Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. – 4×21 – The Return

Imagem: YouTube/Reprodução

Depois de toda a onda de emoções que foi a saída de parte da equipe do Framework, no episódio passado, nessa semana, Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. continua sem diminuir o passo em direção a uma season finale que promete ser bombástica. “The Return” é, claro, um episódio de preparação para a finale, mas não deixa a desejar em nenhum segundo da trama. Literalmente segundo algum.

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Prova disso é que nem temos tempo de recuperar o fôlego do susto que foi Aida ter poderes e. depois de bater os calcanhares três vezes com seu sapatinho de rubi, levado Fitz junto para Oz. Porque a surpresa que esperava por trás da porta número dois era o maldito russo – que totalmente esquecemos no episódio passado – pronto para matar Coulson. E a emoção continua nas alturas quando Coulson, depois do russo fazer um trocadilho infeliz sobre S.H.I.E.L.D. e shield (escudo, em inglês), corta fora a cara do robô com mais uma aparição do escudo embutido em sua mão robótica. É claro que isso perdeu um pouco a importância quando descobrimos que o russo esteve “se replicando”, e a base está cheia de cópias dele.

Seguindo num corte de cenas frenético, nos vemos no Zephyr enquanto Daisy, Simmons e a equipe tentam sobreviver ao ataque ordenado pelo maldito russo. Contudo, e agradeço por isso – já que a situação no Zephyr não está melhor do que a da plataforma de petróleo – o roteiro finalmente nos entrega alguns segundos de calmaria, que mais tarde se provaram uma referência a outro momento do episódio, quando Coulson e May tiram alguns segundos para discutir o que aconteceu desde que ela foi substituída pelo LMD e o que teria acontecido com Robbie.

Infelizmente, embora essa pausa tenha nos levado de volta ao Zephyr, onde a equipe conseguiu livrar-se da perseguição aérea, ela abriu espaço para outra pausa que, sinceramente, pouco me importa. Porque mesmo tendo shippado – como todo mundo – Fitz-Simmons, depois de tudo o que aconteceu no Framework, pouco me importa o que Fitz está passando ou onde ele está. Mas, claro, precisamos saber onde Aida está. Infelizmente de novo, ser forçado a aturar o teatrinho de “eu era uma escrava” que ela tentou jogar foi ainda mais patético. C’mon! Nem em peça de escola se vende esse tipo de baboseira. O mais irônico é que, enquanto ela alega ter feito tudo para poder ter as próprias escolhas, agora que ela as tem, ela está privando Fitz desse mesmo direito.

Ainda nas notas infelizes, enquanto queremos ver o que acontecerá com os agentes no Zephyr, com Mack e até com Coulson e May – que agora sim estão numa situação escorregadia – somos forçados a suportar segundos precisos jogados fora com Fitz tentando ensinar humanidade ao robô que conseguiu virar uma menina de verdade. C’mon!

E não me entendam mal, isso não diminuiu em nada a qualidade do episódio, mas foi tedioso, para dizer o mínimo, perder tempo com isso quando Talbot declarou Daisy e os outros terroristas e toda a S.H.I.E.L.D. está em fragalhos – para não mencionar Coulson e May lutando para sobreviver. Pelo menos, e essa é a redenção de toda essa lenga-lenga de Aida, o russo teve a oportunidade de jogar na cara dela a ironia gigantesca que é o arrependimento dela por ser a cretina que ela foi até aqui.

Falando em redenção, parece que o russo não era o único disposto a fazer o que eu já queria fazer há muito tempo. Quando Simmons atirou em Fitz – mesmo que com aquele tranquilizante bonitinho e hith tech – eu aplaudi de pé. Algo que aconteceu também quando Aida – como era ÓBVIO que aconteceria – surtou depois que Fitz admitiu que só amava Simmons.

No fim, as coisas chegaram a um ponto crítico muito mais insano do que os meus mais absurdos sonhos. Tanto no Framework quanto fora dele, o mundo está desabando. Não acho que Talbot vá perdoar Coulson ou a S.H.I.E.L.D. depois de tudo o que aconteceu e Daisy com toda certeza terá problemas, já que Aida se assegurou em fazer parecer que as mortes foram todas causadas pelos poderes de Quake. Yo-yo, num ato de estupidez motivada por emoção, entrou num cenário de puro pesadelo – e ainda comprometeu a energia e estabilidade do Zephyr, a única base que nossos heróis parecem ter. Certo, Robbie está de volta – aparentemente sem Eli – mas será que ele tem poder suficiente para deter o Inumano por excelência? Afinal, além do que parecem ser todas as mutações poderosas já mostradas na série – embora eu não entenda por que ela não acrescentou Hive a mistura – Aida tem a determinação de uma mulher abandonada e, não vamos esquecer, um russo escroto e o Darkhold. Nem toda a B12 do mundo cura essa ressaca. Agora, só resta esperar pelo confronto final. See ya!

Arquivos perdidos da S.H.I.E.L.D., entrada 1: O poder inumano dado a Aida por ela mesma parece ser uma variação do que Gordon possuía. Será que isso significa que uma versão de Gordon existia no Framework ou Aida simplesmente quis dar uma de Noturno? É claro, ela tinha todos os outros poderes dos outros Inumanos principais… Pelo menos nisso ela fez uma boa escolha.
Arquivos perdidos da S.H.I.E.L.D., entrada 2: Até Radcliffe nos lembrou, num outro episódio, que o diabo está nos detalhes. Como não amar que, no meio de uma situação tão catastrófica como essa, Coulson consiga fazer piadas com Sweeney Todd.
Arquivos perdidos da S.H.I.E.L.D., entrada 3: Vale registrar – porque isso não tinha me ocorrido até agora – que a aparência dos portais criados pelo Darkhold são muito similares a estética usada em Doctor Strange. Mais um ponto positivo para o MCU.

Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Estudante de Letras, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em séries desde sempre. Fã de carteirinha de Doctor Who, House, Battlestar Galactica, Sherlock, 24 Horas, The Borgias, Penny Dreadful, E.R. e Lost. Aqui no Mix de Séries é editor de reviews, além de escrever as reviews de Marvel's Jessica Jones, Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. e The Originals.

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