New Girl – 6×08 – James Wonder

Fonte: spoilersguide.com
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Depois de um excepcional episódio semana passada, New Girl mantém a consistente qualidade no episódio desta semana, provando mais uma vez que ainda há muito espaço a ser explorado pela série, criativamente falando. Há ainda muito gás, ainda que as últimas temporadas tenham dado a entender o contrário, passando uma ideia de esgotamento criativo.

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Colocar o Winston como um agente disfarçado foi simplesmente genial. Winston Bishop é o verdadeiro (e merecido) protagonista de New Girl. E este episódio só reforça o que acabei de dizer. Pronto, falei. Extraindo momentos cômicos em basicamente todas as suas aparições, Lamorne Morris é um daqueles raros atores que conseguem usar uma mesma piada de diversas formas e sem desgastá-la. Tomemos por exemplo o gato de Winston, Ferguson, que serve como verdadeiro recurso ilimitado de piadas e, ainda assim, Lamorne consegue torná-las engraçadas. E quando os escritores resolvem utilizar o potencial do ator, tudo fica melhor ainda. E é isso que acontece em “James Wonder”. No episódio, Winston tenta convencer a turma de que ele pode, sim, trabalhar como um oficial disfarçado, e acaba metendo a si mesmo e a Jess, que estava buscando apenas ser promovida, em uma situação problemática.

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Ainda que tenha prosseguido com o formato costumeiro de tramas não interligadas, neste episódio correu tudo muito bem. A trama de Jess e Winston se enrolou do meio para o fim, bem como a de Schmidt e Nick. Cece, novamente, parece um pouco destoante do resto da turma. Não sei se é impressão minha, mas já há um tempo que a personagem não acrescenta nada à história, fato esse que me entristece muito, pois sempre amei bastante o empoderamento que Cece agregava no começo da série.

Ainda que tudo tenha sido bem amarradinho, ficou clara a diferença na qualidade do plot de Winston/Jess e Schmidt/Nick. Já faz algum tempo que venho observando que o Max Greenfield, intérprete de Schmidt, tem estado um pouco sem graça. Não sei se é por conta do ator (que ultimamente tem atuado de forma bem espalhafatosa, diferindo do que era o Schmidt original) ou se por conta da escrita, mas o personagem não tem me agradado muito.

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Da mesma forma, Nick, que desde a terceira temporada tem sido descaracterizado do personagem originalmente apresentado. De um rabugento e sério desistente da faculdade, ele passou para um doidão divertido e irresponsável e, agora, é um doidão divertido e irresponsável num romance à distância. Simplesmente não há nada a explorar nele, porque tudo soa muito superficial e bidimensional, não há profundidade. Ambos os personagens, bem como suas tramas individuais, têm sido âncoras arrastando a série para baixo, e a dobradinha dos dois juntos simplesmente não parece mais funcionar. Já passou da hora de os escritores tentarem inovar e sair de suas zonas de conforto, explorando um pouco mais da relação Schmidt/Jess e das peripécias de Winston e Cece.

Pelo sim ou pelo não, vou admitir que este foi um bom episódio. Ainda que existam problemas estruturais sérios nas tramas e no desenvolvimento de certos personagens, tudo trabalhou e conspirou a favor da série e, mais uma vez, eu pude rir muito. O nome falso “James Wonder” me marcará assim como o gato Ferguson, as “peripécias de Winston e Cece” e o Winston se intitulando “Prank Sinatra, o Sinatra das pegadinhas”.

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