Os 20 anos da estreia de Ally McBeal: uma viagem de volta aos anos 1990

Imagem: FOX/Divulgação

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No dia 08 de setembro de 1997 entrava no ar uma série que redefiniria a forma de se fazer séries jurídicas na TV. E olha que não estou me referindo ao gênero consagrado pelas Law & Order da vida. Ally McBeal, criada por David E. Kelly, entrava no ar e provava que era possível fazer um drama misturado com comédia e entregar um material extremamente inteligente e cativante.

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Liderada por Calista Flockhart, a série teve um elenco de primeira e trouxe para o horário nobre excentricidades como bebês dançantes, banheiros unissex e incontáveis números de danças, que sempre faziam o término do episódio nos sentir como se estivéssemos chegando de um longo dia de trabalho – e estando ali apenas para relaxar.

Voltando ao piloto de Ally McBeal, percebemos o quão a série explorou ao máximo as características dos anos 1990, que tentava se sobressair a “cafonice” da década de 1980, mas que acabou se tornando quase tanto o mesmo. De volta naquela época, as séries não tinham medo de abrir o seu primeiro episódio com uma mulher encarando a janela, ao som de uma música triste e relembrando os seus tempos de colegial. Dessa forma, fomos introduzidos ao mundo de Ally, uma advogada que estava saindo da firma onde trabalhava – após ser assediada sexualmente por um dos sócios, para ir trabalhar em uma firma montada por um amigo da faculdade. O que ela não imaginava é que lá, no seu novo emprego, um antigo namorado (leia-se o amor da sua vida) também trabalhava, casado e bem sucedido.

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A partir daqui, a história de Ally McBeal se desenrola, mas engana-se quem pensa ser a série um dramalhão mexicano. A história abandona logo esse envolvimento emocional de Ally para focar na forma como ela enxergava a vida, seja ela excêntrica ou não. Desde visualizar a cabeça da secretária – que fala muito – explodir, até se ver jogada em uma caçamba de lixo após falar uma mancada para um cliente, a série tinha uma montagem e texto tão ricos que fez o Emmy e o Globo de Ouro a premiar como Melhor Série Comédia em uma época em que gigantes da sitcoms como Will & Grace e Friends dominam a televisão.

Com uma música original sendo tema de abertura, o piloto de Ally veio a que disse e tratou de sexismo, do lugar da mulher na sociedade e enxergou um caminho que abriria filão para diversas séries do gênero nos anos 2000. Apesar de hoje soar como datado, principalmente pelos scarfs no pescoço de Ally, os penteados e os ternos infinitamente maiores que os corpos dos advogados, a história nos envolve e a série acabou se tornando despretensiosa, introduzindo casos de tribunais leves, que intercalavam com a “vida de solteiro” (subtítulo brasileiro da série) que os advogados levavam, sempre terminando em um bom encontro de amigos no bar que se situava em baixo do prédio da firma.

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Para muita gente, irá parecer que foi ontem, mas já fazem 20 anos desde sua estreia. E Ally McBeal permanece no imaginário de muita gente.

Relembre alguns momentos do piloto, e mate as saudades:

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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