Legends of Tomorrow – 2×17 – Aruba – [SEASON FINALE]

Imagem: Banco de Séries

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Mais uma vez, LoT termina sua saga de maneira inusitada. A começar pelo nome do episódio. Lembro bem que, quando soube que “Aruba” seria o título, sentimentos confusos vieram à tona. Claro que, de maneira cômica e inusitada, os produtores souberam trabalhar essa ideia. Isso culmina em uma tecla que venho batendo a tempos. A série cresceu muito nesta temporada e, quando analisada, percebemos sua peculiaridade perante o universo DCW. Ela não tem a seriedade de Arrow, o drama de Flash e a diversão de Supergirl. LoT vem como um combo perfeito que traz o melhor de cada.

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O plot da Lança do Destino foi bem trabalhado. Souberam encaixar as posições de cada personagem perante a situação. Mais do que óbvio, percebemos que tudo volta a normalidade com o tempo. Quer dizer, quase tudo. A Liga do Mal foi um tiro no escuro que deu certo de algum modo. Por mais que estivéssemos estasiados de Malcolm e Damien, os personagens tiveram a importância necessária durante toda a temporada. Neste fim, o destino de cada um foi traçado e a linha temporal segue seu caminho #AprendeBarry.

No meio da confusão, a saída foi inusitada. Ir contra seus preceitos e voltar no tempo foi um risco interessante. O jogo de ideias entre duas versões de você mesmo traz um diálogo curioso. Estamos em constante transformação. Ideais surrealistas podem parecer normais em um futuro não tão distante. Uma mudança na vida altera toda a conformação de pensamento. Isso foi abordado através das diferenças entre nossas lendas. A análise de que o futuro servia como uma aberração do tempo me surpreendeu, assim como as mortes frias e calculistas provocadas pela Liga. Não sabia bem se quem tava morrendo eram os originais ou os que vieram do futuro. Foi tudo muito intenso e confuso.

Imagem: Banco de Séries

Alguns personagens perceberam como a impulsividade as vezes pode ser benéfica. Se Nate não tivesse o diálogo com seu eu do futuro, provavelmente não teria se declarado pra Amaya. Se Sara não tivesse este mesmo diálogo, provavelmente se convenceria de que um futuro ao lado de sua irmã poderia resolver as coisas. Um adendo aqui pra parte que Laurel aparece pois tomei um grande susto. As frases de Sara sobre a força e coragem da irmã não saem da minha cabeça. Foi uma grande lembrança da sua morte e a saudade que sinto da personagem.

Tudo endireitado. Vilões em seu devido lugar, lendas com sua vida inalterada, despedidas importantes, permanências ainda mais interessantes. O time agora está fixo, mas gostaria de mais algumas agregações a essa equipe. Tudo parece estar encaminhado, mas aquele plot twist sempre deve estar presente. Essa parte me deixou um pouco chateado. Sei que o encontro das duas linhas temporais não poderia passar em branco mas levar dinossauros para o futuro foi um pouco demais. Espero que a série não entre na maldição da terceira temporada e volte com um sentimento de tédio. LoT teve um ano para construir uma imagem digna e o fez. Seria muita palhaçada atrapalhar tudo por agora. Espero que o retorno traga novidades e adoraria ver como isso afetaria as outras séries nesta reta final. Mais uma temporada de encerra e deixo meu abraço com vocês. No fim do ano nos encontramos novamente para conversar um pouco mais. Um grande abraço e até lá!

Lucas Franco

Lucas Franco

Mineiro, Escorpiano, 20 Anos, Estudante de Medicina. Direto do Arkham Asylum para o Mix. Eterno fã de Chuck, E.R. e Friends (RIP). Por entre as madrugadas vive a dualidade dos estudos e das séries. No Mix, escreve as reviews de Quantico, The Good Doctor e Legends of Tomorrow.

1 comment

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    Felipe Saraiva 16 maio, 2017 at 11:26 Responder

    Essa segunda temporada conseguiu se sair tão bem que achei até melhor do que as atuais temporadas de Arrow e The Flash, talvez porque abraçou de vez a galhofa e divertiu, como tem que ser uma série de heróis do segundo (terceiro) escalão =)

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