Midnight, Texas – 1×06 – Blinded by the Light

Imagem: NBC/Divulgação

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Como prometido no vídeo promocional do episódio, Blinded by the Light revelou a identidade do serial killer que ataca mulheres em Midnight, Texas e de fato foi surpreendente.

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Com uma nova garota desaparecida, os midnighters percebem que o serial killer voltou a atacar. Mas o corpo encontrado não é da vítima mais recente e, sim, de Tiffany, a garota que era drenada no ônibus dos vampiros lá no episódio 1×03 – Lemuel, Unchained. A mesma que no final do episódio aparece pegando carona na estrada e sendo atacada. A princípio parecia coisa de algum vampiro que sobreviveu ao massacre, mas na verdade era obra do nosso serial killer.

O bacana desse episódio é que eles não sabem o que estão enfrentando, se é algo sobrenatural ou humano, e isso se destaca no diálogo entre Olivia e Bobo. Sem saber do que se trata fica difícil agir, pela primeira vez, estão cegos. Mais uma vez o Clã se reúne para proteger a cidade, sobretudo da atenção da polícia.

Mas ter um assassino a solta não é o único problema do episódio. O véu entre o inferno e a terra está cada vez mais frágil e além de atrair o mal para cidade está começando a afetar seus habitantes. Manfred está fazendo mais contato com espíritos que o normal e começa a se automedicar. Fiji está sentindo a presença de algo demoníaco a perseguindo, e desta vez ele está deixando marcas em seu corpo (reflexo da limpeza que ela fez na casa de Manfred quando o demônio fez o primeiro contato com ela no episódio 1×02 – Bad Moon Rising, e Lem está ficando com cada vez mais sede de sangue fresco.

Embora todos sintam que há algo de errado na cidade, apenas três pessoas sabem sobre o véu, Joe , Chuy e o reverendo Emilio. Joe quer que o assunto seja mantido em segredo, inclusive sobre sua natureza. Se os demônios souberem do véu e que existem anjos caídos na cidade, eles virão e o caos será total. Numa visão geral, não faz tanta diferença, até porque já existe um demônio na cola de Fiji. Com esse discurso, a dúvida permanece, ou Chuy também é um anjo caído ou ele é algum ser sobrenatural ou apenas um humano que Joe tenta proteger o mandando para longe da cidade.

Com tantos problemas nas mãos, os midnighters dão prioridade em capturar o assassino. O foco do episódio se torna a família problemática de Creek. Apesar de não explorar tão bem a família como deveria, foi possível conhecer um pouco mais do pai e do irmão dela. Sabemos que o pai  não gosta do namoro da filha e Manfred tem pressentimentos sobre ele. Quando Connor surge com hematoma no braço fica evidenciado que ele sofre de maus tratos do pai desde que Creek decidiu sair de casa e morar com Manfred, o que a deixa preocupada. Até achei que a série fosse levantar o assunto do abuso e da violência doméstica, mas ela foi por um caminho muito mais obscuro.

Com todos investigando tudo, começa a se encaixar e declarar o pai de Creek como assassino, se torna óbvio ainda que surpreendente. Suas atitudes, indícios escondidos em sua casa envolvendo as vítimas, a máscara usada pelo assassino de Aubrey na visão de Manfred e ser pego com a garota desaparecida num lugar deserto só corroboram as suspeitas, o que torna a acusação mais fácil. Mas não é bem isso e a verdade é muito pior.

Sendo torturado por Lem, ele não nega e nem confirma apenas fica em silêncio. E foi nesse momento que eu percebi que ele não era o assassino. Entendi que de fato é um cara decente que estava tentando ajudar e foi pego no flagra. Ele estava o tempo todo protegendo o verdadeiro assassino, seu filho Connor. Essa revelação é muito surpreendente porque não existiram sinais nos episódios anteriores. Apenas nesse ele teve destaque, diria até que era um personagem apagado. Connor se mostra doente e desequilibrado. Para mim não ficou claro se o problema do pai aceitar o namoro de Creek era justamente para não ter Manfred por perto e com suas habilidades descobrir o segredo da família, mas ficou evidente que é um pai protetor agindo por amor ao filho. Com isso vejo um pai egoísta que se preocupa mais com filho enquanto pega no pé do outro. O destino de Connor é selado por Lem. Sua morte foi surpreendente, mas necessária. Ele era um louco que matava por diversão.

Imagem: NBC/Divulgação

Joe finalmente revela a todos que é um anjo. Apesar de ser um episódio mais sério, foi engraçado ver as reações dos outros. Eles estão discutindo e do nada Joe tira a camisa, mas quando percebem as asas saindo de suas costas ficam chocados. Essa coisa de viver escondido é justificável. A partir do momento que ele usa seu poder “sua luz” ele pode ser rastreado. Foi uma atitude altruísta para salvar Creek do irmão  louco, mas que terá consequências para ele e para cidade de certa forma.

Nessa história toda, quem foi afetada diretamente foi Creek. Foi uma boa cena dela cortando laços com o pai, os dois entregaram boas performances. O sentimento era de tristeza e rompimento de um pai que só queria proteger sua família e de uma filha enganada que se sente deixada de lado. Foi bonitinho ver Manfred dando apoio para namorada enquanto ela chorava.

O saldo foi positivo. Midnight, Texas entregou um dos melhores episódios da temporada, sólido, maduro e emocional. A julgar pelo vídeo promocional do próximo episodio, o medo de Joe vai se tornar real e a cidade mais uma vez estará em perigo e dessa vez por sua causa. Estamos entrando em reta final e os riscos estão ficando cada vez maiores.

Midnighter de respeito: Creek. Aqui ela foi mais explorada e o sentimento foi de compaixão, ela perdeu o pai e o irmão no mesmo dia. Apesar da fragilidade a série vem transformando-a em uma personagem forte e esse episódio foi dela.

Obs.: A série vem apresentando uma ótima trilha sonora. O encerramento do episódio com  Farewell – UNKLE foi perfeito.

Yuri Alves

Yuri Alves

Bacharel em Direito, fascinado pelo universo dos heróis e um viciado por séries e filmes. Um escritor a procura do meu espaço. Amante dos livros e da boa música. Adoro realitys. A série da minha vida , The OC. No Mix, sou responsável pelos textos de algumas séries como, Blindspot , Ozark, La Casa de Papel entre outras. Quando não estou no cinema ou maratonando uma série estou me aventurando na cozinha.

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