personagens, vemos uma Gotham claramente inspirada em Nova York dos anos 70, porém com um ar mais sombrio. Logo de cara conhecemos Harvey Bullock ( Donal Logue) e seu recém chegado companheiro James Gordon (Ben McKenzie) e vemos o primeiro contato dos dois, deixando claramente quem podemos odiar e amar. É a partir desse ponto que vemos o inicio da investigação da morte dos pais de Bruce Wayne (acredito que essa investigação irá se estender a toda temporada, ou pelo menos, a alguns episódios), e com o desenrolar dos fatos, conhecemos alguns personagens conhecidos do público em sua versão mais jovem.

Gotham-Premiere-Penguin-Easter-EggsOs personagens são apresentados não de forma direta, mas sim de uma forma mais racional. Por exemplo, o Pinguim, brilhantemente interpretado por Robin Taylor, é introduzido a partir do famoso guarda-chuva e de sua passada característica. Uma sacada genial que além de explicar o porquê do uso do guarda chuva, apresenta o personagem de uma forma mais humorada e simples. Outro personagem já introduzido logo no piloto, é o de Selina Kyle (Camren Bicondova), que aparece em becos e escadas de incêndio mostrando que, o fato da personagem ter presenciado a morte dos pais do Bruce, não é tão aleatório quanto parece.

Um dos pecados da série é o uso exagerado de Bruce logo no primeiro episódio. A aproximação de Jim e Bruce também é algo um pouco forçado, deixando um “vazio” no personagem de Jim, ao ponto de tornar inverossímil com o caráter do personagem. Sem dúvidas, o melhor personagem do núcleo Wayne é o mordomo Alfred (Sean Pertwee), que conseguiu retratar com fidelidade o típico mordomo inglês com sotaque carregado.

A fotografia de Gotham chega a beirar a cafonice, mas de uma forma interessante. Visualmente, o episódio é escuro, apenas utilizando iluminação de portas de janelas com luzes amarelas e vermelhas. O ambiente é pesado, como se fosse um filme noir dos anos 70, cheio de fontes de luz e efeitos visuais para todos os lados. Os filtros são bem definidos, deixando um ambiente mais sombrio e misterioso.

 

Gotham

Gotham parece sim ter chegado para tentar agradar (pelo menos conseguiu o feito durante a sua exibição na Comic Con) e tentar contar uma história ambientada em uma cidade de fantasia, com pequenas dosagens de humor e muitos capangas e mafiosos caricatos. A receita para o sucesso parece ser a mesma das adaptações de Batman para o cinema: uma grande história policial em meio ao Carnaval que é Gotham City, junto com seus habitantes caricatos. Espero que essa receita dê certo e Gotham consiga conquistar mais pessoas em sua premiere mundial, dia 22 de setembro.

Nós aprovamos!

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