Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 3×13/14 – Parting Shot/Watchdogs

Imagem: Banco de Séries
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Imagem: Captura de Tela/Reprodução

 

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A segunda parte da nossa jornada pelos episódios de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. alcança os episódios “Parting Shot” (3×13) e “Watchdogs” (3×14) e promete nos levar por aventuras tão boas quanto as primeira.

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Na verdade, “Parting Shot” já começa, logo no título com um agouro nada favorável, e essa sensação de que ou Bobbi ou Hunter vão passar problemas sérios na Rússia só se agrava quando vemos os dois sendo interrogados por um agente da Interpol com a acusação de ter assassinado três diplomatas russos.

Imagem: Arquivo Pessoal/Richard Gonçalves
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Toda a estética dual, com flashbacks e flashfowards mínimos acontecendo, mostrando o interrogatório e os desenrolares da missão, lembrando um pouco da missão de Ward e Fitz na primeira temporada, acabou sendo uma jogada brilhante da produção.

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Mas, suposições a parte, a trama da invasão foi muito boa. O contraste que está sendo traçado entre Hunter e May tem rendido cenas excelentes, especialmente porque é impossível saber se May realmente não gosta de Hunter ou se ela tem alguma preocupação maior. Em compensação, Daisy e Bobbi formam uma dupla muito boa – que reinou com o alívio cômico “Come on, Daisy. You can hack the Pentagon and shake the Earth. You’re gonna let a few backwards letters trip you up?”. Talvez a única falha aqui é que Mack continue sobrando, porque até o plano maligno de Malick fez sentido.

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As cenas de luta também não deixaram – como sempre – a desejar. Os destaques da vez foram Daisy, que cada dia mais reproduz o estilo de luta de May, a própria May, que nos relembrou como a Cavalaria gosta de fazer as coisas, e é claro, Bobbi e Daisy lutando contra a sombra do General.

Infelizmente, nem sempre as coisas terminam como elas deveriam. E por hora, parece que Bobbi e Hunter terão que dizer adeus as aventuras com o #TeamCoulson por um longo tempo. Era óbvio que o Primeiro Ministro não tinha a menor intenção de ceder, e convenhamos, depois de décadas de hostilidades, era de se esperar que no momento em que uma tensão nível Guerra Fria, só que com Inumanos e não ogivas, está dominando o mundo, alguém eventualmente acabaria caindo em desgraça.

O único defeito do episódio, e aqui não falo de uma falha na narração, na escrita ou na execução do episódio, mas sim pela perda em si, tenha sido o triste “fim” legado a Bobbi e Hunter, marcados para uma vida fora daquilo que eles fazem de melhor. Ah, não vamos esquecer da filha bizarra de Malick… essa eu realmente não entendi o que tem a ver com a história.

Claro que Bobbi e Hunter não partiriam sem uma despedida digna, sem uma Despedia de Espiões. Talvez uma das cenas mais emocionantes da temporada até aqui, e orquestrada com um charme que vem da simplicidade da cena em si, feita nas sombras, onde a S.H.I.E.L.D. atualmente é forçada a viver, num bar qualquer, os dois agentes recebem as lágrimas silenciosas dos colegas, um adeus pequeno, mas simbólico, pelos serviços que eles prestaram.

É claro que nem tudo é tristeza. E depois desse final denso e de um cliffhanger aparentemente desconexo, era difícil, talvez impossível, imaginar que “Watchdogs” nos levaria para conhecer Ruben Mackenzie – interpretado por Gaius Charles, figurinha conhecida por Blindspot, Friday Night Lights, The Stanford Prison Experiment e é claro, Grey’s Anatomy – o irmão mais novo de Mack.

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Confesso que até faz sentido, centrar um episódio no personagem que acabou de perder seus dois grandes amigos, as duas pessoas que sobreviveram com ele a tanta coisa – antes, durante e depois da queda da antiga S.H.I.E.L.D. –, mas acho que a curiosidade geral estava com Hive e Malick, o que fez dos desenrolares do episódio um tanto inusitados.

Claro que o momento reflexivo sobre o papel dele em tudo isso, sobre o que acontecerá no futuro, sobre o que fazer sem Bobbi e Hunter, e até mesmo o tempo – para roubar a piada de Talbot – sentado em família cantando “Kumbaya” não dura muito, e quando a moralidade é questionada, ele e Daisy finalmente tem um confronto, pelo menos moral. E é claro que as liberdades civis e tudo mais são soberanas, e que ela estava errada em pensar em agir de maneira mais agressiva, mas não acho que o idealismo de Mack tenha realmente espaço dentro da equipe. Esse tipo de idealismo motivou figurinhas como Jiaying e John Garrett anteriormente.

É claro que, no fim das contas, ele acaba tendo cenas excelentes com o irmão, contando que trabalha para a S.H.I.E.L.D. e até mesmo usando uma imitação de machado, talvez uma das únicas constantes do personagem que eu realmente goste.

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Bom, mas tudo isso só acontece por causa da aparição dos Watchdogs, clamando por nada menos que o Ato de Registro, algo que chega como um dos primeiros prelúdios para Civil War, prelúdios que devem acabar com os eventos envolvendo Bucky e o Capitão que os trailers já nos mostraram.

Mas como estes são só os bons e velhos easter eggs que a Marvel ama nos entregar, vamos (depois de mencionar que o mesmo Nitramine que vimos aqui é aquele que Peggy Carter teve que lidar em seu primeiro episódio da primeira temporada de Agent Carter) voltar a estória principal. Felix Blake, outra coisa que simplesmente resolveu “voltar” das temporadas anteriores, parece determinado a fazer o máximo de estrago possível.

Enquanto isso, Coulson – numa caçada falsa feita para ensinar uma lição – parece finalmente disposto a pesar e medir Lincoln, e apesar da minha descrença na estabilidade do rapaz, acho que finalmente ele está pronto para a full experience da S.H.I.E.L.D.

No departamento do inesperado, o medo de Jemma de ser indefesa, e a responsabilização por ter soltado Andrew e pelas mortes que ele causou só não foram mais surpreendentes pelo fato de May não ter confrontado a cientista antes, porque conhecendo May e sua tendência a não deixar assuntos inacabados, era óbvio que uma parceria para sanar o assunto Lash de uma vez por todas surgiria, o que acabou acontecendo.

O episódio nos deixa com mais dúvidas do que nunca, principalmente porque não consigo imaginar pra quê Malick precisa de uma ogiva nuclear se ele está juntando Inumanos e tem Hive a disposição. Uma coisa é certa: ainda vamos ver muito de Blake e de seus Watchdogs, e talvez, só talvez, Daisy esteja certa em considerar manter o mini-Mack por perto.

Mas, como para descobrirmos mais sobre os planos de Malick, sobre o que acontecerá com o mini-Mack e sobre como essas fronteiras morais que Daisy começou a cruzar afetarão a história assistindo aos próximos episódios, vou terminar por aqui. Fiquem ligados nas reviews de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. aqui no Mix e até a próxima!