Madam Secretary – 1×18 – On The Clock

On The Clock Madam Secretary MAIOR

Imagem: Spoiler TV

 

São poucas as produções, sejam estas no cinema ou na televisão, que conseguem falar sobre temas atuais com verdade, precisão e imparcialidade, agora imagem tratar de assuntos que podem acontecer, isto é, transformarem-se em assuntos de debate e discussões. Madam Secretary, vejam, só falou exatamente aquilo que seria abordado na semana de 28 de março até de primeiro de abril. O porquê? Ao tratar sobre armas nucleares e conflitos geopolítico em razão disto.

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Imagem: Entertainment Weekly

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Tal matéria esteve nas manchetes desta semana por dois motivos – o primeiro foi pelas bobagens que o pré-candidato a presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano, Donald Trump, falou para Anderson Cooper no CNN Town Hall que iria permitir o Japão e a Coréia do Sul de terem armas nucleares no futuro. Já o segundo motivo foi pelo fato do Presidente Barack Obama ter recebido mais de cinquenta líderes mundiais em Washington para falar sobre armamento nuclear. Percebe o quão pontual Madam Secretary foi?

O melhor disso tudo é que tal debate não entrou como o protagonista da história assim como todos os outros temas tratados por esta série. Trazer a Índia para o centro da problemática foi algo tão inteligente quanto os conflitos que o roteiro já trouxera com o Canadá e o Chile anteriormente, visto que ajuda o próprio texto a fugir um pouco das questões com o Oriente Médio, mesmo que sejam inevitáveis e ainda dão um sopro de criatividade para algo que trata de temas tão complicados como esses aqui.

Gosto muito do tom cômico que os roteiristas dão em cenas como uma máquina de lavar estragada, ou na escolha de uma roupa que resulta em uma piada constrangedora com Grace Kelly. Além disso, acredito que quanto mais próxima da realidade Madam Secretary fica, melhor. Vejam pela cena, bem dirigida por sinal, em que Elizabeth dá uma entrevista para uma jornalista cultuada, algo parecido com Diane Swayer, que acaba dando alguns problemas para o próprio governo nas eleições futuras. Verossimilhança ajuda tudo a desenvolver-se melhor.

Em suma, afirmo que esta série está vivendo o auge da sua criatividade ao propor discussões latentes como armamento nuclear. Entretanto, ainda precisa saber o que fazer com seu elenco coadjuvante que sequer aparece para participar de uma grande cena que tem um diálogo interessante. Presidente Dalton é, aparentemente, um republicano, mas a homossexualidade de Blake nunca trouxe problemas para a administração. Daisy flutua atrás de algo para fazer, mas termina sempre no lugar comum e machista – procurando homem.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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