Mix de Opiniões: a adaptação de The Last Kingdom

The Last Kingdom

The Last Kingdom

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Mais uma saga literária chega à televisão, e convoca os fãs ávidos das lutas de espada a se juntar ao exército de Bernard Cornwell.

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The Last Kingdom, nova atração da BBC, é inspirada na coleção As Crônicas Saxônicas. Ambientada no século IX, mostra o jovem de origem inglesa Uhtred (Alexander Dreymon), que foi sequestrado por vikings e, ao se religar ao passado, fica na corda bamba entre o povo que lhe acolheu e seu verdadeiro sangue. Tudo isso em meio à sangrentas batalhas entre os famosos invasores dinamarqueses e os povos saxões, habitantes da atual Inglaterra.

Como adaptação de uma saga repleta de fãs, nossa equipe de colaboradores se reuniu mais uma vez no Mix de Opiniões, e contou as primeiras impressões sobre o piloto de The Last Kingdom.

A regra é simples: cada um dá uma nota de 0 a 100 com sua crítica sobre o tema, e de acordo com a escala, definimos o termômetro de aprovação. Vamos lá?

 

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mix-opinioes-carolCaroline Marques [colaboradora do Mix]: Dois motivos para ver The Last Kingdom: É inspirado no livro O Último Reino (primeiro livro da série Crônicas Saxônicas, do autor inglês Bernard Cornwell, e Bernard é foda demais) e produzido pela BBC2, tudo que vem da BBC é muito iluminado. Para quem assiste Vikings, vai ser muito legal também, porque estamos agora na pele dos ingleses com as invasões Vikings em Wessex. Quanto amor para um texto só. BBC tem dessas: a fotografia é sempre de encher os olhos, eles sempre escolhem um cor e fazem 50 mil tons dela, na mesma vibe de Vikings a série é meio inverno, escura, vários tons de cinza (não me comparem com aqueles livros porque é um insulto a essa série e ao Bernard). A abertura me lembrou muito as capas dos livros dele, que são todas obras de arte! A mesma briga entre Deus e deuses é muito marcante nesse primeiro episódio e eu amo muito esse desenvolvimento. Ragnar está mais velho do que vemos em Vikings, ainda acompanhado de seu filho nas conquistas! Mr. Darcy (opa, digo Matthew Macfadyen) ficou brevemente, mas foi ótimo. A frieza com que as pessoas lidam com a morte é muito aterradora para mim. A forma com que tratam os Vikings também é muito parecida com os relatos da história, eles eram uma praga para os ingleses, os maiores estrategistas de batalha, homens brutais e sem coração como várias cenas mostram. Diálogos incríveis quem assistir verá, como a cena do pai de Ragnar e o pequeno Uhtred. Ele que crescerá muito amado com os inimigos voltará para conquistar suas terras. Eu quero ver isso!

 

mix-opinioes-daniDaniele Duarte [colaboradora do Mix]: Três motivos aguçaram a minha curiosidade de assistir The Last Kingdom: 1) É série épica, gênero esse que amo de paixão; 2) É série britânica, e eu confio quase cegamente em séries de produção inglesa; 3) É do canal BBC. Pronto! Tive que ver e coloquei minhas expectativas lá no alto, algo que não curto porque me frustro toda vez que isso ocorre. No entanto, como já havia previsto, a série não me decepcionou em nenhum momento. Desde a primeira cena até a última, sua qualidade permanece. Temos uma construção bem bacana do personagem Uhtred desde o momento da sua infância até a fase adulta. Gostei bastante dos atores que interpretaram o personagem quando criança e adulto. É inevitável não compararmos com Vikings e Game of Thrones, já que ambas abordam a questão das guerras “sem parar” pela ambição ao poder. Devido ao fato de The Last Kingdom ter somente 8 episódios em sua primeira temporada, não haverá, acredito eu, enrolação, indo direto ao ponto, sendo objetivo. Com certeza absoluta está no hall das melhores estreias da Fall Season. Detalhe: ela não era a estreia que mais aguardava, mas o drama épico me agradou muito e acabou me surpreendendo pela sua fotografia – de praxe quando se trata de séries inglesas – e ambientação da história. Recomendado!

