Preacher – 1×09 – Finish the Song

Imagem: IMDb/Divulgação

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Preacher dá os passos finais da primeira temporada e, pelo menos, nos entrega alguns massacres para colorir as cenas com um tom mais similar ao da HQ. “Finish the Song” já começa com uma verdadeira mostra do que a série poderia ter sido, com o cowboy – que agora finalmente sabemos ser o Santo dos Assassinos (para não mencionar saber onde ele está) – fazendo o melhor começo de episódio da série. Quer dizer, o episódio piloto até tentou, mas isso? Massacrar um bar inteiro, dizer que Jesus pode ir juntar-se a todos eles no inferno, ainda por cima pedir para terminar a música e, quando menos esperávamos, decapitar o cantor? #StandingOvation.

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Mas Graham McTavish não é o único cuja atuação merece aplausos. Ao saltar de um carro em movimento, tudo em nome de seu sermão de domingo – que promete trazer ou difamar Deus definitivamente –, Dominic Cooper finalmente começou a fazer a transição de um rosto bonito para uma presença que não precisa ser ignorada na série. É claro que cenas como a de Jesse embaixo da ponte dividem opiniões, por diminuírem o ritmo mas fazerem um tipo estranho de sentido, mas não reclamarei disso hoje.

Imagem: Banco de Séries

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

O reaparecimento de Fiore e DeBlanc – tentando, surpreendentemente, ir ao inferno – também foi uma surpresa agradável. Na verdade, foi impossível não rir de Fiore dizendo que queria ir a um lugar “muito mais a sul”. E a agente de viagens perguntado a profissão dos dois? “You’re going to hell. Someone may ask.”I’m still laughing! Foi um alívio cômico espetacular! E jogar a moeda para decidir se iam para o céu ou para o inferno? Não rio tanto com sidekicks desde Mike e Ike em Limitless.

Ruth Negga continua na sua zona de qualidade, e fiquei surpreso de ver o imediatismo de Tulipa funcionar com Emily. Mas foi o desenrolar da trama de Emily que chocou quem assistiu o episódio, mesmo que tenha sido uma mudança produtiva para a série, para a personagem e para a trama. Mas é claro, não posso deixar de imaginar que, se ao assistir Psicose a moça já foi capaz de entregar Miles para o abate, o que acontecerá quando ela assistir algo mais trash, como o Massacre da Serra Eletrica original ou Ninja III: The Domination?

Como um todo, e acredito que pela primeira vez desde o piloto, Preacher fecha um episódio em que é possível deixar os errinhos que possam haver no episódio passarem sem comentários. Assim como foi nos quadrinhos, os anjos guardiões de Genesis recrutaram o Santo dos Assassinos, e assim como nos quadrinhos – mas de uma maneira mais prática e meio broxante – Jesse Custer está determinado a encontrar Deus. É claro que há coisas para se celebrar, como a certeza de que só há mais um episódio para encarar ou o fato de que Jesse e Cassidy já estão “de boa” novamente. Há também o que questionar – como o fato de que Jesse parece ter esquecido de Eugene. Mesmo assim, numa soma de inevitabilidade e acomodação do telespectador, Preacher conseguiu nos fazer assistir a uma temporada interia, e esse não é – ou pelo menos não parecia ser – um feito simples.

Tags Preacher
Richard Gonçalves

Richard Gonçalves

Professor de Língua e Literatura, apaixonado por quadrinhos, música e cinema. Viciado em café, bons livros, boas animações e ocasionais guilty pleasures (além de conversas sem começo, meio nem fim). De gosto extremamente duvidoso, um Reviewer ocasional aqui no Mix de Séries e Colunista no Mix de Filmes.

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