Lucifer – 1×01 – Pilot [SERIES PREMIERE]

Imagem: Hypable

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Para entender melhor mais uma adaptação de quadrinhos, vamos contextualizar a todos. Lúcifer é um personagem da DC Comics baseado no anjo caído e que entediado no inferno resolve tirar o melhor da sua existência em Los Angeles. A Fox resolveu apostar nessa adaptação buscando conquistar também o seu espaço no atual cenário de adaptações de heróis e vilões, e no caso um vilão-herói. O episódio piloto acabou sendo vazado meses antes de sua exibição e já podemos tirar algumas primeiras impressões da sua história.

 Tom Kapinos (Californication) é o showrunner da série. Lucífer é interpretado pelo ator galês Tom Ellis e o arcanjo Amenadiel é interpretado por D.B. Woodside. A introdução não poderia ser diferente, Lúcifer tirando o máximo da vida e mostrando que o melhor do “andar de cima” é sim a curtição. O tom sarcástico de Lúcifer que todos esperavam não deixa de nos lembrar da série recentemente cancelada (injustamente, na minha opinião) de John Constantine. Ainda no estilo comparação, esse ar de anti-herói até nos recorda o Sawyer de Lost.

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Deixando comparações de lado, posso afirmar que gostei do episódio, porém ainda falta muito para construir uma relação entre o protagonista (o diabo) e a detetive Chloe Dancer (Chicago Fire), sendo que a trama se baseia no relacionamento deles na resolução de vários casos – ou seja, um procedural.

Chloe, é uma ex-atriz que se tornou policial para fazer o certo pelas pessoas, e que apresenta uma relação complicada com Dan, seu ex-marido e também detetive. Juntos eles tem uma filha, Trixie, que por sinal tem ótimas cenas com Lúcifer já neste primeiro episódio.

A principal relação que deve e acredito que irá ser explorada é entre os dois protagonistas da série. Percebe-se um pouco da desconfiança e até dúvida por parte de Chloe de quem realmente é Lúcifer. A cena entre a criança e ele no corredor da escola mostra como as crianças o entendem mais rápido do que um adulto. Pela parte óbvia do nome, as pessoas nunca fazem uma ligação direta com uma possível criatura do além, ou nesse caso, do inferno. É nessa parte que a relação entre os dois deve ser construída, pois em nenhum momento Lúcifer nega quem ele realmente é, sendo um dos pontos altos do personagem e do que acredito da escolha correta do ator, pois o sarcasmo nestes momentos é impagável.

Lucifer

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Porém, saber explorar essa possível descoberta de quem ele realmente é por parte da detetive, que na minha opinião vai conquistar o público e garantir ou não a renovação da série. E sempre vai existir a perguntar: E depois disso? Uma vez que a detetive conheça quem realmente é Lúcifer, qual será a abordagem dos roteiristas?

A terapeuta também chama a atenção neste episódio, pois neste caso que de forma indireta acaba analisando Lúcifer. Mas ele também se sente um pouco “atingido” pelas palavras de Linda (Rachel Harris). E neste momento deu aquela recordação de The Sopranos, que sempre enfatizou nesta relação secreta entre médico e paciente.

E com certeza Lúcifer consegue extrair o melhor da doutora, tanto é que o episódio encerra na cena dele voltando para uma pós–consulta. Essa relação tende a crescer na série e se mostrou bem necessária para o desenvolvimento da trama, pois, por que Lúcifer já cansado de tudo e também com tédio da Terra, voltaria ao consultório de Linda? Nos resta esperar pra saber o que vem por aí!

Apesar de todos os aspectos positivos que falei aqui, o primeiro episódio desenvolveu muito rápido já mostrando uma relação difícil que se resolve com uma situação de quase morte da detetive. Ainda há tempo de muitos caminhos serem tomados. O elenco é ótimo e acredito sim que pode virar um sucesso. É só tomar bastante cuidado agora no início.

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