O paradoxo dentro de 12 Monkeys

12 Monkeys Movies

 

Nesta semana, a Cinema E TV fará algumas viagens no tempo para podermos falar de Twelve Monkeys. Um dos melhores filmes de ficção que já vi, e que virou série em janeiro de 2015.

Brincadeiras à parte, nós realmente precisamos voltar no tempo para dar início ao texto de hoje. Mais precisamente para 1962, na França, ano em que foi lançado o curta-metragem La Jetée, o grande inspirador de Twelve Monkeys. Criado por Chris Marker, o curta francês se passa no pós-guerra e acompanha uma viagem no tempo, e acima de tudo conta com ingredientes tradicionais da época. Charmoso por ser em preto e branco, La Jetée tem um formato de fotomontagem, pois é apresentado com fotos e uma série de pequenos filmes, e óbvio que ainda temos a presença de personagens e de um narrador central.

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Twelve Monkeys - James e DraOs Doze Macacos é sem dúvida um obra prima criada por Terry Matalas, Travis Fickett e dirigido por Terry Gilliam, que pegou o ingrediente certo como inspiração: a viagem no tempo. Foi este pequeno tempero que virou uma das melhores ficções da história. O longa é protagonizado por Bruce Willis (James Cole), Madaleine Stowe (Kathryn Railly, e Victoria Grayson de Revenge) e Brad Pitt (Jeffrey Goines). O filme mostra James Cole, presidiário e viajante do tempo, tentando descobrir a origem de um vírus que em 1997 matou bilhões de pessoas e que deixou poucos sobreviventes habitando o subterrâneo da Terra. Mas para poder acompanhar a história vocês precisam estar prestando muita atenção para poder interligar os acontecimentos e ver como tudo faz sentido na hora certa. É muito interessante ver que um filme de 1995 tem uma riqueza tão grande de detalhes sem deixar nada passar aos olhos do público.

A história é realmente muito bem construída ao longo do filme. É mostrado que viajar no tempo não é apenas entrar em uma máquina e puf estou onde deveria estar. Pelo contrário, é muito mais complexo do que isso, e melhor ainda, é ver que existem efeitos colaterais. Com certeza não teria como ser tudo de boa e tal, e o filme trás isso com exatidão. James Cole sofre muito durante o filme, como se não bastasse viajar no tempo e ir para a época errada, ele com certeza seria dado como louco e pararia em um hospício. E é neste lugar que surge a melhor atuação do filme com Brad Pitt. O papel desempenhado por ele foi de extrema dificuldade porque Jeffrey Goines era um personagem complexo em termos de interpretação. Completamente pirado e cheio de tiques nervosos, Jeffrey é muito enigmático porque em um momento ele é um louco muito engraçado, em outro ele parece ser o vilão da história e depois ele era só um caminho para o real culpado da trama. O universo criado por Terry Gilliam é ótimo, os elementos que contribuem para a formação da ficção no filme são muito bons, desde a tecnologia futurística mostrada até o ambiente pós-apocalíptico da superfície terrestre e a nova forma de “governo” do subterrâneo.

Tudo isso não é o que foi realmente visto na série do SyFy 12 Monkeys. É ai que entra o nosso paradoxo, por que com o que se esperava e com o que foi mostrado, confesso que tive uma pequena decepção. A história é contada de outra forma. O centro da trama ainda é o mesmo, porém os acontecimentos e o desenvolvimento são diferentes. O foco não é em uma pessoa específica, mas dessa vez é realmente no Exército dos 12 Macacos.

 

12 Monkeys Serie

 

Quando se vê a informação de que um grande filme vai virar uma série de TV, a primeira ideia que tenho é de que o conteúdo será muito mais aprofundado, que terá um desenvolvimento maior e que a história terá proporções maiores. E não foi o que aconteceu. A falta de detalhes e o desenvolvimento corriqueiro do plot na TV fizeram com que a série perdesse o “encanto” do filme. A trama apresenta mais elementos de suspense e aventura do que realmente a ficção que fica por conta das poucas cenas em que James aparece na tal máquina do tempo, que na minha opinião deveria ser o elemento principal porque se trata de uma viagem no tempo, e de certa forma uma distopia. Por exemplo, podemos comparar apenas o episódio Splinter, primeiro da série, com o filme e nele nós vemos que metade do filme já foi contado. No elenco a série conta com Aaron Stanford (de Nikita) como James Cole, Amanda Shull como Dr. Railly, e ai está a surpresa, Emily Hampishare como Jennifer Goines, substituindo Jeffrey Goines. Jennifer também se encontra em um hospício, mas ela é mostrada como um gênio da matemática.

12 Monkeys realmente não me agradou, mas de positivo fica a minha curiosidade de saber o que irá acontecer na história da série, e vendo isso poderei fazer mais comparações com o filme. O que acho legal no drama televisivo é que o foco realmente será os “12 Macacos” e isso vai ser bem explorado pela série, e no filme isso não foi bem desenvolvido. Por tanto, é muito interessante enxergar os dois lados da história e ver que o que não foi tão explorado no cinema vai ser o foco principal na televisão.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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