Ringue Mix: Detetive britânico vs. Detetive americano

No combate de hoje vamos falar de um dos mais icônicos detetives do mundo. Sherlock Holmes! Temos aqui os mesmos personagens,  em situações extremamente diferentes. Mas vamos analisar tudo e ver quem leva essa batalha.

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MIX-RINGE-Sherlock-Elementary

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De Um Lado do Ringue…

Sherlock
3 temporadas (2010 – atualmente)
11 episódios
Criada por Steven Moffat e Mark Gatiss

Sherlock BBC (1)Temos Sherlock desenvolvida por Steven Moffat e Mark Gatiss, trazendo Holmes e Watson para uma Londres moderna que continua cheia de mistérios e crimes. John Watson é um ex-militar  deprimido que retorna à Londres e precisa de um lugar para ficar, acaba por saber que Sherlock Holmes precisa de um colega de quarto, logo Watson se muda e percebe que Holmes, um consultor Scotland Yard, é um homem excêntrico e sem habilidades sociais adequadas.

 

 

 

Do Outro Lado do Ringue.

Elementary
3 temporadas (2012 – atualmente)
49 episódios
Criada por Robert Doherty

ElementaryTemos Elementary, desenvolvida por Robert Doherty que nos leva para turbulenta Nova York do século XXI. A série nos apresenta um outro Sherlock Holmes, um ex-consultor da Scotland Yard viciado em drogas que vive sem limites até que seu pai acaba por contratar Joan Watson, uma acompanhante de sobriedade para que o mantenha na linha. Como Joan precisa o acompanhar em todos os lugares, ela começa a se interessar pelo trabalho dele e juntos passam a fazer consultoria para Polícia de Nova York.

 

 

Fight

 

Hoje em dia quando se fala de Sherlock e Watson os nomes que vem a cabeça são instantaneamente Benedict Cumberbatch e Martin Freeman. Com uma boa química em tela, os dois formam uma dupla incrível. O Holmes de Cumberbatch é extremamente obcecado e maluco, beirando a psicose…opsss,  como é mesmo? Ah, ele não é um psicopata, é um sociopata altamente funcional.  Martin Freeman leva a humanidade a serie, já que por muitas vezes ele é o alivio cômico. Quem nunca deu risada com ele surtando  por alguma coisa? Não sou a sua maior fã, mas é inegável sua excelente atuação, principalmente quando se trata da terceira temporada. Para completar o time temos o genial, o maravilhoso, o foda, o lindo, o totalmente psicótico (esse sim é completamente psicótico) Jim Moriarty, o maior inimigo de Holmes vivido pelo genial, o maravilhoso, o foda, o lindo Andrew Scott. Ele consegue fazer os fãs torcerem por ele, a primeira cena dele com Benedict é de explodir as nossas mentes.

Enquanto isso na terra do Tio Sam, a CBS optou por escolher os simpáticos Jonny Lee Miller e Lucy Liu, para viverem os icônicos personagens. Vamos combinar que eles não são os melhores atores do mundo, mas ganham na simpatia e no humor. O que mais incomoda é a desconstrução dos personagens originais. Por questões jurídicas, a CBS só podia usar o nome dos personagens que são de domínio publico, por tanto tiveram que adaptar do jeito que dava. Aqui O Watson passa a ser A Watson. Holmes é um viciado em tratamento, Lestrade e a Sra. Hudson tem pouca importância de fato. Mas uma jogada genial de Elementary, tenhamos que admitir, é fazer com que Irene Aldler, vivida pela  maravilhosa Natalie Dormer, o grande amor da vida de Holmes, também seja seu arqui-inimigo Moriaty . Houve uma aceitação bem maior do que eu esperava, talvez seja a simpatia da Natalie ou talvez o plot tenha mesmo agradado. Mas dentro da historia da serie o plot do Moriarty seja talvez o  mais bem elaborado até hoje, foi uma boa surpresa.

O roteiro de  Sherlock é uma obra prima, [não vamos colocar The Empty Hearse nesse quesito. Falamos  disso em um outro texto].  Extremamente bem desenvolvido não é a toa que  Gatiss e Moffat levam dois anos para escreverem e filmarem cada temporada. Eles são tipos de showrunners que colocam pistas aqui e ali que passam muitas vezes despercebidos aos mais desatentos. Eles retiram o máximo que podem da historia e muitas vezes temos que rever o episódio ou irmos para um grupo de discussão para que possamos pegar as pistas deixadas.  São pequenos detalhes que no final fazem a diferença. Para uma mente mais preguiçosa, a serie pode não agradar, por que durante uma hora do episódio se você piscar, provavelmente vai deixar uma pista escapar.

Elementary aposta nos tão criticados ‘casos da semana’. Como fã de serie procedural eu não vejo isso como erro, mas o que muitas vezes irrita é essa falta de profundidade no caso, quando você assiste as duas series é inevitável você sentir falta daquele “Algo a mais” que a serie da BBC apresenta na sua versão.  Mas falta de profundidade não é necessariamente ruim, as vezes o que você precisa é um ótimo passatempo e por mais clichê que seja as historias você consegue se divertir assistindo, principalmente as cenas entre Joan e Sherlock que garantem boas risadas.

 

E o vencedor é…

No meu coração, que é igual coração de mãe,as duas series tem seus méritos e seus defeitos. E depois de pensar muito e analisar, eu vou considerar o vencedor pelo ponto de vista de técnico e construção da historia, é inevitável que quem leva essa batalha é: Sherlock.

 

ko-sherlock

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