 

ErikkErik Wilhamis Jr. [colaborador do Mix]: Vou fazer essa crítica com muito cuidado, pois Bernard Cornwell é meu escritor favorito, e Crônicas Saxônicas sua obra mais ambiciosa e a que eu mais curto. Pra não parecer um velho ranzinza, vou começar pelos pontos fracos dessa adaptação da BBC e terminar com um sopro de esperança. O roteiro foi confuso em alguns momentos, e isso pode causar um pouco de estranheza aos não iniciados. Prova disso é o diálogo entre Uhtred criança e o padre Beocca, no qual temos um excesso de nomes e cidades anglos-saxões sendo jogadas ao espectador, misturados com deuses nórdicos, que não serviu em nada na trama. Foi forçada a rápida adaptação de Uhtred aos vikings, pois ele enxergar o velho Ragnar como uma figura paterna, logo depois de perder o irmão e o pai pelas mãos do mesmo, não é crível. A necessidade de mostrar o herói já adulto ainda no primeiro episódio deixou essa fase corrida, por isso não vimos um crescimento do relacionamento entre nosso herói e Brida, muito importante pro amadurecimento dele. Me prometi não fazer muitas comparações com os livros, pra não dar uma de fanboy. Entendo que existe a necessidade da liberdade pra adaptar a história pra outra mídia. Mas aquele Uhtred integrante de boy band, não me convenceu. Cornwell o descreve de um forma, que parece ter feito isso pensando em Chris Hemsworth (o Thor da Marvel), ou Charlie Hunnam (Sons of Anarchy), então ver Alexander Dreymon no papel é como ver o Fiuk tentando interpretar o Batman. Agora, chega de falar mal, pois tem muita coisa boa ali. A fotografia, ambientação, figurinos, sons, locações… tudo ligado à produção e à parte técnica beirou a perfeição (só pecando nas cenas noturnas, muito escuras, precisam melhorar a iluminação). E tenho que falar daquilo que me impediu de dar uma nota baixa, aquilo que tem de mais importante em qualquer coisa relacionada ao velho Bernard… A PAREDE DE ESCUDOS!!! Foi simplesmente sensacional ver todos aqueles escudos empilhados, os vikings abusando da estratégia, muito sangue derramado, de forma crua, visceral, pra você se sentir dentro da ação. Isso me dá muita vontade de continuar assistindo ao seriado. Enfim, eu esperava bem mais desse piloto e me entregaram algo no estilo Lulu Santos (“não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim”). Se não cair na tentação de virar um genérico de Vikings com Game of Thrones, The Last Kingdom em tudo pra melhorar, e muito, pois o que não falta é material de qualidade pra ser adaptado.

 

matheus_oitnb Matheus Pereira [colaborador do Mix]: A enorme saga criada por Bernard Cornwell, As Crônicas Saxônicas, chega à televisão com qualidade inegável. Apresentando os personagens com inteligência e dinamizando as relações já nos primeiros minutos, o ritmo do primeiro episódio não cai. Não espere cenas de ação aos montes (embora o capítulo conte com sequências impressionantes, como a parede de escudos), mas diálogos rápidos e reviravoltas satisfatórias. Ao transpor as páginas de Cornwell às telas, Stephen Butchard, criador e roteirista, torna a escrita densa em uma adaptação fluida e nem um pouco confusa. Já é um grande ponto positivo para um épico desta magnitude. Além disso, The Last Kingdom também não se debruça sobre efeitos especiais ou criaturas míticas, mas sim sobre uma história violenta, regada a sangue e vingança, aproveitando para, no processo, contar a história de formação do que hoje conhecemos como Inglaterra. A fotografia é deslumbrante e o elenco parece competente. Resta-nos acompanhar para ver como as coisas irão se desenrolar: a princípio, The Last Kingdom é tratada por muitos como minissérie. O problema é que existe material suficiente para uma longa série com várias temporadas. A saga literária de Cornwell, afinal, não tem sequer previsão para acabar, e se depender do piloto, o programa merece vida longa.

 

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Quer saber mais sobre The Last Kingdom? Então, confira abaixo o trailer, e não deixe de compartilhar com a gente as suas impressões.

 

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