Gypsy – 1×02 – Morgan Stop

Imagem: Netflix/Divulgação (Reprodução)

Com um segundo episódio bem melhor que o de estreia, “Morgan Stop” aprofundou essa obsessão de Diane por Sidney, ao mesmo tempo em que Jean enfrenta situações difíceis no seu casamento e com sua filha. A psicóloga começa a se afundar nas suas mentiras e não temos nem ideia de onde é que isso vai dar.

Começamos com Jean se encarando no espelho, mais uma vez. Me pergunto o que ela vê quando se olha ou o que procura, porque fica claro pra todos que quando ela se olha, algo está claramente errado. Ao mesmo tempo, Sidney envia uma mensagem pra ela, que se sente perturbada enquanto não abre.

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Se sua vida profissional está enfrentando dificuldades, não podemos dizer que na pessoal as coisas estão melhores. Ao encontrar uma amiga no supermercado, Jean descobre que Michelle (mãe da menina que Dolly beijou no episódio passado) não confirmou a presença no aniversário de sua filha. Não sei dizer se foi pelo comentário da cozinha ou pelo comentário do aniversário, mas Jean queria muito bater nela naquele momento.

Como o dia já não estava bom, Sam conta em sua consulta que saiu com Sidney. A cara de Jean foi impagável, não acharam? Quando ele diz que ela deve ser uma “distração idiota” foi cômico, como forma de se “vingar”, a terapeuta o incentiva a assinar uma declaração de que não voltará a ter contato com Sidney. Agora fica a dúvida, ela faz isso por ele ou por si mesma?

Vimos mais um pouco sobre a confusão de Dolly com sua identidade, a menina quer cortar os cabelos mas a mãe não permite. Fica claro que ela se espelha em figuras masculinas e Jean não sabe muito bem como lidar com isso. A cena da decepção dela quando Michael diz que não virá para jantar o bife bourguignon foi de cortar o coração, apesar de ser um marido e pai amoroso, a impressão que temos é que tudo passa despercebido diante de seus olhos. Menos Alexis, claro, que tem direito a se meter em tudo, como Jean diz.

Já Claire, não consegue aceitar como Jean insiste em conduzir as consultas. A terapeuta está claramente escolhendo o lado da filha (que agora é sua colega de salão de beleza), o que é inaceitável, tendo em vista sua posição. É fácil vermos que Jean começa a pegar um caminho sem volta no que diz respeito a sua profissão, ela não se arrepende de estar tão envolvida e continua insistindo, só não sabemos com que intenção. Imagino que seja apenas questão de tempo até que ela vá atrás da mãe de Allison ou até de Tom, o suposto namorado. Foi de cortar o coração as cenas da menina sofrendo por estar tão sozinha e ser tão dependente dos remédios, a terapeuta não conhece limites e isso, com certeza, não ajudou.

Imagem: Netflix/Divulgação (Reprodução)

E a Alexis trouxe uma história nova que, acredito eu, servirá de déjà vu para o que deve acontecer em breve. Ela já se envolveu com seu antigo “chefe” e não me venham dizer que não tem interesse ali, quem é que vai jantar com o chefe e pega a garrafa de vinho da gaveta? A decepção dela foi palpável quando Michael disse que não era preciso ficar quando ele estiver falando com a Jean, mas vida que segue né…

Então chegamos no melhor momento do episódio. Jean decide que Diane irá encontrar Sidney na balada no meio do nada. Chegando lá, ela descobre que a garota teve um relacionamento com Talia antes de Sam e que foi muito significativo. Retomamos também a história do pai de Sidney, que não sabemos se é verdade ou mentira, já que todos os amigos conhecem a mesma história que Sam. Então, na Hora H, quando a temperatura estava lá em cima, Dolly liga e Sidney atende. O que causa em Jean uma explosão, ela acusa a garota de invadir sua privacidade e ser extremamente egoísta (alô hipocrisia).

Chegando em casa, temos Jean e Michael mentindo um para o outro e escondendo o que realmente está acontecendo. Será que é possível ele não ver o que está acontecendo com a mulher? As mentiras que ela inventa mal fazem sentido, mas entendo, visto que ele não está tão interessado assim.

Nota 1: Quem é Melissa? Por que Jean pareceu tão afetada quando ela foi mencionada?
Nota 2: Quão bizarro é a pessoa ter que ficar ensaiando no elevador pra dizer que quis fazer uma escova?
Nota 3: “Obsessão da Sasha pelo paciente, que beira o inapropriado….”. Parece alguém que eu conheço.
Nota 4: Ela escolheu o colar no outro episódio e não tirou mais.

Com um segundo episódio bem melhor, Gypsy se mostra um tanto quanto perturbador quando se analisa os limites que Jean, como terapeuta, ultrapassa. O único problema se localiza na duração dos episódios, muita coisa acontece ao mesmo tempo e quando a gente termina se sente perdido, espero uma maior unificação dos acontecimentos nos próximos episódios.

Espero que estejam gostando tanto quanto eu, espero vocês amanhã pro terceiro episódio. Até lá!

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Gabriela Scampini

Paulista, estudante de Direito e geminiana. Apaixonada por livros e séries, mesmo sem ter tempo pra nenhum dos dois. No Mix, escreve a coluna #MixAudiência, além das reviews de American Crime Story, Black Mirror, Chicago Fire e The 100.

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