Limitless – 1×09 – Headquarters!

Imagem: Banco de Séries
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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Que Limitless consegue fazer milagres, disso nunca duvidei. Afinal, a série nunca pretendeu realmente ser uma superprodução ou atuar simplesmente como um legado ou uma mera continuação by default. Também nunca duvidei que a série conseguia fazer bom uso de qualquer referência. “Headquarters!” é a prova disso.

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Num episódio despretensioso, que deixou a “ação” semanal do FBI a cargo de um procedural – na verdade, já que eram dez criminosos, de dez procedurais – envolvendo a captura dos Ten Most Wanted do FBI e teve alguns de seus melhores momentos sem o Brian com NZT, a série relembrou muito do que faz dela uma das melhores estreias da fall season.

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A cruzada de Brian por um quartel-general foi excelente, mas não tanto quanto ver os repetidos “nãos” de Naz transformados em uma música. Essa liberdade que a série tem para brincar consigo mesma tem sido uma de suas melhores características até aqui.

Duas reclamações talvez tenham que ser feitas, mas elas não diminuem realmente a qualidade do episódio. Primeiro, embora tenha sido um momento notável, Mike e Ike foram diferenciados, separados, e colocados em situações bem diferentes (#PenaDoIke). A segunda, e talvez a mais forte das reclamações é que exageraram demais no tom do Brian com NZT. O personagem já é caricato em certos aspectos, e não vejo motivo para aumentar ainda mais isso.

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Mas, deixando as reclamações de lado, enquanto Brian se divertia inserindo mais cores na série e usando a sinestesia (C’mon!) para tentar encontrar um dos Most Wanted (e sendo trollado por Rebecca no processo), Casey e Boyle compartilharam uma trama só deles e tiveram uma discussão interessante sobre o que faz de Brian especial. Especulações a parte, não consigo entender a razão para Casey ter tanto interesse no assunto. Afinal, mesmo que a proximidade entre Brian com Rebecca seja algo a ser notado, não acho que algum tipo de ciúme ou territorialismo motivaria alguém como Casey Rooks a fazer esse tipo de pergunta.

Estranhamente, no meio de toda a caçada em si, as cenas de Rachel e Brian foram muito legais. A série tenta humanizar Brian de muitas formas, mas essa humanização acaba sendo só um paliativo, já que o lado menos humano e mais lógico de Brian, combinado ao seu senso de humor, é o que torna a série tão boa. Mas desta vez, numa cena simples, e sem que Brian esteja sob os efeitos do NZT, o personagem pareceu mais humano do que nunca.

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A série conseguiu me chocar exatamente com isso. Na primeira parte do episódio, enquanto Brian estava tentando convencer Naz ou até mesmo quando ele estava caçando uma cor e um cheiro, o NZT era uma parte do processo. Mas quando as maiores decisões precisaram ser feitas, oferecer o NZT a Lawrence para que ele pudesse encontrar a resposta que precisava, conseguir o que queria – mesmo que sem a exclamação – e lidar com o pai… todas essas coisas ele fez sem o NZT.

A série sempre nos entrega uma ou duas surpresas, e fazer isso sem o NZT provavelmente foi a maior delas. Afinal, quem não ia querer ser parte dos Bruntouchables e participar de todas aquelas loucuras mostradas no fim do episódio? Menção honrosa para Blair Brown – AKA Nina Sharp (#SaudadesFringe) – que, mesmo em pouco tempo de cena é alguém que os fãs de Fringe (este que vos escreve principalmente) sempre gostam de rever.

Porém, pela primeira vez, Limitless nos deixa sem um cliffhanger da trama central para imaginar o que acontecerá na próxima semana. A visita da família de Brian trouxe de volta alguns problemas, e acho que, agora que ele está ciente de como o filho está vivendo, acho que Dennis Finch terá uma ou duas coisas para dizer. Mas, teremos que esperar até “ARM-AGGEDON” para descobrir quais serão os novos desenrolares que a história vai tomar. Por enquanto, só resta esperar por mais um episódio bom (e mais dos Bruntouchables!).